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22 de Maio de 2024

Quanto mais igualdade, menos crimes violentos

Publicado por Luiz Flávio Gomes
há 10 anos

O processo de degeneração das políticas públicas de “combate” ao crime violento no Brasil está mais do que evidente. Enxugamos gelo com toalha quente e giramos sempre em torno do mesmo ponto (mais policiais, mais viaturas, mais presídios etc.). As explicações das autoridades, quando cobradas, são sempre as mesmas (não mudam de clichê). Sempre mais do mesmo (sem nunca alterar a realidade da criminalidade). Já não bastam reformas, necessitamos de revoluções. Somente uma maior igualdade entre todos pode mudar o panorama trágico do nosso país no campo da criminalidade violenta (ou mesmo convencional ou clássica). Temos que desconfiar das ideologias consumistas, que entronizam uma vontade superior concentradora das rendas que se coloca diante das vontades inferiores, de um povo subjugado e desarmado moral e politicamente.

A política criminal que mais êxito vem alcançando no mundo todo não é a vinculada com o capitalismo selvagem e/ou extremamente desigual (Brasil e EUA, por exemplo), sim, a realizada pelos países em processo de “escandinavização”, ou seja, de capitalismo evoluído, distributivo e tendencialmente civilizado (Suécia, Noruega, Holanda, Bélgica, Islândia etc.). O que eles estão fazendo? Estão levando a sério a premissa de que sem liberdade econômica não existe liberdade política. E que condição essencial da liberdade econômica é que o humano disponha de trabalho estável, com salário digno (aumento da renda per capita), depois de ter se preparado para o mercado competitivo por meio de um ensino de qualidade.

Esses países estão revelando uma pista extraordinariamente clara no sentido de que quanto mais igualdade, menos delitos violentos. A ótica correta de enfocar o tema é a da igualdade, não a do seu oposto, da desigualdade. Porque nem sempre a desigualdade gera mais delitos. Sempre, no entanto, a igualdade produz menos crimes violentos. Os números de alguns países são impressionantes, especialmente no que diz respeito aos homicídios e roubos: [ veja a tabela aqui ]

Como os 18 países “escandinavizados” ou em processo de “escandinavização” vem conseguindo tanto triunfo na redução da criminalidade violenta? A principal tática não se resume na criação de estratégias endógenas de política criminal, sim, na conjugação da política criminal com a política econômica, que fixa uma relação saudável e sustentável entre o capital e o trabalho, que não pode nunca ser regida pela escravização (ou neoescravização) (tal como ocorre nos países de capitalismo selvagem e/ou extremamente desigual). O capital altamente civilizado nunca é uma potência opressiva e desavergonhadamente concentradora, além de alienante do trabalho, ao contrário, é a base da liberação econômica e, em consequência, política, do trabalhador.

Quanto menos igualdade, mais crimes violentos. Essa regra vale, por exemplo, para os EUA e para o Brasil (guardadas as devidas proporções entre eles). Os primeiros possuem índice Gini de 0,45 (país bastante desigual). A média do indicador Gini dos 18 países acima selecionados é de 0,31. A falta de igualdade nos EUA explicaria sua maior taxa de homicídios (quase 5 vezes mais que a média dos demais países listados) assim como a incidência maior do delito de roubo (quase o dobro dos países elencados). O Brasil é mais desigual ainda que os EUA: 85º no IDH, tem renda per capita de USD 11.340, Gini de 0,519 (0,51: país exageradamente desigual, o que significa uma altíssima concentração de renda). Resultado: 27,1 assassinatos para 100 mil pessoas, 22 mortos no trânsito para cada 100 mil, quase 600 mil presos, 274 detentos para cada 100 mil habitantes; para além de uma percepção exacerbada de corrupção (72º), é o 16º país mais violento do planeta e conta com 16 das 50 cidades mais sanguinárias do universo.

