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25 de julho de 2014

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STJ - RECURSO ORDINARIO EM HABEAS CORPUS RHC 7834 RS 1998/0060078-7 (STJ)

Data de publicação: 26/10/1998

Ementa: PROCESSUAL PENAL. "HABEAS CORPUS". TRÁFICO DE DROGAS. PRISÃO EM FLAGRANTE. PRETENSÃO DE LIBERDADE PROVISÓRIA. DENEGATÓRIA DESMOTIVADA. CPP , ART. 310 , PARÁGRAFO ÚNICO . Segundo o comando expresso no parágrafo único do art. 310 , do Código de Processo Penal o juiz concedera liberdade provisória ao réu preso em flagrante se constatar a inocorrência de qualquer da hipóteses que autorizam a prisão preventiva. A decisão que nega a liberdade provisória ao preso em flagrante deve ser fundamentada, com indicação objetiva de fatos concretos susceptíveis de causar prejuízo à ordem pública ou à instrução criminal, bem como por em risco a aplicação da lei penal, situando-se na mesma linha daquela que decreta a prisão preventiva. A circunstância única de ter sido o réu preso em flagrante por tráfico de droga não impede a concessão de liberdade provisória, em face do princípio Constitucional da presunção de inocência. Recurso ordinário provido. "Habeas Corpus" concedido.

Encontrado em: :00005 INC:00046 CONSTITUIÇÃO FEDERAL POSSIBILIDADE, LIBERDADE PROVISORIA, ACUSADO, TRAFICO DE ENTORPECENTE, OCORRENCIA, PRISÃO EM FLAGRANTE, FALTA, FUNDAMENTAÇÃO, DESPACHO, DENEGAÇÃO, LIBERDADE

STJ - AGRAVO REGIMENTAL NO HABEAS CORPUS AgRg no HC 282074 SP 2013/0376922-0 (STJ)

Data de publicação: 29/05/2014

Ementa: AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. TRÁFICO DE DROGAS. NEGATIVA DO DIREITO DE APELAR EM LIBERDADE. FUNDAMENTAÇÃO. RÉU PRESO EM FLAGRANTE DURANTE A INSTRUÇÃO CRIMINAL. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO. INSTÂNCIA ORDINÁRIA ENCERRADA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE FLAGRANTE QUE, EVENTUALMENTE, PUDESSE ENSEJAR A CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A prisão cautelar se encontra em consonância com os preceitos contidos no art. 312 do Código de Processo Penal . Reconheceu o acórdão denegatório originário que a negativa do apelo em liberdade "foi devidamente fundamentada, posto que se verificou o direto envolvimento do paciente com os fatos. Foram apreendidos 19 kgs de cocaína, que seriam destinados a um número elevado de pessoas", sendo necessária garantir a ordem pública, porque o réu possui alto envolvimento com o crime organizado. 2. A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal é pacífica no sentido de que "Não traduz manifesta arbitrariedade a decretação de prisão cautelar de acusado com quem foi apreendida expressiva quantidade de drogas, a revelar profundo envolvimento na atividade de tráfico de drogas, com risco de reiteração delitiva e à ordem pública." (HC 109111, 1.ª Turma, Rel. Ministro MARCO AURÉLIO, Rel. p/ Acórdão, Ministra ROSA WEBER, DJe 06/03/2013.) 3. Constatada a superveniência de sentença condenatória, confirmada em sede de apelação, não se vislumbra constrangimento ilegal na negativa do recurso em liberdade. Afinal, o encerramento da instância ordinária torna temerário desconstituir a custódia cautelar de Paciente preso desde o início da instrução, por decreto prisional devidamente fundamentado. 4. Agravo regimental desprovido.

