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JusBrasil - Jurisprudência
04 de julho de 2015

TRF-2 - APELAÇÃO CIVEL AC 354603 RJ 2001.51.01.019609-4 (TRF-2)

Data de publicação: 31/08/2006

Ementa: ADMINISTRATIVO. PENSÃO ESTATUTÁRIA – HABILITAÇÃO TARDIA DE BENEFICIÁRIO – ART. 219 , P. ÚNICO, DA LEI Nº 8.112 /90 – PARCELAS PRETÉRITAS. 1 - A teor do art. 219 , parágrafo único , da Lei nº 8.112 /90, não pode o ente federativo ser compelido ao pagamento de parcelas pretéritas à serôdia habilitação de beneficiário de pensão estatutária, uma vez já deferida esta a outro pensionista, do qual devem ser reclamadas referidas diferenças, em processo autônomo e, inclusive, junto à Justiça apropriada. 2 – Apelação e remessa necessária a que se dá provimento.

TRF-2 - APELAÇÃO CIVEL AC 332904 RJ 1994.51.01.014568-7 (TRF-2)

Data de publicação: 13/02/2007

Ementa: PROCESSUAL CIVIL E ADMINISTRATIVO. HABILITAÇÃO TARDIA DE BENEFICIÁRIO. PAGAMENTO DE ATRASADOS EM PENSÃO ESTATUTÁRIA - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO.OMISSÃO. ALEGAÇÃO DE BIS IN IDEM - OCORRÊNCIA. Embargos de declaração opostos sob alegação de omissão no v. acórdão, em ação na qual a Autora objetiva a concessão de pensão previdenciária por morte do seu ex-marido, de quem era separada de fato, bem como o pagamento de atrasados. O voto não se referiu à alegada violação ao artigo 219 , parágrafo único da Lei nº 8.112 /90. A r. sentença a quo determinou o pagamento das parcelas pretéritas à Autora, configurando-se bis in idem a determinação de pagamento dos respectivos atrasados. Confirmado o vício, impõe-se saná-lo, esclarecendo que a pensão deve ser paga a partir da habilitação tardia (art. 219 , § único da Lei 8112 /90).

TRF-1 - AÇÃO RESCISORIA AR 41923 MG 0041923-70.2002.4.01.0000 (TRF-1)

Data de publicação: 10/04/2013

Ementa: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO RESCISÓRIA. OFENSA À LITERALIDADE DO DISPOSTO NO ARTIGO 47 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL . INEXISTENCIA. DOCUMENTO, AFIRMADO COMO NOVO PELO AUTOR, INSUSCETÍVEL DE LHE ASSEGURAR MELHOR SORTE NO RESULTADO DO PROCESSO ONDE PROFERIDO O JULGADO RESCINDENDO. 1. A habilitação tardia de beneficiário da pensão por morte, em face dos termos da legislação específica, somente a partir de então gera direito ao benefício, porque apenas a contar dela tem o órgão previdenciário conhecimento da existência do beneficiário. 2. Dada a conhecer a circunstância tão só após a estabilidade da relação processual onde proferido o julgado rescindendo, não se há cogitar de existência, nela, de litisconsórcio passivo necessário. 3. Inexistência de ofensa à literalidade do disposto no artigo 47 do Código de Processo Civil , e de documento novo capaz de assegurar, por si só, resultado diverso do obtido no processo onde proferido o julgado rescindendo. 4. Ação rescisória julgada improcedente.

TRF-2 - AG AGRAVO DE INSTRUMENTO AG 201202010109491 (TRF-2)