Por que o Brasil se tornou tão violento? Porque nunca soube domar o monstro do capitalismo selvagem (que aqui é fantasticamente centopéico e hecatônquiro), apresentando, em consequência, uma das políticas criminais mais desastradas e erradas do planeta (posto que alimenta continuamente a espiral da violência, da tragédia). [ Eis os nossos números aqui ]

Nossas taxas de violência desenfreada refletem um país que não cumpre nem sequer as regras mais elementares de uma nação civilizada e não alienada. Não levamos a sério até hoje que somente quando o humano alcança sua liberdade econômica é que ele pode realizar seus fins morais, de desempenhar com qualidade um bom trabalho, de se educar continuamente, de desfrutar da libre informação, da liberdade de reunião, da liberdade de autodeterminação etc. Numa democracia direta digital, onde o povo majoritário desbarbarizado é o corresponsável pelas principais decisões do país (país onde ele vive, onde ele cresce junto com sua família), torna-se prescindível a mediação onerosa e oprobriosa das classes dominantes. Marx imaginou que a luta de classes seria o caminho para a liberação e autonomia do humano. O processo de “escandinavização” está evidenciando que é o fim das distâncias enormes entre as classes que promove essa liberação e autonomia (eis um número invejável: na Islândia, 1,1 da população é muito rica, 1,5 está insatisfeita e 97% é classe média com alta renda per capita e excelente escolaridade). Sempre aprendemos que as utopias é que ampliavam nossos horizontes. Agora é o inverso: o horizonte já está aí, é ele que deve mover as nossas utopias.

Não faremos melhoras enquanto não nos conscientizarmos que a redução da criminalidade violenta está diretamente ligada à igualdade do país (escolarização de todos, aumento da renda per capita etc.) bem como ao modelo de política criminal que ele desenvolve (que deve priorizar a prevenção, em detrimento da repressão). O erro no Brasil começa que não temos políticas públicas socioeconómicas e educacionais eficazes nem sequer por aqui existe o império generalizado da lei repressiva (sempre preferimos o caminho errado da “severidade da pena” em lugar do rumo certo da “certeza do castigo”; sempre priorizamos a repressão à prevenção). Diante dessas gritantes deficiências, o poder público (com o apoio da própria população e da mídia) (a) incentiva o clima de guerra e de medo no país, (b) predispõe o cidadão para a sociedade hobbesiana (cessão de todos os direitos ao Estado), (c) edita leis penais alopradamente, (d) promove o encarceramento massivo sem critério, (e) mantém largo afrouxamento no controle dos órgãos repressivos, (f) dissemina a cultura das violações massivas dos direitos humanos e (g) desrespeita o devido processo legal e proporcional. Esse modelo fracassado de política criminal está saturado e, neste momento, apresentando nítidos e preocupantes sinais de degeneração, podendo gerar graves consequências de desagregação social.

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155 Comentários

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Não concordo.

Mas não concordo mesmo.

O problema da violência não se resolve apenas com melhor igualdade social.
Existem países MUITO mais desiguais que o nosso, como por exemplo a Índia e a China, cuja criminalidade e violência são apenas frações da nossa.

Nosso problema é CULTURAL. O primeiro passo para resolvermos isto é olhar no espelho e abandonar esta fantasia de que somos um povo pacífico. Somos um povo VIOLENTO, com tradição em resolver seus problemas a bala, a faca e a paulada.

O segundo passo é atacar o problema, começando com o nosso sistema legal o mais BRANDO do Mundo com a criminalidade. Coisas como visita íntima, regalias e imputabilidade do menor infrator são a exceção e não a regra em qualquer país decente.

O terceiro passo, ao contrário do que diz o jurista, reconhecer que mais cadeia, mais polícia e leis mais duras DIMINUEM sim a criminalidade. Funciona em qualquer lugar do Mundo, por que não funcionaria por aqui?

A vantagem deste discurso para quem está no Poder é evidente: justifica o Estado assistencialista em que o Brasil se tornou e tira a cobrança dos governantes em resolver a questão em curto prazo. Eles podem dizer que estão resolvendo o problema (mentira!) e que o resultado vai demorar anos a aparecer.

A leniência com a criminalidade vai nos levar a um estado de convulsão social, com a sociedade fazendo justiça com as próprias mãos, já que o Estado se recusa a fazer o que deve ser feito.

