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20 de Abril de 2024

Mais de 5,5 milhões de crianças não têm o nome do pai no registro de nascimento

Publicado por Ana Suelen Porto
há 4 anos

Sem sombra de dúvidas, é um número assustador e uma grave demonstração de irresponsabilidade afetiva e social.

Os pais são a base para o crescimento saudável e desenvolvimento das crianças. De acordo com o olhar sistêmico, para os meninos, o pai serve de modelo; já para as meninas, o pai se torna uma referência do parceiro que ela buscará.

Crescer sem um pai pode ocasionar diversos prejuízos psicológicos e comportamentais para a criança: sentimento de abandono, insegurança, solidão, depressão, péssimo desempenho escolar, dependência de drogas, dentre outros.

Preocupado com número crescente o Conselho Nacional de Justiça criou o programa Pai Presente, que tem o objetivo de estimular o reconhecimento de paternidade de pessoas sem o nome do pai no registro.

E aqui eu fico me perguntando: por que os órgãos públicos precisam chegar ao ponto de criar programas para incentivar que os pais reconheçam seus filhos? Não seria isso uma obrigação deles? A que ponto chegamos que as pessoas fazem filhos desenfreadamente e não tem sequer a decência de assumir com suas responsabilidades?

Homens desse Brasil, como vocês gostariam de ser reconhecidos: por ser um homem decente e honrado, que cuida e provê para suas crianças, ou por ser um homem que abandona os filhos e não lhes presta nenhuma assistência?

Reflitam sobre o fato de que suas crianças não terem absolutamente nada a ver com o seu relacionamento que fracassou. A culpa não é delas. Saiba separar os sentimentos que você tem pela sua ex-companheira daqueles que você tem pela criança que vocês tiveram juntos. Seus filhos merecem seu amor, sua presença e seus cuidados. Não seja mais um a aumentar essa triste estatística.

  • Sobre o autor"Família é feita de presença mais do que de registro". Fabrício Carpinejar
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Excelente Dra.
Estou com uma ação em tramitação de um jovem cliente de 19 anos que requer a alteração de seu nome completo, pois é exatamente o nome do pai acrescido por Junior ao final, além de requerer a exclusão de seu genitor como pai no registro civil. Tudo com fundamento no abandono afetivo, que realmete houve. Sem dúvidas é um assunto delicado e necessário. Parabéns. continuar lendo

Bastante delicado, Nanderton.
Já peguei um caso em que o cliente queria trocar o nome porque o pai é quem tinha escolhido... até aí pensei: só isso não é justificativa... e aí ouvindo a história, a tia dele me contou que o pai havia tentado sufocá-lo quando era criança. Imagina a situação desse jovem! continuar lendo