TJ-PA - HABEAS CORPUS HC 200530000229 PA 2005300-00229 (TJ-PA)

Data de publicação: 09/05/2005

Ementa: : HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO COM PEDIDO DE LIMINAR - LIMINAR NEGADA - FALTA DE JUSTA CAUSA - INOCORRÊNCIA - RÉU PRESO EM FLAGRANTE POR TRÁFICO DE DROGAS - AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADA - AS CONDIÇÕES PESSOAIS DO RÉU NÃO SÃO SUFICIENTES PARA CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS SE PRESENTES OUTROS ELEMENTOS ENSEJADORES DA PRISÃO CAUTELAR - EXCESSO DE PRAZO DEVIDAMENTE JUSTIFICADO ANTE O PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE - ORDEM DENEGADA À UNANIMIDADE.

STJ - HABEAS CORPUS HC 282704 PR 2013/0384171-9 (STJ)

Data de publicação: 12/03/2014

Ementa: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. DESCABIMENTO. COMPETÊNCIA DAS CORTES SUPERIORES. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. MODIFICAÇÃO DE ENTENDIMENTO DESTE TRIBUNAL, EM CONSONÂNCIA COM A SUPREMA CORTE. TRÁFICO INTERESTADUAL DE DROGAS. PRISÃO EM FLAGRANTE CONVERTIDA EM PRISÃO PREVENTIVA. RÉU PRESO COM QUASE DUAS TONELADAS DE MACONHA. FUNDAMENTAÇÃO. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. QUE, EVENTUALMENTE, PUDESSE ENSEJAR A CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. 1. O Excelso Supremo Tribunal Federal, em recentes pronunciamentos, aponta para uma retomada do curso regular do processo penal, ao inadmitir o habeas corpus substitutivo do recurso ordinário. Precedentes: HC 109.956/PR, 1.ª Turma, Rel. Min. Marco Aurélio, DJe de 11/09/2012; HC 104.045/RJ, 1.ª Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 06/09/2012; HC 108.181/RS, 1.ª Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 06/09/2012. Decisões monocráticas dos ministros Luiz Fux e Dias Tóffoli, respectivamente, nos autos do HC 114.550/AC (DJe de 27/08/2012) e HC 114.924/RJ (DJe de 27/08/2012). 2. Sem embargo, mostra-se precisa a ponderação lançada pelo Ministro Marco Aurélio, no sentido de que, "no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício." 3. O decreto de prisão preventiva, mantido pelo acórdão vergastado, demonstrou a pertinência da segregação preventiva sub judice, como forma de garantir à ordem pública e interromper a atividade criminosa. Narram os autos que o Paciente foi preso em flagrante delito, em 21 de agosto de 2013, como incurso nos arts. 33 , 35 e 40 da Lei n.º 11.343 /2006, por transportar em um caminhão 1.836,40 kg de maconha, proveniente do Estado do Paraná, com destino ao Estado de São Paulo. 4. "Não traduz manifesta arbitrariedade a decretação de prisão cautelar de acusado com quem foi apreendida expressiva quantidade de drogas, a revelar profundo envolvimento na atividade de tráfico de drogas, com risco de reiteração delitiva e à ordem pública." (HC 109111, 1.ª Turma, Rel. p/ Acórdão, Ministra ROSA WEBER, DJe 06/03/2013.) 5. Ausência de ilegalidade flagrante que, eventualmente, ensejasse a concessão da ordem de ofício. 6. Habeas corpus não conhecido....

STJ - RECURSO ORDINARIO EM HABEAS CORPUS RHC 42697 SP 2013/0382024-7 (STJ)

