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O agente aposentado do SNI (Serviço Nacional de Informações) Francisco Ambrósio do Nascimento negou ser o responsável pelos grampos nos telefones do ministro do STF, Gilmar Mendes e do senador Demóstenes Torres (DEM-GO). "Nego de ter participado de grampo ilegal, não tenho conhecimento técnico pra isso. Não tenho a menor idéia de quem tenha feito", disse.
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Ele afirmou aos parlamentares da comissão mista de controle de inteligência que não foi designado pela Abin para trabalhar na Operação Satiagraha da Polícia Federal.
Ambrósio narrou que foi convidado pelo delegado Protógenes Queiroz para colaborar na triagem de e-mails de interesse da investigação, mas que não era homem de confiança do delegado. "Jamais fui braço direito do Protógenes. Não examinei nenhum HD de computador, até porque não tenho qualificação para isso. Quando chegava para trabalhar o computador já estava ligado e eu apenas separava os emails em pastas."
O ex-agente do extinto SNI também afirma que nunca executou tarefas externas, apenas cumprindo horário burocrático no quinto andar da sede da PF. "Todos os dias quando chegava para trabalhar era feita a identificação na portaria do prédio e eu ficava lá de 8h às 18h, saindo apenas para o almoço", disse.
Ambrósio negou ainda que tenha sido designado para trabalhar na Satiagraha pela Abin. Ele também afirmou que não sabia quantos agentes de inteligência estavam envolvidos na operação. "Não sabia o que cada agente fazia na sala do 5º andar. Um não tem a obrigação de saber o que o outro está fazendo."
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