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JusBrasil - Jurisprudência
20 de dezembro de 2014

Legislação direta

Artigo 217 do Decreto Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940
Art. 217 - (Revogado pela Lei nº 11.106, de 2005)
Estupro de vulnerável (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
Art. 217-A. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
Pena - reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
§ 1o Incorre na mesma pena quem pratica as ações descritas no caput com alguém que, por enfermidade ou deficiência mental, não tem o necessário discernimento para a prática do ato, ou que, por qualquer outra causa, não pode oferecer resistência. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
§ 2o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
§ 3o Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave: (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
Pena - reclusão, de 10 (dez) a 20 (vinte) anos. (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
§ 4o Se da conduta resulta morte: (Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
Pena - reclusão, de 12 (doze) a 30 (trinta) anos.(Incluído pela Lei nº 12.015, de 2009)
Corrupção de menores

TJ-RS - Apelação Crime ACR 70051431724 RS (TJ-RS)

Data de publicação: 08/05/2013

Ementa: APELAÇÃO CRIMINAL. CRIMES CONTRA A DIGNIDADE SEXUAL. ART. 217-A DO CÓDIGO PENAL . MAUS TRATOS. ART. 136 CÓDIGO PENAL . MATERIALIDADE E AUTORIA. ART. 217-A, CÓDIGO PENAL . Para fins de valoração da prova, em matéria de crimes sexuais contra criança, sem dúvidas deve o julgador valer-se precipuamente dos depoimentos dos ofendidos, mesmo que, em razão da pouca idade, naturalmente não se mostrem de forma perfeitamente clara. Do lastro probatório carreado ao feito, colhem-se indicativos tanto da ocorrência de práticas libidinosas com a infante - fato que teria a autoria nebulosa -, como de memória construída pelo volume de insistentes perguntas à menina, desde a fase policial, que sugestionaram a prática dos crimes pelo réu. Prova que se apresenta permeada por um viés de insistência investigatória dirigida ao acusado, baby sitter das crianças, pois ausente qualquer averiguação em torno de outras pessoas indicadas pela menina - dois homens e uma outra menina - que passava o turno da tarde brincando com os ofendidos e que foram primeiramente referidas pela vítima B., quando do atendimento no posto de saúde - levada pelo réu - no inaugurar do inquérito policial, como agentes de brincadeiras libidinosas. Prova frágil a sustentar um decreto condenatório, tanto dos estupros como dos maus tratos. Sentença absolutória mantida NEGARAM PROVIMENTO AO RECURSO. UNÂNIME. (Apelação Crime Nº 70051431724, Sétima Câmara Criminal, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Laura Louzada Jaccottet, Julgado em 18/04/2013)

STJ - HABEAS CORPUS HC 92723 SP 2007/0245715-8 (STJ)

