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Brasília - O ex-agente do extinto Serviço Nacional de Informações (SNI) Francisco Ambrósio Nascimento disse hoje (17), na Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do Congresso Nacional, que sua atuação nas investigações da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, limitou-se à "leitura superficial de e-mails", sem entrar no conteúdo dos mesmos.
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Ele informou que se aposentou no órgão em 1998, e nunca atuou na Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
O ex-agente também negou que tenha sido "o braço direito" do coordenador das investigações da Operação Satiagraha, delegado Protógenes Queiroz. Da mesma forma, negou a versão de ser o elo de ligação entre a Abin e a Polícia Federal.
Francisco Ambrósio disse desconhecer as atribuições dos agentes da Abin nas investigações, que, segundo ele, é uma conduta básica do setor de inteligência.
O ex-agente afirmou que em nenhum momento participou de grampos telefônicos, "legais ou ilegais", contra os investigados e autoridades públicas, especialmente o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) e o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.
Francisco Ambrósio afirmou que seu trabalho era burocrático e suas entradas na sede da Polícia Federal foram registradas na portaria.
O depoimento de Francisco Ambrósio contou apenas com a presença do presidente da comissão, senador Heráclito Fortes (DEM-PI), e dos senadores Geraldo Mesquita Júnior (PMDB-AC) e Eduardo Suplicy (PT-SP). A sessão durou cerca de 30 minutos.
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