Data de publicação: 10/05/2013

Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO. ADMINISTRATIVO. PENSÃO MILITAR. HABILITAÇÃO SUPERVENIENTE DE COMPANHEIRA. REPOSIÇÃO DE VALORES PAGOS ANTERIORMENTE ÀS DEMAIS BENEFICIÁRIAS. 1. A agravada ajuizou ação ordinária objetivando a concessão de pensão militar em razão de ter vivido em união estável com o ex-militar, instituidor da pensão, com quem teve duas filhas, as quais já eram beneficiárias da pensão. Tendo sido julgado procedente o pedido, com efeitos financeiros retroativos à propositura da demanda, a Administração Naval determinou o desconto de valores recebidos anteriormente pelas suas filhas na quota-parte do seu benefício, sob a alegação de que haveria duplo pagamento e enriquecimento sem causa. 2. O presente caso versa sobre hipótese diversa ao entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal no Mandado de Segurança nº 25.641-9, qual seja, o ajuste de quota-parte de pensão em função da habilitação tardia de beneficiária por força de decisão emanada pelo Poder Judiciário. 3. As alterações levadas a efeito pela Administração Naval não resultaram de erro ou má interpretação de dispositivo legal, mas do reconhecimento tardio de um direito que reflete, por óbvio, no ajustamento da quota-parte de todas as demais beneficiárias da pensão militar. 4. Embora cabível a redução do valor da quota-parte percebida pelas filhas da agravada e pela viúva do ex-militar em razão da inclusão de nova beneficiária, os valores auferidos até então eram devidos, não sendo possível cogitar-se de ilegalidade do ato de concessão da pensão, e, portanto, incabível a reposição de tais valores ao Erário Público (Precedentes TRF2: AMS 200751010043255. Órgão julgador: 7ª Turma Especializada. Relator: Luiz Paulo da Silva Araújo; AMS 200251010095841. Órgão julgador: 6ª Turma. Relator: Desembargador Federal Poul Erik Dyrlund). 5. Negado provimento ao agravo de instrumento.

TRF-2 - APELRE APELAÇÃO/REEXAME NECESSÁRIO REEX 200651015119786 (TRF-2)

Data de publicação: 05/02/2013

Ementa: PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL E REEXAME NECESSÁRIO. PENSÃO POR MORTE. HABILITAÇÃO TARDIA. FILHO MENOR À ÉPOCA DO ÓBITO. ARTIGOS 198 , INCISO I , DO CÓDIGO CIVIL E 103 , PARÁGRAFO ÚNICO , DA LEI Nº 8.213 /1991. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. APLICAÇÃO ESTRITA DO ART. 76 DA LEI Nº 8.213 /1991. NÃO CABIMENTO. DECISÃO ACERTADA. 1. Correto o reconhecimento do direito do autor ao pagamento da pensão em questão desde o óbito do instituidor, independente da data do requerimento administrativo, já que o autor era menor à época do óbito e não corre prescrição contra os menores de 16 anos (art. 103 , o parágrafo único da Lei nº 8.213 /91c/c art. 198 -I do CC ). 2. A argumentação do INSS de aplicabilidade ao caso concreto da regra do art. 76 da Lei n. 8213 /91, que trata da habilitação tardia de beneficiários, carece de razoabilidade. Diz-se isso em face da protetividade dispensada pelo ordenamento jurídico aos incapazes, tendo-se em vista a impossibilidade destes exercerem seus direitos em nome próprio, mesma ratio que impede o curso da prescrição. 3. Pelas mesmas razões, e desde que haja boa-fé, que se faz retroagir a DIB da pensão por morte requerida por incapaz à data do óbito ainda que requerido o benefício depois de transcorridos 30 dias da morte do seu instituidor, em uma aplicação do art. 74 conforme o nosso ordenamento jurídico, também não se pode admitir a aplicação estrita do art. 76, pela qual habilitação de quem quer que seja, ainda que incapaz, somente surtiria efeito da data da habilitação por diante, se já houver outro dependente habilitado. 4. Precedentes jurisprudenciais. 5. As razões expostas no presente agravo interno não são suficientes ao juízo positivo de retratação. A decisão recorrida está bem fundamentada, não merecendo qualquer reparo, uma vez que se encontra amparada pela lei e jurisprudência. 6. Agravo interno conhecido e desprovido.

TRF-2 - APELRE APELAÇÃO/REEXAME NECESSÁRIO REEX 200951018019640 (TRF-2)