O Brasil está cometendo com a violência o mesmo erro que cometeu durante décadas com a inflação: tentando reinventar a roda e fazendo firulas (economia heterodoxa), quando a receita é a ortodoxa que se aplica em qualquer lugar do Mundo: leis mais duras, mais polícia e mais cadeia. continuar lendo

Leis mais duras? Mais cadeias? Temos mais cadeias e mais leis que a grande maioria dos países do mundo. Isso não resolve nada se não é aplicado corretamente. A impunidade no Brasil não é por culpa da ausência de leis, mas por que a estrutura jurídica e política é defasada e não se aplica a todos. É isso que prof. LFG quis dizer, a meu ver. A desigualdade não é só econômica, se reflete também no acesso à justiça e até mesmo nas punições criminais, pois rico no Brasil dificilmente vai preso.
Não existe leniência nenhuma com criminalidade no Brasil, temos o 4º maior número de pessoas presas do mundo e a polícia que mais mata. O que existe aqui é uma criminalidade encrostada em toda estrutura da sociedade que -nesse ponto concordo com vc- tem sim uma cultura de violência e de resolver tudo com as próprias mãos.
Talvez só a distribuição de renda não seja possível resolver esse câncer do país, mas com certeza é um dos caminhos para a sua diminuição, pois, com boas condições de vida, a vida criminosa deixa de ser a primeira opção de muitos jovens, como hoje é. continuar lendo

"Leniência com a criminalidade". São práticas e medidas demagógicas, paternalistas, dissimuladas, com as quais os nossos governantes alimentam um sistema perene e perverso, diante do qual uma realidade cultural tipicamente brasileira exibe uma conivência igualmente perversa. continuar lendo

A lei da física ação e reação, quanto mais usar a violência ou punição quem já e violento mais a violência aumentar, na guerra não a vencedores. Saber por quê, usam dos mesmo artificio usando apenas a violência onde só a morte e dor. Sendo assim os Estados Unidos era o País menos violento do mundo, e veja lei la funciona que é beleza, sem contar os erros judiciais que manda inocentes para cadeia. continuar lendo

Concordo totalmente e assino embaixo do que disse o Claudio de Oliveira.

O problema típico dos textos do LFG é seu esquerdismo ideológico, ainda que seja esquerdismo-não-marxista. Ele atribui a culpa da violência e da corrupção ao "capitalismo selvagem".
Tal divagação não encontra fundamento no mundo real, apenas no mundo imaginário de ideias filosóficas. A desigualdade é inerente ao ser humano. Todos querem se destacar em algo, se diferenciar, se sentir especial. Ninguém gosta da "mesmice", logo a diferenciação, além de ser natural, biológica, genotípica e fenotípica, é buscada pelas pessoas pelo atributo natural da liberdade. A desigualdade social surge naturalmente pela desigualdade biológica. Aqueles que pregam a igualdade são geralmente os que querem fazer parte dos desiguais: a elite iluminada que faz parte do Estado totalitário. continuar lendo

Caro Juarez Alencar:
Sim mais cadeia, mais polícia e leis mais duras. É isto que resolve a curto prazo.

Temos sim muitas leis. E todas brandas com a bandidagem. E cadeia no Brasil é hotel; o bandido sai na hora que quer.

Por isto temos a quarta população carcerária do mundo. O bandido tem todo o incentivo e facilidade para continuar bandido.

Quer um exemplo? No Brasil o menor de idade não pode ser responsabilizado pelo seus crimes, mas tem direito a visita íntima. Ou seja, na hora de responder pelo que faz, é considerado criança; na hora de ter direito a sexo, é considerado um adulto!

Quer outro? visita íntima em país sério é só para CASADOS e com bom comportamento. Aqui, qualquer preso tem direito; daí podem receber qualquer mulher, geralmente prostitutas, pagas com dinheiro de crimes como os golpes de sequestro que eles aplicam pelos celulares que usam na cadeia.

Quer mais um? O indulto de natal, este absurdo que só existe por aqui, em que o bandido tem férias de sua pena e pode sair para cometer os crimes que quiser. Não existe análise nenhuma se o preso merece sair ou não. Solta e pronto, se quiser o bandido volta.