Data de publicação: 17/02/2014

Ementa: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. FLAGRANTE CONVERTIDO EM PREVENTIVA. SUPERVENIÊNCIA DE CONDENAÇÃO. MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA. QUANTIDADE E NATUREZA DA DROGA APREENDIDA. GRAVIDADE CONCRETA DO DELITO. RÉU QUE PERMANECEU PRESO DURANTE TODA A INSTRUÇÃO CRIMINAL. NECESSIDADE DA CUSTÓDIA PARA GARANTIA DA ORDEM E SAÚDE PÚBLICA. SEGREGAÇÃO JUSTIFICADA. COAÇÃO ILEGAL NÃO DEMONSTRADA. RECURSO IMPROVIDO. 1. Não há ilegalidade quando a prisão preventiva está fundada na necessidade de se acautelar a ordem e saúde pública, diante das circunstâncias em que ocorrido o delito, a demonstrar a sua gravidade concreta, dada a quantidade e natureza altamente lesiva do estupefaciente que transportava o agente - duas porções de crack, com mais de 100 g (cem gramas) de peso total. 2. Verificando-se que há sentença condenatória proferida, em que foram avaliadas todas as circunstâncias do evento criminoso e as condições pessoais do réu, julgando-se necessária a manutenção da prisão preventiva, e constatando-se que permaneceu custodiado durante toda a instrução criminal, ausente ilegalidade a ser sanada por este STJ. 3. A orientação pacificada nesta Corte Superior é no sentido de que não há lógica em deferir ao condenado o direito de recorrer solto quando permaneceu preso durante a persecução criminal, se presentes os motivos para a segregação preventiva. 4. Recurso ordinário improvido.

Encontrado em: LDR-06 LEG:FED LEI: 011343 ANO:2006 ART : 00033 PAR: 00004 LEI DE DROGAS DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE

STJ - HABEAS CORPUS HC 242524 MG 2012/0099080-2 (STJ)

Data de publicação: 23/08/2012

Ementa: HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. CRIMES DE TRÁFICO E ASSOCIAÇÃO PARAO TRÁFICO DE DROGAS. RÉU PRESO EM FLAGRANTE COM 9,09 GRAMAS DEMACONHA. DIREITO DE RESPONDER AO PROCESSO EM LIBERDADE NEGADO.VEDAÇÃO EXPRESSA À LIBERDADE PROVISÓRIA CONTIDA NA LEI N.º 11.343 /06INCIDENTALMENTE DECLARADA INCONSTITUCIONAL PELO PLENÁRIO DO SUPREMOTRIBUNAL FEDERAL. ORDEM DE HABEAS CORPUS CONCEDIDA. 1. In casu, o Impetrante foi preso em flagrante com 9,09 gramas demaconha. 2. Prevalecia, na jurisprudência dos Tribunais Pátrios, entendimentono sentido de que a vedação expressa do benefício da liberdadeprovisória aos crimes de tráfico ilícito de drogas, disciplinada noart. 44 da Lei n.º 11.343 /06, era, por si só, motivo suficiente paraimpedir a concessão da benesse ao réu acusado da prática de crimehediondo ou equiparado. 3. O Plenário Virtual da Corte Suprema reconheceu a existência derepercussão geral da questão relativa "à concessão de liberdadeprovisória sem fiança a agentes presos em flagrante pelo cometimentode crimes hediondos e equiparados, dentre eles o tráfico ilícito deentorpecentes", nos autos do RE n.º 601.384/RS. Em 10/05/2012, nosautos do HC n.º 104.339/SP, por maioria, declarou, incidentalmente,a inconstitucionalidade de parte do art. 44 da Lei 11.343 /2006, queproibia a concessão de liberdade provisória nos casos de tráfico deentorpecentes. 4. Ordem concedida, para determinar ao Juízo de primeiro grau que,afastada a vedação prevista no art. 44 da Lei de Drogas, examine anecessidade de imposição de medidas cautelares diversas da prisão.

Encontrado em: ANO:2006 ART : 00044 LEI DE DROGAS REPERCUSSÃO GERAL - CRIMES HEDIONDOS OU EQUIPARADOS - LIBERDADE

STJ - RECURSO ORDINARIO EM HABEAS CORPUS RHC 40498 SP 2013/0291541-8 (STJ)

