Apesar de ter elogiado o currículo do procurador-geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), Arthur Badin, 32, --indicado à presidência do órgão--, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) destacou em seu relatório a falta de experiência dele.
A indicação do procurador foi aprovada nesta terça-feira pela CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado com 21 votos a favor e duas abstenções. O nome de Badin terá ainda que ser aprovado no plenário do Cade. A expectativa é de que seja votado ainda hoje.
Relator do processo na comissão, Azeredo listou as especializações e trabalhos do indicado na área de direito concorrencial, mas ressaltou que o cargo de presidente exige também experiência.
"Embora com formação acadêmica compatível com o cargo, cabe ressaltar que o desempenho de presidente do Cade exige forte e consolidado conhecimento técnico, que só se adquire ao longo de anos de experiência", afirmou Azeredo.
Formado em Direito pela USP (Universidade de São Paulo), Badin é mestrando em Direito Econômico e especialista em Defesa da Concorrência e Direito Econômico e Financeiro. É procurador do Cade desde 2005 e foi chefe de gabinete da SDE (Secretaria de Direito Econômico), do Ministério da Justiça, de 2003 até 2005.