Carregando...
JusBrasil - Jurisprudência
13 de fevereiro de 2016

Página 1 de 4.181 resultados

TJ-SP - Apelação APL 990102080960 SP (TJ-SP)

Data de publicação: 16/07/2010

Ementa: * DANO MORAL - Ação de indenização - Cobrança de tarifas bancárias sobre conta corrente não movimentada - Aplicação do disposto no art. 14 do Código de Defesa do Consumidor - Responsabilidade objetiva do Banco - Inversão do ônus da prova em favor do consumidor - Instituição financeira que não se desincumbiu do ônus da prova, nos termos do art. 333 , inciso II do Código de Processo Civil - Ocorrência do dano moral - Ação parcialmente procedente -Recurso parcialmente provido *

TJ-SP - Apelação APL 7269615600 SP (TJ-SP)

Data de publicação: 29/09/2008

Ementa: * DANO MORAL - Ação de indenização - Cobrança de tarifas bancárias sobre conta corrente não movimentada - Inclusão do nome dos autores junto aos órgãos de proteção ao crédito - Aplicação do disposto no art. 14 do Código de Defesa do Consumidor - Responsabilidade objetiva do banco - Inversão do ônus da prova em favor dos consumidores - Instituição financeira que não se desincumbiu do ônus da prova, nos termos do art. 333 , inciso II do Código de Processo Civil - Quantum indenizatório fixado pela sentença recorrida mostra-se razoável - Ação procedente - Recurso improvido * .

TJ-DF - Apelacao Civel do Juizado Especial ACJ 20140610007418 DF 0000741-65.2014.8.07.0006 (TJ-DF)

Data de publicação: 09/09/2014

Ementa: JUIZADOS ESPECIAIS CÍVEIS. CONTRATO DE CONTA BANCÁRIA. ENCERRAMENTO. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO. CONTA CORRENTE NÃO MOVIMENTADA. COBRANÇA DE TARIFAS. NÃO PAGAMENTO. INSCRIÇÃO DO NOME EM CADASTRO DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO. EXERCÍCIO REGULAR DO DIREITO. DANOS MORAIS. NÃO CONFIGURADOS. 1. Nos termos do art. 333, I do Código de Processo Civil, compete a parte autora o ônus de apresentar documento que demonstre o distrato formal, com o conseqüente encerramento do contrato de conta bancária. 2. O fato de o correntista não movimentar a conta corrente brancária por determinado período de tempo não induz, obrigatoriamente, ao respectivo encerramento. 3. In casu, verifica-se a partir do extrato de fls. 49 que a última movimentação em conta corrente pela cliente se deu em 7/12/2011, quando havia saldo "positivo" de R$ 17,83 (dezessete reais e oitenta e três centavos) e, desde então, continuaram as cobranças sob as rubricas "COBR I.O.F.", "COBR JUTOS" e "PACOT SERV", o que resultou no débito inscrito no cadastro restritivo. 4. O documento de fls. 11, encaminhado e recebido pela recorrente, atesta que "essa conta, mesmo sem ser movimentada, é passível de cobrança de tarifas e pode ser encerrada automaticamente quando completados os 12 meses de inatividade", bem como a informação no sentido de que "para encerrar a conta você deve comparecer à agência de posse do(s) cartão(ões) magnéticos e cheques que estiverem em seu poder". 5. Infere-se do texto que o encerramento da conta bancária demandaria o comparecimento da cliente à agência bancária e que este "poderia" (faculdade) ser realizado em razão da inatividade e, logicamente, caso não existissem débitos. 6. A cobrança dos encargos referentes à manutenção de conta aberta e não movimentada não se afigura ilegal ou abusiva, razão pela qual legítima a inscrição no cadastro de proteção ao crédito. 7. Recurso conhecido e desprovido. Sentença mantida em razão dos fundamentos dela constantes. Condeno a parte recorrente, ora vencida, no pagamento das custas processuais e honorários, que fixo no patamar de 10% (dez por cento) do valor corrigido da causa (art. 55, Lei n. 9.099/95). A exigibilidade permanecerá, entretanto, suspensa, nos termos do art. 12 da Lei n. 1960/1950, uma vez que a recorrente é beneficiária da gratuidade de justiça. 8. Acórdão lavrado nos termos do art. 46 da Lei nº 9.099/1995....