Data de publicação: 18/06/2014

Ementa: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. TRÁFICO INTERNACIONAL DE ENTORPECENTES. FLAGRANTE CONVERTIDO EM PREVENTIVA. CONDENAÇÃO. VEDAÇÃO DO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE. GRAVIDADE DO DELITO. EXPRESSIVA QUANTIDADE DA DROGA APREENDIDA. RÉU ESTRANGEIRO QUE PERMANECEU PRESO DURANTE TODA A INSTRUÇÃO CRIMINAL. NECESSIDADE DA PRISÃO PARA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. SEGREGAÇÃO JUSTIFICADA. MEDIDAS CAUTELARES ALTERNATIVAS. INSUFICIÊNCIA. REGIME SEMIABERTO. COMPATIBILIZAÇÃO DA CUSTÓDIA COM O MODO DE EXECUÇÃO FIXADO NO ÉDITO REPRESSIVO. RECLAMO PROVIDO EM PARTE. 1. Não fere o princípio da presunção de inocência e do duplo grau de jurisdição a vedação do direito de recorrer em liberdade, se presentes os motivos legalmente exigidos para a custódia cautelar. 2. Não há ilegalidade quando a negativa do direito de recorrer solto está fundada na necessidade de se acautelar a ordem e saúde pública, diante das circunstâncias em que ocorrido o delito. 3. A expressiva quantidade e a natureza danosa da droga capturada com o recorrente, somadas às circunstâncias em que se deu a sua prisão em flagrante - no aeroporto internacional de São Paulo quando embarcava em vôo com destino a Joanesburgo, África do Sul -, bem demonstram a gravidade concreta do delito que lhe é assestado, justificando a preservação da segregação cautelar. 4. A orientação pacificada nesta Corte Superior é no sentido de que não há lógica em deferir ao condenado o direito de recorrer solto quando permaneceu preso durante a persecução criminal, se presentes os motivos para a custódia cautelar. 5. Indevida a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão quando a segregação encontra-se justificada na gravidade do delito cometido e na condição de estrangeiro do réu, sem vínculos com o país, a demonstrar a sua insuficiência para acautelar a ordem pública e social. 6. Verificado que ao recorrente foi imposto o regime inicial semiaberto de cumprimento da pena, faz-se necessário compatibilizar a custódia cautelar com o modo de execução determinado na sentença condenatória, sob pena de estar-se impondo ao apenado regime mais gravoso de segregação tão somente pelo fato de ter optado pela interposição de recurso. 7. Recurso ordinário provido parcialmente para determinar que o recorrente aguarde o julgamento de eventual recurso em estabelecimento adequado ao regime fixado na condenação....

STJ - HABEAS CORPUS HC 244876 SC 2012/0116558-8 (STJ)

Data de publicação: 23/08/2013

Ementa: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. DESCABIMENTO. COMPETÊNCIA DAS CORTES SUPERIORES. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. MODIFICAÇÃO DE ENTENDIMENTO DESTE TRIBUNAL, EM CONSONÂNCIA COM A SUPREMA CORTE. TRÁFICO E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO DE DROGAS. NEGATIVA DO DIREITO DE APELAR EM LIBERDADE. FUNDAMENTAÇÃO. RÉU PRESO EM FLAGRANTE DURANTE A INSTRUÇÃO CRIMINAL. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO. REPRIMENDA SUPERIOR A 08 (OITO) ANOS DE RECLUSÃO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE FLAGRANTE QUE, EVENTUALMENTE, PUDESSE ENSEJAR A CONCESSÃO DO WRIT DE OFÍCIO. ORDEM DE HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDA. 1. O Excelso Supremo Tribunal Federal, em recentes pronunciamentos, aponta para uma retomada do curso regular do processo penal, ao inadmitir o habeas corpus substitutivo do recurso ordinário. Precedentes: HC 109.956/PR, 1.ª Turma, Rel. Min. Março Aurélio, DJe de 11/09/2012; HC 104.045/RJ, 1.ª Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 06/09/2012; HC 108.181/RS, 1.ª Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 06/09/2012. Decisões monocráticas dos ministros Luiz Fux e Dias Tóffoli, respectivamente, nos autos do HC 114.550/AC (DJe de 27/08/2012) e HC 114.924/RJ (DJe de 27/08/2012). 2. Sem embargo, mostra-se precisa a ponderação lançada pelo Ministro Março Aurélio, no sentido de que, "no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício." 3. No caso, a custódia cautelar encontra fundamentação suficiente, considerando, sobretudo, a participação do sentenciado no crime de tráfico de considerável quantidade de drogas, o que demonstra a necessidade de se preservar a ordem pública. E "não há lógica em permitir que o réu, preso preventivamente durante toda a instrução criminal, aguarde em liberdade o trânsito em julgado da causa, se mantidos os motivos da segregação cautelar" (STF - HC 89.824/MS, 1.ª Turma, Rel. Min. Carlos Britto, DJ de 28/08/08). 4. O regime inicial fechado mostra-se adequado à espécie, porque a pena de reclusão do Paciente foi fixada acima de 08 (oito) anos, nos termos do art. 33 , § 2.º , alínea a, do Código Penal . Ademais, trata-se de Réu reincidente, o que também justifica a fixação do regime prisional mais gravoso. 5. Ausência de ilegalidade flagrante que, eventualmente, ensejasse a concessão da ordem de ofício. 6. Ordem de Habeas corpus não conhecida....

