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28 de Fevereiro de 2024

O custo das Instituições

há 7 anos

O custo das Instituies

O custo das instituições foi estudado há mais de três décadas pelo Dr. Mário Saraiva, médico e monarquista, que apresentava algumas citações para demonstrar que a monarquia é muito mais barata do que a república, conforme abaixo:

“A insuspeita revista Time, no seu número de 9 de Dezembro de 1966, num curioso artigo intitulado A magia da Monarquia continua, dizia sem qualquer rebuço: “Uma das principais críticas à Monarquia consiste em dizer que ela é demasiado dispendiosa. Mas os Presidentes das Repúblicas também gastam e não estão aptos a governar tal como os Reis e as Rainhas, que para isso foram educados. E os mais variados tipos, desde De Gaulle a Sukarno, não são tão baratos como isso!”

Conta-se que Briand, por largo tempo dirigente do radical-socialismo francês e Chefe do Governo quando da visita de D. Manuel II a Paris, teria dito acerca da presumível mudança das nossas instituições: “Portugal é um país pobre demais para poder sustentar uma República”. Briand, político de vasta experiência, não falava sem conhecimento de causa. Ele, que foi sempre republicano, não deixava de confessar ser a república muito cara.

Nansen, o líder da independência norueguesa, ao chegar o momento de escolher a forma de governo para o seu país, fez escolher a Monarquia, que foi votada no Parlamento por 100 votos contra 4. A quem lhe censurou o estranho procedimento, Nansen respondeu:

“Não hesitei em preferir a Monarquia por três razões: é mais barata, permite mais liberdades, tem mais autoridade para defender os interesses permanentes do país perante o estrangeiro”.

Mas sem dúvida que a Monarquia é mais barata! Só quem se esquecer das despesas que acarretam as eleições presidenciais pode supor o contrário.

Recentemente, no Ceará, Armando Lopes Rafael, historiador e monarquista, deixa claro a sua opinião:

“No Brasil os golpistas que implantaram a República, em 1889, justificavam a queda da Monarquia argumentando, entre outros sofismas, que ela saía cara aos cofres públicos”. Não era verdade. Desde 1841, e por 48 anos longos anos, a dotação da Família Imperial brasileira era 67 contos de réis por mês. E veja que o Orçamento Geral do Império do Brasil cresceu dez vezes, naquele período, pois o país tinha progresso. Uma das primeiras medidas do marechal Deodoro da Fonseca foi aumentar o salário do presidente da República para 120 contos de réis por mês, quase o dobrodo que recebia toda a Família Imperial!

Mudou alguma coisa, nesta “ré – pública”, de lá para cá? Não. Piorou! O jornal “O Povo”, de Fortaleza, edição de 25/10/2002, publicou a seguinte notícia que transcrevo, na íntegra, para o leitor:

“Mais direitos para ex-presidentes. O presidente Fernando Henrique Cardoso aproveitou a Medida Provisória que define o processo de transição do governo para ampliar os direitos e mordomias dos ex-presidentes da República, incluindo ele próprio a partir de janeiro. Hoje, os ex-presidentes Itamar Franco (sem partido) e José Sarney (PMDB) já têm à sua disposição seis servidores e dois carros oficiais (com motoristas), com salários que variam em R$ 1,2 mil e R$ 4,8 mil. Agora, os ex-presidentes poderão nomear oito servidores para trabalhar diretamente com eles, sendo que os dois novos funcionários ocuparão cargos de DAS 5, cujo vencimento é de R$ 6,3 mil. Atualmente, tanto Itamar Franco quanto José Sarney, apesar de serem, respectivamente, governador de Minas Gerais e senador pelo Amapá, usam todos os cargos que têm direito. Quanto aos carros oficiais, Itamar mantém um em Juiz de Fora, que usa freqüentemente, e outro, em Brasília, que é solicitado apenas quando o governador vai à Capital. No caso de Sarney, um carro fica em São Luís e outro em Brasília e ambos são usados permanentemente. O ex-presidente Collor de Mello não tem direito a nada porque perdeu os direitos políticos ao sofrer impeachment pelo Congresso”.

O custo do Presidente do Brasil é assustador

A revista Dinheiro pública um texto intitulado Custo da Presidência (julho 2004), onde informa: “Em 2003, primeiro ano de Lula, as despesas alcançaram R$ 318,6 milhões. Para este ano, está previsto o desembolso de 372,8 milhões – ou R$ 1,5 milhão por dia útil de trabalho. Até o dia 2 de julho, o gabinete tinha gasto R$ 120,3 milhões.

A principal causa da evolução das despesas é o inchaço da máquina pública. Itamar Franco entregou o Palácio do Planalto com 1,8 mil funcionários. FHC, por sua vez, enxugou-o para 1,1 mil.

No governo Lula, a administração cresceu – e muito. Havia, durante seu mandato, 3,3 mil funcionários trabalhando diretamente na Presidência. No Palácio da Alvorada, existem outros 75. Lula assinou um decreto, de número 5.087, aumentando de 27 para 55 seus assessores especiais diretos.

A ação mais cara é o chamado apoio administrativo. Trata-se da gestão direta do Palácio do Planalto, do Alvorada e da Granja do Torto. Para este ano, o Orçamento é de R$ 151,2 milhões. Do total, R$ 140,8 milhões estão sendo gastos na administração dos palácios. Também estão sendo gastos R$ 3,8 milhões para a remuneração de militares que fazem a segurança do presidente e de sua família.