Data de publicação: 03/10/2011

Ementa: HABEAS CORPUS. ATENTADO VIOLENTO AO PUDOR. VÍTIMA MENOR DE QUATORZEANOS. VIOLÊNCIA PRESUMIDA. DESCARACTERIZAÇÃO. PRESENÇA DE ELEMENTOSQUE APONTAM VIOLÊNCIA REAL. SUPERVENIÊNCIA DA LEI Nº 12.015 /09.CONDUTA DO AGENTE QUE SE AMOLDA AO TIPO PENAL PREVISTO NO ART. 217 -ADO CÓDIGO PENAL . ESTUPRO DE VULNERÁVEL. DISPOSITIVO QUE IMPÕE SANÇÃOMENOS SEVERA. POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO RETROATIVA. REVOGAÇÃO DOART. 224 DA LEI PENAL E AFASTAMENTO DA MAJORANTE PREVISTA NO ART. 9ºDA LEI Nº 8.072 /90.1. "Se restou comprovada a existência de violência real ou graveameaça no crime de estupro ou atentado violento ao pudor cometidocontra menor de 14 anos, deve ser aplicada a (...) causa de aumentode pena" prevista no art. 9º da Lei nº 8.072 /90. (Resp nº1.020.730/SP, Relatora Ministra Laurita Vaz, DJ de 3.11.2008).2. No caso, a menor, além da violência sexual, sofreu com aviolência física imposta pelo genitor todas as vezes que se insurgiacontra as práticas libidinosas. Há notícia de que fora molestadafísica e psicologicamente durante anos, relatando ter suportado,repetidas vezes, "surras de sair sangue".3. Em consequência, deveria a majorante ser mantida. Entretanto, aquestão há de ser analisada sob o prisma da Lei nº 12.015 /09, quedeu novo tratamento aos agora denominados Crimes contra a DignidadeSexual.4. Na atualidade não mais existem os arts. 214 e 224 , do CP , quepreviam, respectivamente, os crimes de atentado violento ao pudor eas hipóteses nas quais havia a presunção de violência. A condutaimputada ao ora paciente seria agora tipificada no art. 217-A, doCódigo Penal.5. Com a revogação do art. 224 do CP , cai por terra a causa deaumento prevista no art. 9º da Lei nº 8.072 /90 (doutrina ejurisprudência).6. Em compasso com o postulado da retroatividade da norma maisbenéfica, para os crimes cometidos antes da vigência da Lei nº 12.015 /09, é possível a exclusão da majorante ventilada no art. 9ºda Lei nº 8.072 /90, com a imposição da reprimenda veiculada no art. 217-A do Código Penal , pois tal dispositivo traz, no ponto,reprimenda menos severa.7. Com efeito, se antes a pena-base do crime de estupro - art. 213do CP - partia de 6 (seis) anos de reclusão, incidindo o acréscimodecorrente da aplicação do art. 9º , da Lei nº 8.072 /90, chegar-se-iaao patamar mínimo de 9 (nove) anos de reclusão.8. Na nova sistemática, o crime de estupro de vulnerável traz areprimenda de 8 (oito) anos de reclusão, um pouco menor que aencontrada com a conjugação dos dispositivos acima mencionados.9. Constatada a prática frequente e reiterada de delitos por períodosuperior a seis anos, descabe falar em diminuição do quantumrelativo ao crime continuado.10. Ordem denegada. Habeas corpus concedido de ofício para,excluindo da condenação a majorante prevista no art. 9º da Lei nº 8.072 /90, reduzir a pena recaída sobre o paciente de 18 (dezoito) anos e 9 (nove) meses de reclusão para 13 (treze) anos e 4 (quatro) meses de reclusão, mantido o regime inicial fechado....

Encontrado em: ) CÓDIGO PENAL LEG:FED LEI: 012015 ANO:2009 LCH-90 LEG:FED LEI: 008072 ANO:1990 ART : 00009 LEI... LEI 12.015 /2009) CÓDIGO PENAL LEG:FED LEI: 012015 ANO:2009 LCH-90 LEG:FED LEI: 008072 ANO:1990 ART... DOS CRIMES HEDIONDOS LEP-84 LEG:FED LEI: 007210 ANO:1984 ART : 00066 INC:00001 LEI DE EXECUÇÃO PENAL SUM...

STJ - AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO AgRg no Ag 490246 GO 2003/0017833-4 (STJ)

Data de publicação: 25/08/2003

Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO. AGRAVO REGIMENTAL. CRIME. SEDUÇÃO. MULHER MENOR DE 18 ANOS E MAIOR DE 14. ART. 217 DO CÓDIGO PENAL . NORMA EM PLENO VIGOR. OCORRÊNCIA. SÚMULA 7/STJ. Art. 217 do Código Penal : "Pratica o crime de sedução o indivíduo experiente, que se dedica a manter relações sexuais com mulher virgem, menor de 18 anos e maior de 14, aproveitando-se de sua inexperiência ou justificável confiança.” Norma em pleno vigor. Súmula 7/STJ: “A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial.” Agravo desprovido.