STJ - HABEAS CORPUS HC 264988 PE 2013/0042753-3 (STJ)

Data de publicação: 09/05/2013

Ementa: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. DESCABIMENTO. COMPETÊNCIA DAS CORTES SUPERIORES. MATÉRIA DE DIREITO ESTRITO. MODIFICAÇÃO DE ENTENDIMENTO DESTE TRIBUNAL, EM CONSONÂNCIA COM A SUPREMA CORTE. TRÁFICO DE DROGAS, POSSE E PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO, QUADRILHA E RECEPTAÇÃO. NEGATIVA DO DIREITO DE APELAR EM LIBERDADE. FUNDAMENTAÇÃO. RÉU PRESO EM FLAGRANTE DURANTE TODA A INSTRUÇÃO CRIMINAL. FIXAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHADO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE FLAGRANTE QUE, EVENTUALMENTE, PUDESSE ENSEJAR A CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. EXCESSO DE PRAZO PARA O JULGAMENTO DA APELAÇÃO, INTERPOSTA EM 28 DE SETEMBRO DE 2011, JÁ CONCLUSA PARA JULGAMENTO COM O RELATOR. DEMORA INJUSTIFICADA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENCIADO. ORDEM DE HABEAS CORPUS PARCIALMENTE CONHECIDA E CONCEDIDA. 1. O Excelso Supremo Tribunal Federal, em recentes pronunciamentos, aponta para uma retomada do curso regular do processo penal, ao inadmitir o habeas corpus substitutivo do recurso ordinário. Precedentes: HC 109.956/PR, 1.ª Turma, Rel. Min. Março Aurélio, DJe de 11/09/2012; HC 104.045/RJ, 1.ª Turma, Rel. Min. Rosa Weber, DJe de 06/09/2012; HC 108.181/RS, 1.ª Turma, Rel. Min. Luiz Fux, DJe de 06/09/2012. Decisões monocráticas dos ministros Luiz Fux e Dias Tóffoli, respectivamente, nos autos do HC 114.550/AC (DJe de 27/08/2012) e HC 114.924/RJ (DJe de 27/08/2012). 2. Sem embargo, mostra-se precisa a ponderação lançada pelo Ministro Março Aurélio, no sentido de que, "no tocante a habeas já formalizado sob a óptica da substituição do recurso constitucional, não ocorrerá prejuízo para o paciente, ante a possibilidade de vir-se a conceder, se for o caso, a ordem de ofício." 3. No tocante à custódia cautelar inexiste ilegalidade flagrante que, eventualmente, ensejasse a concessão da ordem de ofício, pois não se reconhece a possibilidade de apelar em liberdade ao réu preso em flagrante e condenado em regime fechado, que não foi beneficiado com o direito à liberdade provisória, em razão do entendimento "de que não há lógica em permitir que o réu, preso preventivamente durante toda a instrução criminal, aguarde em liberdade o trânsito em julgado da causa, se mantidos os motivos da segregação cautelar" (STF - HC 89.824/MS, 1.ª Turma, Rel. Min. Carlos Britto, DJ de 28/08/08). 4. De outro lado, é certo que o julgamento do recurso de apelação criminal não tem prazo fixado na lei processual. Todavia, evidenciada a demora injustificada no julgamento do recurso defensivo, por fato que não pode ser atribuído à Defesa, é de se reconhecer o constrangimento ilegal por excesso de prazo. Precedentes esta Corte. 5. Habeas corpus parcialmente conhecido e concedido para determinar que o Eg. Tribunal de Justiça do Estado de Pernambuco julgue a apelação criminal n.º 000005-22.2010.8.17.1360, interposta pelo réu....

