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JusBrasil - Jurisprudência
22 de dezembro de 2014

STJ - AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL AgRg no AREsp 133621 DF 2012/0027157-1 (STJ)

Data de publicação: 26/08/2013

Ementa: TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO SÓCIO. Se o nome do sócio consta da CDA, a ele incumbe o ônus de demonstrar a não caracterização das hipóteses previstas no art. 135 do Código Tributário Nacional (REsp nº 1.104.900, DJe de 01.04.2009). Agravo regimental não provido.

STJ - AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL AgRg nos EDcl no REsp 1313120 AL 2012/0047716-8 (STJ)

Data de publicação: 14/10/2013

Ementa: TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO SÓCIO. Se o nome do sócio consta da Certidão de Dívida Ativa, a ele incumbe o ônus de demonstrar a não caracterização das hipóteses previstas no art. 135 do Código Tributário Nacional (REsp nº 1.104.900, DJe de 01.04.2009). Agravo regimental desprovido.

STJ - RECURSO ESPECIAL REsp 1294911 MG 2011/0282720-4 (STJ)

Data de publicação: 22/08/2012

Ementa: PROCESSUAL CIVIL. TRIBUTÁRIO. ARTS. 11 , 12 E 13 , LEI N. 5.764 /71.SOCIEDADE COOPERATIVA EM LIQUIDAÇÃO. ART. 134 , VII , CTN .RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO SÓCIO. AÇÃO DECLARATÓRIA MOVIDA PELOCONTRIBUINTE. ÔNUS DA PROVA. ART. 333 , I , CPC . 1. Em que pese a clara definição legal de que a responsabilidade dossócios da cooperativa é subsidiária na forma dos artigos 11 , 12 e13, da Lei n. 5.764 /71, é de se ter em mente que a ação foi ajuizadapelos sócios, de modo que a eles cabe o ônus da prova, na forma doart. 333 , I , do CPC , para afastar a aplicação do art. 134 , do CTN ,demonstrando: a) que era possível exigir do contribuinte (sociedadecooperativa) o cumprimento da obrigação principal; b) que nãoocorreram atos ou omissões sob sua responsabilidade; ou c) que nãohouve apuração por parte da Fazenda Pública da ocorrência de atos ouomissões sob sua responsabilidade. 2. Recurso especial não provido.

TST - RECURSO DE REVISTA RR 1223007120065150143 122300-71.2006.5.15.0143 (TST)

Data de publicação: 04/10/2013

Ementa: RECURSO DE REVISTA. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA. EX-SÓCIOS (SÓCIOS RETIRANTES) DA SOCIEDADE REGIONAL SUDOESTE DE ENSINO S/C LTDA. LIMITE. ART. 1.032 DO CÓDIGO CIVIL BRASILEIRO . Recurso de revista fundamentado em violação dos arts. 1.003 e 1.032 do Código Civil Brasileiro e 7º, XXIX, da Constituição da República e em divergência jurisprudencial. O e. Tribunal manteve a r. sentença que condenara subsidiariamente os ex-sócios recorrentes da Sociedade Regional Sudoeste de Ensino S/C Ltda. O artigo 1032 do Código Civil Brasileiro estabelece que o sócio retirante, ou os seus herdeiros, continuam sendo responsáveis pelas obrigações sociais anteriores, até dois anos após averbada a sua saída da sociedade. A responsabilidade tem por objetivo distender o alcance das suas responsabilidades em relação ao inadimplemento das obrigações da sociedade, porquanto se aplica ao sócio que se retira da sociedade o princípio consagrado no art. 28 do Código de Defesa do Consumidor e no art. 50 do Código Civil Brasileiro, qual seja, o -disregard of the legal entity - - -princípio da desconsideração da pessoa jurídica-. No entanto, a doutrina e a jurisprudência trabalhista têm por princípio a proteção do trabalhador, - art. 8º da CLT - adotando a teoria acima descrita - princípio da desconsideração da pessoa jurídica -, na hipótese em que a sociedade não possui bens suficientes para garantir a execução, visando a garantir os interesses contratuais do empregado, assim como preconizam que a responsabilidade do sócio retirante deve ser declarada caso o empregado tenha trabalhado durante a gestão do ex-sócio, ou seja, que efetivamente tenha o ex-sócio se beneficiado da força de trabalho do trabalhador. Deve ser considerado e analisado se os sócios remanescentes possuem, ou não, condições de suportar a dívida trabalhista e que tenha como fato gerador o período em que o sócio retirante ainda fazia parte do quadro societário. Com efeito , é fato incontroverso nos autos que os ex-sócios deixaram a sociedade em 30 de julho de 2003 (fl. 1752 - sentença), e que o empregado recorrido laborou para a 1ª ré de março de 2001 até 23/08/2006 (fl. 16), assim como ajuizou a reclamação trabalhista em 09/11/2006. Logo, os sócios retirantes devem ser responsabilizados subsidiariamente pelos créditos devidos ao autor da demanda. Recurso de revista conhecido por divergência jurisprudencial e não provido ....