STJ - AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO AgRg no Ag 490246 GO 2003/0017833-4 (STJ)

Data de publicação: 25/08/2003

Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO. AGRAVO REGIMENTAL. CRIME. SEDUÇÃO. MULHER MENOR DE 18 ANOS E MAIOR DE 14. ART. 217 DO CÓDIGO PENAL . NORMA EM PLENO VIGOR. OCORRÊNCIA. SÚMULA 7/STJ. Art. 217 do Código Penal : "Pratica o crime de sedução o indivíduo experiente, que se dedica a manter relações sexuais com mulher virgem, menor de 18 anos e maior de 14, aproveitando-se de sua inexperiência ou justificável confiança.” Norma em pleno vigor. Súmula 7/STJ: “A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial.” Agravo desprovido.

STJ - AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL AgRg no AREsp 514931 RR 2014/0111511-2 (STJ)

Data de publicação: 05/11/2014

Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. ART. 217-A , § 1º, DO CÓDIGO PENAL . 1. ARGUIDA VIOLAÇÃO AOS ARTS. 20 E 21 DO CÓDIGO PENAL . DESCONSTITUIÇÃO DO JULGADO. ÓBICE DA SÚMULA N. 7 DESTA CORTE. 2. AGRAVO REGIMENTAL IMPROVIDO. 1. Condenado o agravante como incurso no art. 217-A , § 1º, do Código Penal , a tese de erro sobre a vulnerabilidade da vítima, consistente em sua deficiência mental, não encontra amparo na via eleita, dada a necessidade de exame aprofundado do material fático-probatório, inviável em recurso especial, a teor da Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça. 2. Agravo regimental improvido.

STJ - HABEAS CORPUS HC 238246 PE 2012/0068560-5 (STJ)

Data de publicação: 22/03/2013

Ementa: HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. DESCABIMENTO. ECA .ATO INFRACIONAL ANÁLOGO AO CRIME DE ESTUPRO DE VULNERÁVEL. MEDIDASOCIOEDUCATIVA DE INTERNAÇÃO. DENEGAÇÃO DE PEDIDO DE PROGRESSÃO PARALIBERDADE ASSISTIDA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. DADOS CONCRETOS.CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. WRIT NÃO CONHECIDO. - O Superior Tribunal de Justiça, seguindo o entendimento daPrimeira Turma do Supremo Tribunal Federal, passou a inadmitirhabeas corpus substitutivo de recurso próprio, ressalvando, porém, apossibilidade de concessão da ordem de ofício nos casos de flagranteconstrangimento ilegal. - "O magistrado, no momento da reavaliação da medida socioeducativaimposta, não está vinculado a pareceres e relatórios técnicos,podendo, com base na livre apreciação de outros elementos deconvicção e motivadamente, dirimir a controvérsia" (HC 49.104/SP,Rel. Ministro ARNALDO ESTEVES LIMA, Quinta Turma, julgado em18/10/2007, DJ 05/11/2007, p. 296). - Com base nas peculiaridades do caso concreto, o juízo de primeirograu apresentou motivação idônea para indeferir a desinternação eaplicação de liberdade assistida ao paciente, o qual praticou atoinfracional análogo ao delito de estupro de vulnerável (art. 217 -Ado Código Penal ), mediante violência e grave ameaça, além de serreincidente em atos infracionais e haver descumprido medidasocioeducativa anterior. - Habeas corpus não conhecido.

STF - HABEAS CORPUS HC 119239 PI (STF)

Data de publicação: 31/03/2014

Ementa: HABEAS CORPUS. CONSTITUCIONAL. PROCESSO PENAL. IMPUTAÇÃO DO DELITO PREVISTO NO ART. 217-A DO CÓDIGO PENAL . INEXISTÊNCIA DE EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DA CULPA. ORDEM DENEGADA. 1. Ação penal em tramitação na origem em prazo razoável e regular, consideradas as peculiaridades do feito; necessidade de oitiva da vítima ao lado de psicólogo, demora no andamento desse processo devido à atuação da defesa. 2. Autos da ação penal na origem conclusos para a sentença. Evidência de que a prestação jurisdicional na origem está na iminência de ser exaurida. 3. Ordem denegada.