Data de publicação: 10/04/2013

Ementa: PREVIDENCIÁRIO. AGRAVO INTERNO. PENSÃO POR MORTE. HABILITAÇÃO TARDIA. FILHA MENOR À ÉPOCA DO ÓBITO. ARTIGOS 198 , INCISO I , DO CÓDIGO CIVIL E 103 , PARÁGRAFO ÚNICO , DA LEI Nº 8.213 /1991. INOCORRÊNCIA DE PRESCRIÇÃO. APLICAÇÃO ESTRITA DO ART. 76 DA LEI Nº 8.213 /1991. NÃO CABIMENTO. DESCONTO DE VALORES PAGOS A MAIOR À VIÚVA. IMPOSSIBILIDADE. VERBA DE NATUREZA ALIMENTAR. INEXISTÊNCIA DE MÁ-FÉ POR PARTE DA DEPENDENTE. 1. Tem direito a parte autora ao pagamento dos atrasados da pensão por morte desde o falecimento do instituidor, independente da data do requerimento administrativo, já que a mesma era menor à época do óbito, uma vez que não corre prescrição contra os menores de 16 anos (art. 103 , parágrafo único , da Lei nº 8.213 /91c/c art. 198 -I do CC ). 2. É inaplicável ao caso a regra do art. 76 da Lei n. 8213 /91, que trata da habilitação tardia de beneficiários, em face da proteção dispensada pelo ordenamento jurídico aos incapazes. 3. A DIB da pensão por morte requerida por incapaz deve retroagir à data do óbito do instituidor, ainda que requerido o benefício depois de transcorridos 30 dias da referida data, eis que o incapaz, em razão da proteção jurídica, não pode sofrer as consequências da inércia do seu representante legal ou de qualquer outro fator. 4. O princípio da irrepetibilidade da verba alimentar, que é reconhecido pela jurisprudência, afasta a aplicação do art. 884 do Código Civil , que versa sobre a vedação do enriquecimento sem causa, bem como a do art. 115 da Lei nº 8.213 /91, que trata do desconto de benefícios pagos a maior, se agiu com boa-fé o credor das verbas alimentícias. 5. Dado o caráter alimentar, os juros podem ser fixados no percentual de 1% ao mês, de acordo com a orientação jurisprudencial do Eg. STJ, até a vigência da Lei nº 11.960 /09. 6. As razões expostas no presente agravo interno não são suficientes ao juízo positivo de retratação. 7. Agravo interno conhecido e desprovido.

TRF-2 - REMESSA EX OFFICIO REO 200151100006816 RJ 2001.51.10.000681-6 (TRF-2)

Data de publicação: 31/03/2010

Ementa: AGRAVO INTERNO EM APELAÇÃO CÍVEL – PENSÃO POR MORTE - COMPANHEIRA – RATEIO DA PENSÃO - REQUERIMENTO TARDIO. 1 – Na ausência de previsão pela legislação militar quanto à hipótese de habilitação tardia do beneficiário à pensão, deve ser seguida a orientação traçada pelas Leis 8.112 /90 e 8.213 /91, vez que se trata da mesma ratio legis: a concessão de pensão por morte não será protelada pela falta de habilitação de outro possível dependente, e qualquer inscrição ou habilitação posterior que importe em exclusão ou inclusão de dependente só produzirá efeito a contar da data da inscrição ou habilitação. 2 – Merece reforma a sentença na parte em que determinou o pagamento da pensão à Autora a partir da propositura da ação, com efeito retroativo a cinco anos, devendo, na verdade, o pagamento dos atrasados contar da data do seu requerimento administrativo, quando a Administração teve notícia da existência da nova habilitante, assumindo, a partir daí, o risco pelo pagamento integral às demais beneficiárias, ciente de que poderia vir a ser condenada a novo pagamento, acaso comprovada a união estável que, ex vi legis, tornaria presumível a dependência da requerente em relação ao instituidor do benefício. 3 – Recurso de agravo interno desprovido.

TRF-5 - Apelação Civel AC 200782000002130 AL (TRF-5)

Data de publicação: 12/03/2015

Ementa: PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. PENSÃO POR MORTE. MAIOR INVÁLIDA. BENEFÍCIO DEVIDO DESDE O ÓBITO ATÉ A DATA DO REQUERIMENTO. HABILITAÇÃO TARDIA. COEXISTÊNCIA DE OUTROS DEPENDENTES. PAGAMENTO RETROATIVO AO INCAPAZ CONDICIONADO A INEXISTÊNCIA DE OUTROS BENEFICIÁRIOS NO REFERIDO LAPSO. JUROS E CORREÇÃO MONETÁRIA. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. 1. Cuida-se de apelação cível contra sentença que julgou improcedente o pedido da parte autora, maior inválida, de pagamento dos valores relativo ao montante da pensão a que já faz jus durante o lapso entre a data do óbito do instituidor do benefício e a do requerimento na via administrativa, com juros e correção monetária, bem como o de indenização por danos morais. Sem condenação em honorários advocatícios em virtude dos benefícios da justiça gratuita concedidos à parte vencida. 2. Verifica-se que o benefício da parte autora foi requerido em 06.10.2006, com início de vigência a partir de 26.01.98, data do óbito da ex-segurada, sem que lhe fossem pagas as diferenças devidas durante o lapso entre a sua vigência e a da efetiva concessão, consoante se observa da informação contida no demonstrativo de concessão do benefício, segundo a qual, não teria havido a geração de créditos atrasados. 3. A invalidez da postulante não só foi reconhecida pelo próprio INSS, quando da concessão do benefício na via administrativa a partir do óbito, como foi confirmada pelo perito na via judicial. 4. É pacífico, na jurisprudência do e. STJ, o reconhecimento do direito do incapaz ao benefício de pensão a partir do falecimento do seu instituidor, considerando que contra ele não correm prazos. Precedentes: 5. Em se tratando de habilitação tardia de incapaz, em que o benefício já foi deferido a outros dependentes, a incapacidade não justifica o pagamento retroativo em favor dele sob pena de dupla condenação da autarquia. 6. Na hipótese dos autos, observa-se que em parte do período postulado, o benefício de pensão foi concedido a uma outra dependente, MARIA...