TJ-RJ - RECURSO INOMINADO RI 00981943920148190002 RJ 0098194-39.2014.8.19.0002 (TJ-RJ)

Data de publicação: 03/09/2015

Ementa: a pagar ao Autor a quantia de R$3.500,00, a título de indenização de dano moral. E julga improcedente o pedido de indenização de dano material. Recurso do Autor pleiteando a procedência do pedido de repetição de indébito relativa às tarifas impugnadas. Requer ainda que seja tornada definitiva a tutela deferida às f.78 e a majoração do quantum indenizatório. Relação de Consumo. Responsabilidade Objetiva. Muito embora o caso em comento não se refira a encerramento da conta, esta não foi movimentada por aproximadamente 01 ano entre 2010 e 2011. Resolução 2.025 de 24 de novembro de 1993 do BACEN que considera conta inativa, para fins de incidência de tarifas, aquela não movimentada por mais de 06 meses. Recorrida que não logrou êxito em comprovar a movimentação da conta e assim, a legitimidade das cobranças. Ausência de prestação de serviço para justificar a cobrança e que acarretaria o enriquecimento sem causa da Recorrida. Ademais, Recorrida realizou descontos na conta do Recorrente relativos a empréstimo não reconhecidos (f.29/45). Recorrente nega ter contratado empréstimo com a Recorrida e, nesse caso, cabia a este o ônus de comprovar a contratação (art. 14, §3°, I da Lei 8078/90). Fato que não restou provado. Recorrente que teve seu nome incluído indevidamente em cadastros restritivos de crédito conforme documento de f.11/12. Falha caracterizada. Exclusão que se impõe. Restituição, na forma simples, dos valores indevidamente descontados a título de tarifa bancária, no período em que a conta não foi movimentada, que se mostra devida. Dano moral configurado na dor e angústia por que passou o Recorrente, que teve seu nome indevidamente maculado. Arbitramento que se mostra mais justo no valor de R$7.000,00 (sete mil reais), uma vez que o nome do Recorrente permaneceu inscrito nos órgãos de proteção ao crédito por aproximadamente 06 meses (f.79). FACE AO EXPOSTO, VOTO NO SENTIDO DE DAR PROVIMENTO AO RECURSO DO AUTOR, PARA: 1- TORNAR DEFINITIVA A TUTELA DEFERIDA ÀS F.78, DEVENDO O CARTÓRIO EXPEDIR OFÍCIOS AOS ÓRGÃOS DE PROTEÇÃO AO CRÉDITO PARA QUE PROCEDAM À EXCLUSÃO DO NOME DO AUTOR DE SEUS CADASTROS; 2- CONDENAR A RÉ A RESTITUIR AO AUTOR OS VALORES DESCONTADOS A TÍTULO "TARIFA PACOTE MENSAL", NO PERÍODO COMPREENDIDO ENTRE JANEIRO/2011 A OUTUBRO/2011, ACRESCIDO DE JUROS DE 1% AO MÊS, CONTADOS DA CITAÇÃO, DEVIDAMENTE CORRIGIDO À ÉPOCA DO PAGAMENTO E; 3MAJORAR O VALOR DA INDENIZAÇÃO DE DANO MORAL À QUANTIA DE R$7.000,00 (SETE MIL REAIS), ACRESCIDA DE JUROS DE 1% AO MÊS, CONTADOS DA SENTENÇA, DEVIDAMENTE CORRIGIDA À ÉPOCA DO PAGAMENTO. MANTIDA NO MAIS A R. SENTENÇA MONOCRÁTICA. Rio de Janeiro, 13 de agosto de 2015. PAULO ROBERTO SAMPAIO JANGUTTA JUIZ DE DIREITO RELATOR 0098194-39.2014.8.19.0002 kd 0098194-39.2014.8.19.0002...