STJ - HABEAS CORPUS HC 272651 MS 2013/0201102-6 (STJ)

Data de publicação: 24/04/2014

Ementa: PENAL. HABEAS CORPUS. ART. 217-A DO CÓDIGO PENAL . VIA INDEVIDAMENTE UTILIZADA EM SUBSTITUIÇÃO A RECURSO ESPECIAL. (2) DOSIMETRIA. PENA APLICADA. FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA. ILEGALIDADE NÃO EVIDENCIADA. (3) NÃO CONHECIMENTO. 1. Mostra-se inadequado e descabido o manejo de habeas corpus em substituição ao recurso especial cabível. É imperiosa a necessidade de racionalização do writ, a bem de se prestigiar a lógica do sistema recursal, devendo ser observada sua função constitucional, de sanar ilegalidade ou abuso de poder que resulte em coação ou ameaça à liberdade de locomoção, o que não se vê na hipótese. 2. Inexiste ilegalidade na dosimetria da pena se instâncias de origem apontam motivos concretos para a fixação da pena no patamar estabelecido. Em sede de habeas corpus não se afere o quantum aplicado, desde que devidamente fundamentado, como ocorre na espécie, sob pena de revolvimento fático-probatório. 3. Writ não conhecido.

STJ - HABEAS CORPUS HC 303663 RS 2014/0227656-9 (STJ)

Data de publicação: 04/12/2014

Ementa: PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS. ART. 217-A DO CÓDIGO PENAL. PRISÃO PREVENTIVA. ALEGADA AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO CONCRETA NO DECRETO PRISIONAL. PERICULOSIDADE. MODUS OPERANDI. SEGREGAÇÃO CAUTELAR DEVIDAMENTE FUNDAMENTADA NA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. I - A prisão cautelar deve ser considerada exceção, já que, por meio desta medida, priva-se o réu de seu jus libertatis antes do pronunciamento condenatório definitivo, consubstanciado na sentença transitada em julgado. É por isso que tal medida constritiva só se justifica caso demonstrada a sua real indispensabilidade para assegurar a ordem pública, a instrução criminal ou a aplicação da lei penal, ex vi do artigo 312 do CPP (Precedentes). II - In casu, o v. acórdão que negou ao paciente o direito de recorrer em liberdade encontra-se devidamente fundamentado em dados concretos extraídos dos autos, que demonstram que a liberdade da ora recorrente acarretaria risco à ordem pública, notadamente se considerada a sua periculosidade evidenciada na forma pela qual o delito foi, em tese, praticado (precedentes). III - Na espécie, consta do r. decisum impugnado que o paciente, de forma audaciosa, levou as vítimas - na primeira ocasião, um menino de 12 anos, e, posteriormente, outro de 13 anos - para um matagal e os obrigou a praticar com ele atos libidinosos sob a ameaça de os deixar sozinhos no local. Tais circunstâncias, de fato, denotam a periculosidade do paciente e autorizam a manutenção da segregação cautelar em exame, como forma de garantir a ordem pública. Ordem denegada.

STJ - AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL AgRg no REsp 1421457 SC 2013/0393334-6 (STJ)

Data de publicação: 10/04/2014

Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. PENAL. ART. 217-A DO CÓDIGO PENAL . PRÁTICA DE ATOS LIBIDINOSOS CONTRA MENOR DE 14 ANOS. PLEITO ABSOLUTÓRIO. INCIDÊNCIA DO VERBETE SUMULAR N.º 7 DESTA CORTE. NECESSIDADE DE REEXAMINAR PROVAS. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A pretensão recursal absolutória exige o reexame do conjunto fático-probatório, o que é vedado em sede de apelo extremo, consoante o verbete Sumular n.º 7 do STJ. 2. Agravo regimental desprovido.

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