A fascinante história da médica comunista Maria Aragão, que completaria cem anos, em 10 de fevereiro último, e o clima de emoção marcaram a sessão solene do Dia Internacional da Mulher, na Assembleia Legislativa, segunda-feira (08). Durante a solenidade proposta pela deputada Helena Barros Heluy (PT), a vice-presidente do Instituto Maria Aragão, Ironildes Vanderlei recebeu do Legislativo uma placa de prata em homenagem ao centenário de Maria.
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Dez militantes que se destacaram na defesa dos direitos da mulher também foram homenageadas com diplomas de reconhecimento, três in memorian - Maria Aragão (representada pela neta, Simone Macieira), Ieda Batista e Raimunda Pereira (Dica). As demais foram Marluze Pastor, Meire Ferreira, Sandra Torres, Conceição Amorim, Lourdes Leitão, Maria Querubina e Natália Soares.
Em discurso, a deputada Helena afirmou que o dia 08 de março "terá um significado ainda maior quando tivermos a consciência do que representa". Ela observou que a data não teve origem num dia festivo, mas para lembrar que, em março de 1957, 146 operários de uma fábrica nova-iorquina - a maioria mulheres - morreram num incêndio. O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do prédio onde funcinava a fábrica. Para Helena, a data é histórica, mas também simboliza as lutas diárias das mulheres que ainda enfrentam a violência e as desigualdades sociais e econômicas.
DATA É SOCIALISTA
A deputada petista destacou que o 08 de março deste ano marca o centenário do Dia Internacional da Mulher, desde sua criação em 1910, durante a primeira Conferência internacional de mulheres, em Copenhague (Dinamarca), dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada a proposta da socialista alemã Clara Zetkin, para que fosse instituído um dia internacional da mulher, embora sem uma data especificada.
Prestigiaram a sessão as deputadas Eliziane Gama, Graça Paz, Gardênia Gonçalves, o presidente da Casa Marcelo Tavares e os deputados Tatá Milhomem, Fábio Braga e Antônio Pereira. Entre os convidados e pessoas presentes estavam representantes de vários setores e movimentos sociais.
A procuradora geral do Estado, Fátima Travassos, que destacou que "nenhuma conquista humana é algo individual". Já a a deputada Graça Paz chamou atenção para as dificuldades que a mulher ainda enfrenta para ter vez e voz nos partidos, dizendo que a "presença feminina na política é inversamente proporcional à sua importância".
A secretária da Mulher, Catharina Bacelar e de Igualdade Racial, Claudete Ribeiro, representaram a governadora Roseana Sarney. A vereadora Rose Sales (PCdoB) representou a Câmara de São Luís.
BESTA-FERA
A pedetista histórica Maria Lúcia Teles contou a história de Maria Aragão, lembrando o caráter humanitário e a sensibilidade marcante da médica que enfrentou dificuldades até mesmo para encontrar pensionatos para morar, em São Luís, depois de sua ligação com o Partido Comunista, de Luís Carlos Prestes. Maria Aragão era chamada de comunista "besta-fera".
Conhecida como uma das idealizadoras do Grupo de Mulheres da Ilha, criado na década de 80, em São Luís, a mestra Meire Ferreira sintetizou em seu discurso a trajetória das outras nove militantes feministas homenageadas.
Meire Ferreira entregou à secretária Claudete Ribeiro o Plano Estadual de Políticas para as Mulheres para que sua implementação, iniciada no governo passado, tenha continuidade no atual governo. Ela também pediu atenção especial para a produção subvalorizada das quebradeiras de coco. O mercado compra o quilo do coco entre R$ 0,80 e um real. As quebradeiras de coco reivindicam a compra de sua produção pelo governo do Estado.
Autor: Da Assecom/Gab. da dep. Helena Heluy
Disponível em: http://www.jusbrasil.com.br/noticias/2110555/homenagens-marcam-o-dia-da-mulher-na-assembleia-legislativa