TJ-RJ - RECURSO INOMINADO RI 00004815420118190007 RJ 0000481-54.2011.8.19.0007 (TJ-RJ)

Data de publicação: 10/08/2012

Ementa: VOTO - Autor reclama de alguns débitos em conta realizados pela ré, referentes a tarifas, encargos e juros. Diz que não movimenta a conta, utilizando-a tão somente para deposito das prestações relativas a um empréstimo que contratou. Postula o cancelamento da divida acumulada em conta e a compensação dos danos morais. A ré, em contestação, declara que as tarifas são legitimas. Sentença (fls. 61) que julgou improcedentes os pedidos, afirmando que apesar da ilegalidade das cobranças realizadas pela ré, o autor não formulou pedido de devolução dos valores indevidamente cobrados ou de declaração de ilegalidade das cobranças que impugnou. Recurso do autor. JG deferida. Contrarrazões apresentadas. Sentença que deve ser reformada em parte. A leitura da petição inicial demonstra que o autor formulou, sim, pedidos de declaração de ilegalidade de tarifas, requerendo também o ressarcimento dos prejuízos sofridos (fls. 04, penúltimo parágrafo). Ocorre que apenas parte das cobranças arroladas pelo consumidor configura cobrança indevida. Explica-se: não há ilegalidade na cobrança de tarifa mensalidade pacote serviços, pois a cesta de produtos escolhida pelo autor confere direito a realização de um determinado numero de operações bancárias. Os documentos que instruem a inicial, notadamente os extratos bancários, demonstram que a conta mantida pelo autor é conta-corrente comum, e por isso os serviços bancários prestados pela instituição financeira devem ser remunerados. Por outro lado, é evidente a ilegalidade da cobrança das tarifas de "fornecimento de declaração" e de "fornecimento de atestado", pois não houve comprovação de sua contratação ou de informação previa ao consumidor acerca de sua cobrança. O desconto em conta-corrente de tarifas indevidas aborrece e angustia o consumidor, causando-lhe sentimentos de revolta em razão da indevida apropriação realizada pela instituição financeira. Essa cobrança, por isso, é passível de ensejar uma compensação financeira a titulo...

TJ-RJ - RECURSO INOMINADO RI 10178592120118190002 RJ 1017859-21.2011.8.19.0002 (TJ-RJ)

Data de publicação: 23/02/2012

Ementa: Recurso nº 1017859-21.2011.8.19.0002 Recorrente(s): VITOR CLEBER DE BRITO Recorrido(s): BANCO ITAU SA VOTO Conta-salário. Autor afirma que em meados de 2007 realizou solicitação verbal para encerramento de conta-salário. Narra que na ocasião do pedido, o gerente da instituição bancária afirmou que o cancelamento da conta era automático e decorrente da ausência de sua movimentação por período superior a 90 dias, independendo de requerimento formal. Ocorre que o nome do autor veio a ser negativação por uma divida de R$ 3.490,00 vinculada à conta-salário. Requereu, em TA, a exclusão de seu nome do SPC/SERASA. No mérito, requereu a confirmação da decisão de TA; o cancelamento do débito existente na conta-salário mantida junto ao banco réu e a compensação dos danos morais sofridos. SENTENÇA (fls. 62) QUE JULGOU IMPROCEDENTES OS PEDIDOS, ao argumento de que a conta bancária mantida pelo autor não possuía natureza salarial, e por isso o autor deveria ter comprovado que solicitou seu encerramento. Recurso do autor. JG deferida. Contrarrazões apresentadas. Sentença que deve ser reformada. Ausência de comprovação de movimentação da conta pelo réu. Não bastasse isso, os extratos bancários juntados pelo autor demonstram que a parte autora deixou de movimentar a conta em setembro de 2007 (fls. 28), sendo certo que em 12/09/2007 existia um saldo positivo de R$ 5,00. A partir desta data, a conta efetivamente deixou de ser movimentada, ma ainda assim a ré continuou a realizar débito de tarifas, encargos e juros sobre o saldo devedor que foi se acumulando. É das instituições financeiras, em cumprimento aos princípios da informação e boa-fé objetiva, previstos nos artigos 4º, caput, e 6º, III, da Lei n.º 8.078/90, comunicar ao correntista acerca das tarifas bancárias incidentes sobre a conta corrente, ativa ou inativa, evitando, com isso, cobranças indevidas por serviços não prestados. Destaque-se que o réu não acostou à contestação AA copia do contrato de abertura de conta capaz...