STJ - AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL AgRg no REsp 1430587 BA 2014/0010619-2 (STJ)

Data de publicação: 01/12/2014

Ementa: AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. TRIBUTÁRIO. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. INOCORRÊNCIA. PEDIDO DE INDISPONIBILIDADE DE BENS ANTES MESMO DA CITAÇÃO DO DEVEDOR. IMPOSSIBILIDADE. REDIRECIONAMENTO DA EXECUÇÃO FISCAL. INADMISSÍVEL NO CASO CONCRETO. O SIMPLES INADIMPLEMENTO DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA NÃO CONFIGURA, POR SI SÓ, CIRCUNSTÂNCIA QUE ACARRETA A RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO SÓCIO PREVISTA NO ART. 135 DO CTN. ALEGAÇÃO DE QUE FOI AFASTADO O ART. 53 DA LEI 8.212/91, CONSEQUENTEMENTE, DECLARANDO-OS INCONSTITUCIONAIS, SEM OBSERVAÇÃO DA CLÁUSULA DE RESERVA DE PLENÁRIO. DESNECESSIDADE. NÃO HOUVE A DECLARAÇÃO DE INCONSTITUCIONALIDADE, CONFORME ALEGADO. MERA INTERPRETAÇÃO DA LEI. A INCIDÊNCIA DA LEI ESPECIAL, NO CASO, A LEI 6.830/80, QUE DETERMINA A CITAÇÃO DO DEVEDOR PARA QUE PAGUE A DÍVIDA OU OFEREÇA BENS À PENHORA. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O contribuinte/devedor tem o direito de ser chamado ao processo (citação) para pagar o seu débito ou garantir a execução e contestar a ação se assim entender, conforme disposto o art. 8o. da Lei 6.830/80, sendo totalmente desproporcional medidas constritivas (redirecionamento e bens ofertados pelo credor) antes mesmo da citação do devedor. 2. Afigura-se inadequada a argumentação relacionada à observância da cláusula de reserva de plenário (art. 97 da CRFB) e do enunciado 10 da Súmula vinculante do Supremo Tribunal Federal, pois não houve declaração de inconstitucionalidade do dispositivo legal suscitado, tampouco o afastamento deste, mas tão somente a interpretação do direito infraconstitucional aplicável à espécie. A prevalência da LEF diante de outra norma, por se tratar de legislação especial; neste caso, o art. 8o. da Lei 6.830/80, determina a citação do devedor para que pague o débito, conteste e indique bens à penhora, o que deve prevalecer. 3. O pedido de redirecionamento formulado pela parte recorrente não deve prosperar, porquanto, a distribuição de dividendos, se efetivamente tiver ocorrido, o que não se extrai do acórdão local, a empresa recorrente, quando citada da execução, pode pagar a dívida ou efetuar o depósito integral para discutir seu crédito; neste passo, repita-se, torna-se temerária e irrazoável o imediato redirecionamento da execução, antes da citação do devedor. 4. Agravo Regimental a que se nega provimento....

TJ-SP - Apelação APL 00114095220128260066 SP 0011409-52.2012.8.26.0066 (TJ-SP)

Data de publicação: 08/10/2014

Ementa: DIREITO TRIBUTÁRIO EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL PESSOA JURÍDICA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DOS SÓCIOS. 1. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE INOCORRÊNCIA A Fazenda Pública tem o prazo de cinco anos, contados da citação da pessoa jurídica devedora, para promover o redirecionamento da execução fiscal contra os responsáveis tributários relacionados no artigo 135, III, do Código Tributário Nacional "In casu", a iniciativa de redirecionamento por parte do credor ocorreu em lapso inferior a 05 (cinco) anos da citação da sociedade. 2. REDIRECIONAMENTO DA EXECUÇÃO CONTRA OS SÓCIOS INCLUSÃO NO POLO PASSIVO AUSÊNCIA DE CONFIGURAÇÃO DE FRAUDE OU VIOLAÇÃO À LEI "A simples falta de pagamento do tributo não configura, por si só, nem em tese, circunstância que acarreta a responsabilidade subsidiária do sócio, prevista no art. 135 do CTN" Precedentes desta Egrégia Corte e do Superior Tribunal de Justiça em julgado de repercussão geral, nos termos do artigo 543-C, § 7º do Código de Processo Civil. Sentença mantida NEGA-SE PROVIMENTO AO REEXAME NECESSÁRIO E AO RECURSO.

STJ - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL EDcl nos EDcl no AgRg no REsp 1095672 SP 2008/0208277-6 (STJ)

Data de publicação: 07/06/2010

Ementa: EXECUÇÃO FISCAL – REDIRECIONAMENTO DA EXECUÇÃO – FALTA DE PAGAMENTO DO TRIBUTO – AUSÊNCIA DE BENS – CONFIGURAÇÃO DA RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DOS SÓCIOS – PRECEDENTES. 1. Os embargos declaratórios são cabíveis para a modificação do julgado que se apresenta omisso, contraditório ou obscuro, bem como para sanar possível erro material existente na decisão. 2. In casu, constata-se a omissão do julgado, pois não se levou em consideração a ausência de bens da empresa em garantia da execução, situação que acarreta a dissolução irregular da empresa e a consequente responsabilização dos sócios. 3. Conforme jurisprudência pacífica desta Corte Superior, "a dissolução irregular da empresa sem deixar bens para garantir os débitos, ao contrário do simples inadimplemento do tributo, enseja o redirecionamento da execução fiscal contra os sócios-gerentes, independentemente de restar caracterizada a existência de culpa ou dolo por parte desses". (EDcl no REsp 656.071/SC , Rel. Min. Mauro Campbell Marques, Segunda Turma, julgado em 2.6.2009, DJe 15.6.2009, grifei.) Embargos de declaração acolhidos, para negar provimento ao recurso especial da empresa-embargada, mantendo a responsabilidade tributária determinada pelo juízo de origem.