“Caso as contas do Planalto sejam vistas sob a ótica do Tesouro Nacional, elas atingem R$ 2,6 bilhões. É a quantia consumida no período por todos os programas sociais, como o Bolsa Família e o Fome Zero, lembra o economista Ricardo Bergamini, que realizou o levantamento no Tesouro”. “É mais do que os R$ 2,2 bilhões liberados para a reforma agrária.” “Isso mostra uma total inversão de prioridades”.


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8 Comentários

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Sem dúvida, na República temos muitas famílias reais para sustentar, infelizmente.
Além disso, a República, se democrática, tende a sucumbir a interesses estrangeiros, principalmente no mundo globalizado.
O que não consigo concordar é que as coisas públicas se tornem propriedade de uma Coroa. E que família seria a real? A descendente de Portugal tem sua legitimidade sacrificada pela origem em outorga papal, designado representante de Deus na terra. E por aqui não temos um cacique tupiniquim conhecidamente adequado. Qual seria o critério para eleger o monarca? Seria possível um recall? continuar lendo

Monarquia Constitucional Parlamentar, neste regime e forma temos o chefe de estado, o Monarca e temos o chefe de governo o Primeiro-ministro. Logo você percebe que a coisa pública não é propriedade de uma Coroa, este pesamento de que tudo pertence ao Imperador não procede, pois não defendemos o absolutismo e esse pensamento vem do senso comum, que é normal pois estamos em uma república que a única coisa que fez bem feita foi demonizar a forma monárquica. Das 44 monarquias existentes no mundo, somente 6 são absolutistas (cerca de 13,6% do total). Dos 10 países mais democráticos do mundo, 7 são monarquias e os melhores índices de liberdade de expressão, felicidade e democracia estão nas monarquias. O chefe de governo, governa o país (quem governa é o primeiro-ministro e não o monarca) e deve cumprir o seu plano de governo, caso não cumpra e a população fique insatisfeita com com o seu governo ele pode sair mais facilmente do governo, pois no parlamentarismo resultado é motivo para queda do primeiro-ministro, bem diferente do presidencialismo. Com maus resultamos e aclamação popular o monarca pode dissolver o parlamento e convocar novas eleições, sem que o povo sangre tanto, isso que falei está acontecendo na Espanha.

Papel do monarca como chefe de estado: (a constituinte que decidirá sobre) função moderadora e um rei é como um diplomata: ele representa a cultura de seu país, negocia acordos entre nações, media conflitos, entre outras coisas. É um embaixador de alto nível. (no presidencialismo mudou governo e só por interesse partidário muda tudo também, mesmo que não seja a favor do povo).

"Qual seria o critério para eleger o monarca?" R= Na constituinte decidiríamos se o chefe de estado seria o atual Chefe da Casa Imperial Brasileira S.A.I.R. D. Luís Gastão de Orléans e Bragança, caso contrário, o parlamento iria escolher uma outra dinastia para chefiar o estado ou seja, se escolheria um outro Imperador, outra casa. continuar lendo

Óbvio que a monarquia é menos custosa, afinal, ela concentra a riqueza e não a dissemina. Dizer que a Republica é mais cara e usar como exemplo o salário de um presidente, é apenas mais uma das asneiras que essa página e seus defensores propagam. O Presidente é o chefe de um dos três poderes, no caso o Executivo. É o chefe máximo da nação, eleito pelo povo e com a incumbência de cuidar da (RES) pública, COISA PÚBLICA. O presidente é assalariado, pois é um funcionário a serviço do povo, ao passo que deve zelar de tal coisa pública. O monarca recebe auxilio referente ao seu direito de nascença e não por representar ou zelar pelo interesse popular, mas tão somente por ser seu direito de Herança. O que é mais custoso, bancar um almofadinha bem nascido, ou um representante do povo? Tal questão não se mensura com números. continuar lendo

O que você faz pra este país melhorar? continuar lendo

Quem está falando asneira aqui é você! vai estudar mais sobre o assunto deixa de ignorância e senso comum!

Acho que você nem leu o texto direito, quando leu a palavra salário do Presidente esqueceu de todos os fatos que o texto alega, não é só salário do presidente tem muito mais e o texto alega. Leia de novo. O senso comum deixa contigo, ninguém precisa de retrocesso sobre o saber. continuar lendo

Tu sabes muito bem que povo o teu presidente representa. Então antes de vim falar do regime monárquico parlamentar constitucional, de uma uma estudada e vê se o presidente representa mais o povo, do que um monarca.

"almofadinha" da uma pesquisada também sobre a família imperial brasileira, a que tem direitos dinásticos sobre o trono brasileiro e me diga se são almofadinhas, te adianto logo, eles são trabalhadores normais, igual a todo mundo. continuar lendo

Estudam tanto, pesquisam tanto para fazer um trabalho e vem um idiota senso comum, para que se continue o preconceito e retrocesso. continuar lendo

Caro Fernando me responda a seguinte questão:

Quais países você considera desenvolvidos em que se pode ter uma vida digna hoje?

Se você estiver disposto ao diálogo convido você a um breve debate aqui neste tópico.

Saudações Monárquicas. continuar lendo