TJ-RJ - RECURSO INOMINADO RI 01154682420118190001 RJ 0115468-24.2011.8.19.0001 (TJ-RJ)

Data de publicação: 07/02/2012

Ementa: Recurso nº 0115468-24.2008.8.19.0001 Recorrente (s): EMERSON DE OLIVEIRA RIBEIRO Recorrido (s): BANCO SANTANDER SA VOTO O autor reclama da existência de dívida vinculada a conta salário que jamais foi movimentada. Afirma que esta conta foi aberta a pedido do órgão empregador, mas jamais chegou a ser movimentada, pois a empresa contratante continuou a efetuar o pagamento do salário diretamente (em mãos). Requereu, em TA, que o banco réu se abstenha de incluir seu nome em cadastros de restrição ao crédito. No mérito, requereu a declaração de inexistência do débito e a compensação dos danos morais sofridos. Contestação que sustenta a inexistência de falha na prestação de serviços e legalidade dos lançamentos realizados e conta. Sentença que julgou improcedentes os pedidos. Recurso do autor. Contrarrazões apresentadas. Sentença que deve ser reformada em razão da ausência de comprovação de movimentação da conta pelo autor. Assim, tem-se por verdadeiro que a parte autora não utilizou a conta, que permaneceu inativa desde a abertura. É dever das instituições financeiras, em cumprimento aos princípios da informação e boa-fé objetiva, previstos nos artigos 4º , 6º , III , da Lei n.º 8.078 /90, comunicar ao correntista acerca das tarifas bancárias incidentes sobre a conta corrente, ativa ou inativa, evitando, com isso, cobranças indevidas por serviços não prestados. Responsabilidade civil objetiva da instituição financeira Ré sobre os danos causados aos consumidores. Artigo 14 , da Lei nº 8.078 /90. Prestação defeituosa do serviço consubstanciada no lançamento de tarifas sem a imprescindível informação prévia ao consumidor. Situação fática que expõe e atemoriza o consumidor, causando-lhe sentimentos de angustia, incertea e revolta, e por isso merece a devida compensação, por configurar dano moral. Dano moral configurado, devendo prosperar em parte o pedido de indenização formulado. Examinando-se o cenário apresentado à luz dos princípios da proporcionalidade e razoabilidade, nos afigura adequada a quantia de R$ 1.000.00. Isto posto, CONHEÇO DO RECURSO E DOU-LHE PARCIAL PROVIMENTO para condenar a ré a: 1) cancelar a conta bancária do autor e débitos a ela vinculados no prazo de 05 dias, sob pena de incidir em multa de R$ 200,00 por cobrança indevida; 2) pagar ao autor a quantia de R$ 1.000,00 (um mil e quinhentos reais) a titulo de compensação por danos morais, corrigidos e acrescidos de juros legais de 1% ao mês a contar da publicação da presente. Sem ônus sucumbenciais. Rio de Janeiro, 06 de dezembro de 2011. ALEXANDRE CHINI JUIZ RELATOR...

