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O advogado do ex-seminarista Gil Rugai --acusado de matar o pai e a madrasta em 2004-- entrou com pedido de habeas corpus no início da tarde desta quarta-feira no Tribunal de Justiça de São Paulo.
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Rugai voltou a ser preso ontem (9), após a divulgação de uma reportagem da TV Record no domingo (7) que revelou que ele tinha ido morar em Santa Maria (RS) sem informar as autoridades sobre a mudança de endereço.
O ex-seminarista foi detido na casa da mãe, na Barra Funda. Ele havia retornado a São Paulo um dia depois de a reportagem ser exibida.
Desde junho de 2006 Rugai estava em liberdade por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou que o réu poderia aguardar o julgamento em liberdade.
A nova ordem de prisão foi decretada pelo juiz Rogério Monteiro de Oliveira, da 5ª Vara do Tribunal do Júri de São Paulo, atendendo à solicitação da promotora Mildred Gonzalez Campiteria.
"Houve uma quebra na confiança que o Estado havia colocado nele", disse a promotora, se referindo ao fato do réu não ter comunicado a mudança de endereço.
O advogado de Rugai, Fernando José da Costa, contesta as alegações para a prisão de seu cliente. "A promotora falseou a verdade ao afirmar que Gil Rugai obstruiu a Justiça ao se ausentar de São Paulo", disse.
Segundo a defesa, ao conceder a liberdade provisória, o STF não estabeleceu qualquer restrição quanto ao direito de ir e vir do réu.
Entenda o caso
O empresário Luiz Rugai e sua mulher, Alessandra Troitino, foram assassinados a tiros em casa, em Perdizes (bairro nobre da zona oeste de São Paulo) em 2004. Apontado como principal suspeito do crime, Gil Rugai ficou preso por dois anos até ser libertado por ordem do STF (Supremo Tribunal Federal) em junho de 2006.
A investigação da polícia apontou vários indícios contra Gil Rugai. Exames realizados em uma marca de sapato deixada na porta da sala de vídeo --onde o empresário teria tentado se esconder e que foi arrombada-- apontara que quem arrombou a porta teria lesões no pé. O IC (Instituto de Criminalística) realizou então exames de ressonância magnética da planta do pé de Gil, que apontaram tais lesões.
Além das provas colhidas na casa, a polícia levantou a hipótese de o crime ter ligação com o afastamento de Gil da empresa do pai, a Referência Filmes. O ex-seminarista estaria envolvido em um desfalque de cerca de R$ 100 mil na empresa e, por isso, teria sido demitido de seu departamento financeiro. A madrasta, segundo o gerente do banco onde a Referência Filmes tinha conta, proibiu que ele a movimentasse.
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