TRT-2 - AGRAVO DE PETICAO AGVPET 2591006019975020 SP 02591006019975020442 (TRT-2)

Data de publicação: 19/03/2013

Ementa: RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DE SÓCIO QUE SE RETIRA DA EMPRESA DEVEDORA. Diante do reconhecimento da relação de emprego compreendido no período em que o ex-sócio retirante compunha o quadro societário, evidentemente que este teve proveito econômico da mão-de-obra da autora. No Direito do Trabalho deve prevalecer o entendimento de que a responsabilidade pelas obrigações trabalhistas, na hipótese de insuficiência financeira da empresa, como no caso, atinge aquele que se beneficiou do trabalho do empregado, ainda que coincidentes de forma parcial, o que deve ser entendido de forma abrangente. Dessa forma, não há falar-se em aplicação do limite previsto nos artigos 1003 , parágrafo único , e 1032 do Código Civil .

STJ - RECURSO ESPECIAL REsp 1104064 RS 2008/0246946-0 (STJ)

Data de publicação: 14/12/2010

Ementa: TRIBUTÁRIO. EXECUÇÃO FISCAL. REDIRECIONAMENTO PARA O SÓCIO-GERENTE. DISSOLUÇÃO IRREGULAR. MATÉRIA OBJETO DE RECURSO REPETITIVO. CERTIDÃO DE OFICIAL DE JUSTIÇA ATESTANDO A INEXISTÊNCIA DE FUNCIONAMENTO DA SOCIEDADE EXECUTADA NOS ENDEREÇOS INDICADOS. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DO SÓCIO. NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DA INSUFICIÊNCIA PATRIMONIAL DA SOCIEDADE. INOCORRÊNCIA. VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC NÃO CONFIGURADA. 1. A responsabilidade pessoal do sócio funda-se na regra de que o redirecionamento da execução fiscal e seus consectários legais, para o sócio-gerente da empresa, somente é cabível quando reste demonstrado que este agiu com excesso de poderes, infração à lei ou contra o estatuto, ou na hipótese de dissolução irregular da empresa. (Resp 1101728/SP, sujeito ao regime previsto no art. 543-C do CPC , Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA SEÇÃO, DJe 23/03/2009) 2. "A certidão emitida pelo Oficial de Justiça atestando que a empresa devedora não mais funciona no endereço constante dos assentamentos da junta comercial é indício de dissolução irregular, apto a ensejar o redirecionamento da execução para o sócio-gerente, a este competindo, se for de sua vontade, comprovar não ter agido com dolo, culpa, fraude ou excesso de poder, ou ainda, não ter havido a dissolução irregular da empresa." (Precedentes : REsp 1144607/MG , Rel. Ministro CASTRO MEIRA, SEGUNDA TURMA, julgado em 20/04/2010, DJe 29/04/2010; AgRg no Ag 1113154/RJ, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 15/04/2010, DJe 05/05/2010; AgRg no Ag 1229438/RS, Rel. Ministro LUIZ FUX, PRIMEIRA TURMA, julgado em 23/03/2010, DJe 20/04/2010; REsp n.º 513.912/MG, Segunda Turma, Rel. Min. Peçanha Martins, DJ de 01/08/2005) 3. In casu, há nos autos, robustos indícios da ocorrência de dissolução irregular da empresa, consoante dessume-se das certidões do Oficial de Justiça, às fls. e-STJ 101 e 123, que diligenciou duas vezes, com o objetivo de localizar a empresa recorrente, verbis...

TST - AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA AIRR 386001220015050222 38600-12.2001.5.05.0222 (TST)

Data de publicação: 26/06/2009

Ementa: AGRAVO DE INSTRUMENTO EM RECURSO DE REVISTA. RESPONSABILIDADE SUBSIDIÁRIA DOS SÓCIOS. MATÉRIA FÁTICA. O Tribunal Regional concluiu que os sócios atuais devem permanecer no polo passivo da reclamação, de forma a responder subsidiariamente pelas obrigações trabalhistas assumidas pela empresa. Esclareceu que os sócios aos quais o reclamante insiste em atribuir responsabilidade se afastaram da sociedade mais de oito anos antes da interposição do ajuizamento da presente reclamação trabalhista; assim, não se há de falar em fraude. A desconstituição dessa assertiva fática encontra óbice nos termos da Súmula nº 126 desta Corte. Agravo de instrumento a que se nega provimento.

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