TJ-RJ - RECURSO INOMINADO RI 00097348820098190087 RJ 0009734-88.2009.8.19.0087 (TJ-RJ)

Data de publicação: 09/09/2011

Ementa: PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO QUINTA TURMA RECURSAL CÍVEL Recurso nº .: 0035596-31.2010.8.19.0021 Recorrente: MARIA DO SOCORRO ALMEIDA Recorrido: BANCO DO BRASIL S.A. VOTO Relação de consumo. Abertura de conta bancária para recebimento de pensão alimentícia. Determinação Judicial. Direito à informação. Negativação do nome do consumidor. Vício do serviço. Responsabilidade Civil Objetiva. Artigo 20, do CDC. Falha na prestação do serviço. Dano moral configurado. A sentença recorrida julgou improcedentes os pedidos ao argumento de que a conta objeto da lide não era do tipo salário, caso em que é legítima a cobrança de tarifas, tendo a autora movimentado a conta após o alegado falecimento do alimentante (fls. 106-108). Recorre a autora, pugnando pela procedência dos pedidos. Sentença que merece reforma. O ônus de provar o tipo de conta que se discute nestes autos - conta corrente ou conta salário, cabia ao réu, em razão da inversão do ônus da prova decorrente do CDC. O ofício de fl. 12 comprova que por ordem judicial emitida em 1999 foi determinado que a instituição financeira procedesse à abertura de conta em nome da autora para recebimento de pensão alimentícia. Destarte, não prova o réu que tenha informado à autora, no ato de abertura da conta bancária, as regras aplicáveis à conta. Destaco que nos termos do art. 1º, VI, 'a', da Resolução n. 2.303/96 do Banco Central do Brasil, é vedado às instituições financeiras a cobrança de remuneração pela prestação do serviço de manutenção de conta ativa aberta por ordem do Poder Judiciário, caracterizando como indevida a cobrança da referida tarifa como ocorreu na hipótese. Quanto às demais tarifas é legítima a sua cobrança, posto que a autora não comprovou minimamente que se tratava de conta do tipo salário, caso em que seria vedada a cobrança de qualquer tarifa. Contudo, no caso concreto é despicienda a discussão acerca da natureza da conta. Os extratos bancários anexados à contestação indicam que a conta foi...

TJ-RJ - RECURSO INOMINADO RI 00114204520118190023 RJ 0011420-45.2011.8.19.0023 (TJ-RJ)

Data de publicação: 04/07/2012

Ementa: . Abertura de conta bancária para recebimento de pensão alimentícia. Determinação Judicial. Direito à informação. Negativação do nome do consumidor. Vício do serviço. Responsabilidade Civil Objetiva. Artigo 20 , do CDC . Falha na prestação do serviço. Dano moral configurado. A sentença recorrida julgou improcedentes os pedidos ao argumento de que a conta objeto da lide não era do tipo salário, caso em que é legítima a cobrança de tarifas, tendo a autora movimentado a conta após o alegado falecimento do alimentante (fls. 106-108). Recorre a autora, pugnando pela procedência dos pedidos. Sentença que merece reforma. O ônus de provar o tipo de conta que se discute nestes autos - conta corrente ou conta salário, cabia ao réu, em razão da inversão do ônus da prova decorrente do CDC . O ofício de fl. 12 comprova que por ordem judicial emitida em 1999 foi determinado que a instituição financeira procedesse à abertura de conta em nome da autora para recebimento de pensão alimentícia. Destarte, não prova o réu que tenha informado à autora, no ato de abertura da conta bancária, as regras aplicáveis à conta. Destaco que nos termos do art. 1º, VI, 'a', da Resolução n. 2.303/96 do Banco Central do Brasil, é vedado às instituições financeiras a cobrança de remuneração pela prestação do serviço de manutenção de conta ativa aberta por ordem do Poder Judiciário, caracterizando como indevida a cobrança da referida tarifa como ocorreu na hipótese. Quanto às demais tarifas é legítima a sua cobrança, posto que a autora não comprovou minimamente que se tratava de conta do tipo salário, caso em que seria vedada a cobrança de qualquer tarifa. Contudo, no caso concreto é despicienda a discussão acerca da natureza da conta. Os extratos bancários anexados à contestação indicam que a conta foi movimentada até setembro/2008, com contratação de empréstimos, depósitos e saques diversos (fls. 60-88). De novembro/2008 até agosto/2010 (fls. 92-102), todas as cobranças efetuadas referem-se a tarifas, juros...