Tem que parar este papinho de sociólogo. O Nordeste Brasileiro teve um incremento na renda média e oque aconteceu? A violência explodiu! Já o Sudeste vem aplicando a receita de mais polícia e mais cadeia e a criminalidade vem diminuindo.

Como se explica isto?! continuar lendo

A Justiça é consciência, não a consciência pessoal, mas a consciência da humanidade como um todo.

A cultura do colonialismo desvia desta verdade.

Um policial soma o valor que carrega no corpo. Só vivem com o celular no ouvido. Quem paga esta conta também?

Copie e cole o link na janela para entender o que digo.

http://www.afrodescendente.net.br/pdf/exmo_juiz.pdf continuar lendo

Concordo com o Juarez.

Bom, se a solução fosse mais cadeias, todos os presidiários do Brasil já estariam plenamente 'recuperados', não? Q absurdo, achar q o q resolverá a violência é mais cadeia, polícia, repressão. Isso só pode ter vindo de cabeças torpes e burguesas, incapazes de olhar um pouco mais além do q o seu pp umbigo! Os presídios são a nata da violência! Assim como eram os manicômios - livra-se do incômodo e estará tudo resolvido? Quanta ingenuidade (ou será burrice, de fato, preguiça, comodismo?). Antigamente, muito antigamente, os 'desajustados' à sociedade eram considerados como loucos e levados pra fora do lugar, expulsos (Michael Foucault - Historia da Loucura: a Nau dos Loucos). É assim q vcs aqui pretendem 'resolver' a questão da violência??? Quem é o louco aqui?
Igualdade é um termo muito amplo, q se aplica a vários aspectos da vida humana - social, econômica, de oportunidades, de educação, saúde, saneamento básico, direito ao lazer PÚBLICO, direito à terra.
Leis mais duras NUNCA foram solução pra NADA.
Quem aqui se manifestou contra este artigo está mais próximo de Hitler, Mussolini, Stalin, Ditadura Militar nos países latino-americanos, oferecendo opções fascistas, conservadoras, alienadas das questões q envolvem o verdadeiro olhar (sem pieguismo) aos problemas q o Brasil enfrenta desde 1500! continuar lendo

Concordo e cada vez mais acho que este senhor está fazendo apenas discurso politico, sabe-se lá com que interesses. continuar lendo

Prezado,

Qual tipo de desigualdade se faz um criminoso? Nosso maior exemplo de banditismo vem da parte de cima (Políticos, juristas, empresários e alguns religiosos) Vivenciamos o capitalismo selvagem e através de uma mudança na formação cultural e educacional (Leia-se MEC) l.Apesar da grande maioria trabalhadora, existe o tráfico de drogas, armas, roubo, assalto a mão armada e, uma série de problemas que nenhum grupo seja político ou juristas querem mudança em nosso país.Em 1980, ouvi um comentário do Médico cientista Elsimar Coutinho, que se não houver um rigoroso controle de natalidade no Brasil, haveria uma guerra civil declarada.Agora eu pergunto: Existe algum Padre, Pastor, Espírita entre outras correntes religiosas, que apoiam um programa desse? Será necessário uma política pública para quem estuda e trabalha.Pena de morte pra crimes hediondos e colarinho branco. continuar lendo

Claudio, concordo com o seu ponto de vista de trazer a responsabilidade para o estado, mas como você mesmo disse, vivemos de assistencialismo: dependemos do governo para resolvermos praticamente tudo, desde as desinteligências familiares até a nossa existência. Se dependermos do estado para tudo, essa bolha estatal que demanda cada ano de mais pessoas para ocuparem cargos públicos nunca vai parar de inflar e nos tornaremos uma indústria assistencialista que terá como único objetivo a manutenção de todos esses serviços (a "atividade-fim" do Brasil já é arrecadar impostos).

Falta muita livre iniciativa, a começar pelo cidadão que quer empreender e encara uma série de barreiras. O texto fala basicamente disso: a igualdade vem com oportunidades iguais; na maioria dos casos, só conseguem ascensão econômica quem (1) ganha a vida à margem da sociedade; (2) já nasce rico ou; (3) quem aproveita-se das mazelas da sociedade para ganhar de seu usufruto.