TJ-SP - Apelação APL 00030516720128260238 SP 0003051-67.2012.8.26.0238 (TJ-SP)

Data de publicação: 25/09/2014

Ementa: SERVIDOR. PENSÃO POR MORTE. HABILITAÇÃO TARDIA DOS FILHOS. DEPENDENTE MENOR IMPÚBERE. RETROAÇÃO ADMINISTRATIVA DA HABILITAÇÃO À DATA DO ÓBITO DO SERVIDOR. PAGAMENTO INTEGRAL DO BENEFÍCIO EM PROL DO ABSOLUTAMENTE INCAPAZ ATÉ A DATA DA INCLUSÃO DOS DEMAIS BENEFICIÁRIOS. Ordinariamente, ultrapassados 60 dias do óbito, o termo inicial da pensão repousa sobre o dia do requerimento. A incapacidade absoluta do apelante determinou a retroação do termo inicial da pensão à data da morte do servidor (29.5.2010). A ausência de concorrência de qualquer dependente habilitado, aliada à unicidade do benefício, qualifica o direito à percepção integral da pensão por morte pelo recorrente. Recurso provido para, reconhecido o gozo exclusivo da pensão, determinar o pagamento da diferença recebida a menor, até a integralidade do benefício, desde a habilitação (29.5.2010) até a data de inclusão dos outros demais dependentes (26.1.2012). RECURSO PROVIDO.

TJ-DF - Remessa de Oficio RMO 20110111891870 DF 0004933-10.2011.8.07.0018 (TJ-DF)

Data de publicação: 25/06/2013

Ementa: ADMINISTRATIVO. REMESSA OFICIAL. MANDADO DE SEGURANÇA. PENSÃO VITALÍCIA. HABILITAÇÃO TARDIA DE OUTRA BENEFICIÁRIA. DIVISÃO DO BENEFÍCIO. ARTIGO 218 , § 1º DA LEI 8.112 /90. DEVOLUÇÃO DE QUANTIA RECEBIDA A MAIOR. AUSÊNCIA DE BOA-FÉ. 1. SENDO RECONHECIDA A UNIÃO ESTÁVEL JUDICIALMENTE, É DEVIDA A PENSÃO À COMPANHEIRA. 2. NÃO OFENDE DIREITO DA EX-ESPOSA DO SERVIDOR FALECIDO A PARTICIPAÇÃO EM 50% DA PENSÃO DA COMPANHEIRA, CUJA CONVIVÊNCIA FORA RECONHECIDA NA VIA JUDICIAL. 3. SEGUNDO DISPOSIÇÃO DO ART. 218 , § 1ª , DA LEI 8.112 /90, HAVENDO HABILITAÇÃO DE OUTROS BENEFICIÁRIOS À PENSÃO VITALÍCIA, SEU VALOR DEVERÁ SER DISTRIBUÍDO EM PARTES IGUAIS ENTRE ELES. 4. AUSENTE A DEMONSTRAÇÃO DE BOA-FÉ NA PERCEPÇÃO DOS PROVENTOS DA PENSÃO EM VALOR SUPERIOR AO LEGALMENTE DEVIDO, FORÇOSO IMPOR A DEVOLUÇÃO AO ERÁRIO DOS VALORES RECEBIDOS A MAIOR. 5. REMESSA OFICIAL DESPROVIDA.

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