TJ-RJ - RECURSO INOMINADO RI 03516497420108190001 RJ 0351649-74.2010.8.19.0001 (TJ-RJ)

Data de publicação: 06/09/2011

Ementa: Recurso nº 0351649-74.2010.8.19.0001 Recorrente (s): ALLAN PRADA DE CAMPOS Recorrido (s): BANCO ITAU UNIBANCO SA VOTO O autor reclama da negativação de seu nome em razão de débito em conta salário que jamais foi movimentada. Requereu a declaração de inexistência do débito; a exibição do contrato de abertura de conta-corrente e extratos a conta e a compensação dos danos morais. Contestação que sustenta a inexistência de falha na prestação de serviços e legalidade dos lançamentos realizados e conta. Ausência de comprovação de movimentação da conta pela ré. Ademais, a ré não comprova a origem do débito que gerou a negativação do nome do autor. Assim, tem-se por verdadeiro que a parte autora não utilizou a conta, que ficou inativa até os dias atuais. Destaque-se que o documento de fls. 21 corrobora esta alegação, pois atesta que no período compreendido entre maio de 2005 a setembro de 2009 nenhum lançamento foi realizado na conta em debate. É dever das instituições financeiras, em cumprimento aos princípios da informação e boa-fé objetiva, previstos nos artigos 4º , 6º , III , da Lei n.º 8.078 /90, comunicar ao correntista acerca das tarifas bancárias incidentes sobre a conta corrente, ativa ou inativa, evitando, com isso, cobranças indevidas por serviços não prestados. Responsabilidade civil objetiva da instituição financeira Ré sobre os danos causados aos consumidores. Artigo 14 , da Lei nº 8.078 /90. Prestação defeituosa do serviço consubstanciada na inclusão indevida do nome do autor em cadastro de inadimplentes, causando-lhe angústia e revolta, fato que acarreta prejuízos extrapatrimoniais indenizáveis. Dano moral configurado, devendo prosperar a indenização fixada. Examinando-se o cenário apresentado á luz dos princípios da proporcionalidade e razoabilidade, nos afigura adequada a quantai de R$ 3.000.00. Isto posto, CONHEÇO DO RECURSO E DOU-LHE PARCIAL PROVIMENTO para condenar a ré a: 1) cancelar a conta bancária do autor e débitos a ela vinculados no prazo de 05 dias, sob pena de incidir em multa de R$ 200,00 por cobrança indevida; 2) excluir o nome do autor dos cadastros de restrição ao crédito no prazo de 48 horas, sob pena de incidir em multa diária de R$ 100,00; 3) pagar ao autor a quantia de R$ 3.000,00 (três mil reais) a titulo de compensação por danos morais. JULGO EXTINTO, SEM APRECIAÇÃO DO MÉRITO, O PEDIDO DE EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS, com fundamento no art. 267 , IV do CPC e 51 , II da Lei 9.099 /95. Sem ônus sucumbenciais. Rio de Janeiro, 02 de agosto de 2011. ALEXANDRE CHINI JUIZ DE DIREITO...

1 2 3 4 5 418 419 Próxima
Buscar em:
  • Selecionar tribunais Todos os tribunais
  • Selecionar tribunais Todos os tribunais
  • Selecionar tribunais Todos os tribunais
  • Selecionar tribunais Todos os tribunais
  • Selecionar tribunais Todos os tribunais

×

Fale agora com um Advogado

Oi, está procurando um advogado ou correspondente jurídico? Podemos te conectar com Advogados em qualquer cidade do Brasil.

Escolha uma cidade da lista
Disponível em: http://www.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/busca

ou