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19 de Maio de 2024
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    Novo ensino médio começa em 2022 de forma desigual pelo país

    (Título extraído da matéria original)

    Publicado por Maikon Garcia
    há 3 anos

    Caros leitores, acabei de destrinchar uma matéria do g1.com, onde a autora Luiza Tenente tece críticas construtivas e meticulosas acerca da tal da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), onde ela elenca os prós e contras do comando legislativo (Lei 13.145/17), oportunidade em que os entes federados tiveram 4 anos para a adaptação, bem como, a elaboração dos respectivos planos estaduais.

    A análise é plausível e respeitável, entretanto, a autora parte dos entraves futuros sem levar em consideração o atual modelo. É notório que os novos comandos expõe o que há de maior nesse país continental, que são as diferenças de receitas no modelo de federação adotado pela nova Carta Magna, os críticos da nova constituição sempre bateram na tecla de que, o constituinte pregou que TODOS são iguais perante a lei, mas o “todo” são pessoas, nem todo ente federado é igual, então, a autora induz o leitor a concluir que toda essa discrepância advém da União, quando da leitura, a própria autora usa assertivamente a terminologia “as disciplinas precisarão se conversar”.

    Partindo da premissa da multidisciplinariedade, a leitura dos artigos 205 c/c 23, V, ambos da CRFB/88, conclui-se que a adoção do referido plano coaduna-se perfeitamente com as tendências globais acerca das ciências como um todo, findou a ideia de que, a ciência é dividida, fragmentada, separada, ou quaisquer ideias nesse sentido, a absorção dos conhecimentos podem ter uma estrutura pedagógica, mas o entendimento e aplicação é UM só como UM TODO.

    Quando o ilustríssimo Charles Darwin lançou à comunidade científica o singelo livro “A TEORIA DA EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES”, ele não queria impor a escola Edimburgo ou Cambridge, sem saber, ele estava lançando na banca as ciências biológicas, médicas biológicas, a química, a genética, a física einsteiniana, e se o leitor for concatenando o conhecimento, ele vai chegar à biomecânica, a bioquímica, e outras ciências aquém do seu tempo, ou seja, o mundo natural se conversa, seja ele na sua descrição, seja ele em seus cálculos. Então, quando a autora elenca o argumento dos especialistas, ora educadores, se esquecem de arguir o elemento fundamental, que é, o modelo atual totalmente engessado, são críticas plausíveis, porém, pior que de descobrir o caminho errado no meio do percurso, é não ter caminho nenhum a ser perseguido.

    A ideia de “itinerário formativo” soa elegante em meio seus entraves, que são em grande parte políticos, e não formativo como induz a entender, as dificuldades existirão como quaisquer mudanças bruscas, mas o artigo 25, § 3º vem para dar autonomia aos entes federados no que lhe cabe, os repasses federais nesses sentidos tem de ser debatidos em esferas estaduais, como bem exposto pela autora, MAS a insegurança dos professores devem ser expostas onde lhe cabe o debate, a matéria é de bom grado, porém achei totalmente tendenciosa à criticar o governo federal, repito, matéria é de análise extensiva, mas, ver-se-á uma ordem na diretriz jornalística da emissora afim de denegrir o governo federal sem saber o mínimo de federação e seus entes.

    https://g1.globo.com/educacao/noticia/2021/10/10/novo-ensino-medio-comeca-em-2022-de-forma-desigual-...

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    Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/novo-ensino-medio-comeca-em-2022-de-forma-desigual-pelo-pais/1296074568

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