STJ - RECURSO ESPECIAL REsp 1248219 SP 2011/0068631-9 (STJ)

Data de publicação: 09/10/2012

Ementa: RECURSO ESPECIAL. TRÁFICO INTERNACIONAL DE DROGAS. DOSIMETRIA DAPENA. PENA-BASE FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. NATUREZA E QUANTIDADEDA DROGA. ART. 42 DA LEI 11.343 /06. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DE PENA DOART. 33, § 4º, DA LEI DE DROGAS. MÍNIMO LEGAL. FUNDAMENTAÇÃOCONCRETA. CONFISSÃO QUALIFICADA. RÉU QUE ALEGOU ESTADO DENECESSIDADE E COAÇÃO IRRESISTÍVEL. IMPOSSIBILIDADE DE REDUÇÃO DAPENA. EXCLUSÃO DA CAUSA DE AUMENTO DA TRANSNACIONALIDADE DO CRIME.FALTA DE PREQUESTIONAMENTO. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. IMPOSSIBILIDADE.ART. 44 , I , DO CÓDIGO PENAL . PENA FIXADA ACIMA DE 4 ANOS. CUSTÓDIACAUTELAR DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA. RÉU PRESO EM FLAGRANTE EPERMANECIDO NESSA CONDIÇÃO DURANTE TODO O PROCESSO. AUSÊNCIA DEVINCULAÇÃO COM O DISTRITO DA CULPA. RECURSO CONHECIDO EM PARTE E,NESSA PARTE, NEGADO PROVIMENTO. 1. O réu não tem direito à uma pena mínima ou à determinada pena,nos aspectos quantitativos ou qualitativos, mas sim direito à penaaplicada de forma fundamentada pelo julgador, no exercício de suadiscricionariedade motivada prevista na legislação, tarefa daatribuição exclusiva das instâncias ordinárias, não cabendo a estaCorte - cujo papel é de uniformização da interpretação do direitofederal -, imiscuir-se em tais questões, salvo nos casos de evidenteviolação à norma infraconstitucional. 2. A pena-base do recorrente foi elevada acima do mínimo legal,especialmente devido a natureza e quantidade da droga apreendida,vale dizer, 1.765 g (mil setecentos e sessenta e cinco gramas) decocaína, fator que, de acordo com o art. 42 da Lei 11.343 /2006, épreponderante para a fixação das penas no tráfico de entorpecentes,inclusive na aplicação da causa de diminuição do art. 33 , § 4º , daLei de Drogas. 3. O Superior Tribunal de Justiça possui entendimento pacífico nosentido de que a confissão qualificada, aquela em que o agente,embora não negue os fatos, alega teses defensivas descriminantes,não implica em redução da pena pelo art. 65, inciso III, alínea d,do Código Penal , mormente no caso em que a confissão não é utilizadapara fundamentar o decreto condenatório, como na hipótese. 4. Não havendo manifestação do Tribunal de origem em relação aopedido de exclusão da causa de aumento pela internacionalidade dodelito, mostra-se inviável conhecer do apelo especial nesse ponto,em razão da falta do requisito indispensável do prequestionamento. 5. Mantida a pena fixada no acórdão recorrido, não é possívelsubstituí-la por restritiva de direitos, por ter sido estabelecidaem patamar superior a 4 (quatro) anos, conforme dispõe o art. 44 ,inciso I , do Código Penal . 6. Deve permanecer custodiado cautelarmente o réu que foi preso emflagrante por crime de tráfico internacional de drogas e permaneceunessa condição durante toda a instrução processual, notadamente emrazão da gravidade concreta do delito, além de não ter nenhumvínculo com o distrito da culpa. 7. Recurso especial conhecido em parte, e, nessa parte, negadoprovimento....

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