Outra coisa: quantidade não é qualidade; mais PM's despreparados, mais presídios que serão superlotados e mais leis redundantes não resolverão os problemas criminais do país. Temos realmente que exigir revolução em tudo, temos que mostrar 0% de satisfação em qualquer indicador de pesquisa que existir nesse país, temos que ser exigentes e parar de "mendigar" direitos adquiridos!

Infelizmente, olhar para o espelho e encarar a realidade que "somos violentos" (não concordo) não vai trazer a paz. Cultura, na minha visão, não se muda, mas se transforma ao longo das gerações; as características que não temos agora, dificilmente reverteremos com alguma medida. Isso é muito a longo prazo, mas que já devemos começar. A China tem diversos problemas culturais: a política do "filho único", de incentivar as famílias a terem filhos homens, a repressão da mídia. Daqui a alguns anos não tenho dúvidas, eles irão sofrer com problemas de mão de obra devido população idosa e estagnada. continuar lendo

Está errado pelo seu princípio meu amigo, na China e na Índia há mais IGUALDADE do que no Brasil, basta pesquisar o índice GINI desses países. continuar lendo

E esse é um dos maiores problemas culturais do Brasil, grande parte da população não prendeu a embasar suas ideias em fatos ou em números, mas a discutir a partir de suposições ou idealismos. Essa é uma grande falha educacional. continuar lendo

- Reacionário e caretão! continuar lendo

OIá Claudio@osf.adv.br de Oliveira

Eu vim comentar este texto, mas, lendo seu comentário, bem! Só vou clicar em Ler mais.

Você economizou-me o tempo de escrita.
Estamos em sintonia e em acordo! continuar lendo

Que contradição!
Aponta a pobreza como a causa da criminalidade, acusando o político rico de criminoso corrupto.
Ou seja, traça o perfil do criminoso colocando simultaneamente todos os brasileiros de forma simplista no mesmo balaio, menos a classe do educador.
Se fosse a desigualdade social a causa do crime, países árabes, por exemplo, onde a renda se concentra nas mãos de pequenos grupos poderosos, estariam perdidos.
Nos países africanos, onde prevalecem a miséria e a falta de estrutura educacional , só haveria bandido. continuar lendo

Fui aluno do Doutor Luiz Flávio Gomes. E nunca concordei com seus posicionamentos. igualdade entre as pessoas é utopia. Igualdade não existe entre seres humanos. Somos diferentes e sempre haverá os que se destacam. O que todos deveriam receber é educação, saúde e segurança pública. E isso não é igualdade. É justiça social. O que provoca a criminalidade é a falta de valores, como família (homem, mulher e filhos), temor a Deus, respeito ao próximo. Isso não tem nada a ver com igualdade. Nosso povo, em grande parcela, é violento e corrupto. Os políticos são apenas um reflexo. O Brasil é um país decadente pela falta de valores básicos, não por falta de igualdade, que nunca existiu e nunca existirá. continuar lendo

Amigo desigualdade social pode ser medida,violência pode ser medida,se a falta de valores gera os dois é uma questão a ser discutida.Mas é fato onde existe mais desigualdade, existe mais violência. continuar lendo

Lógico que as pessoas não são iguais e que sempre haverá os que se destacam. LFG não está negando isso. O problema de ultra-liberais é acharem que as desigualdades sociais possuem a mesma origem que as desigualdades inatas próprias do ser humano.
Só exemplificando: duas crianças crescem na classe média com famílias estruturadas e ótimas condições de educação e cultura.Uma tem um sucesso profissional enorme, a outra rala para sobreviver. Sim, isso é natural.
Agora pegue uma criança que cresce na favela, ela terá as mesmas condições de vencer na vida que aquelas que crescem num leito familiar estruturado?
Distribuição de renda é uma questão estrutural, e não idiossincrática. continuar lendo

Pena que você não foi meu aluno na USP. Com todo certeza estaríamos de acordo. continuar lendo

A questão da igualdade é em relação as mesmas oportunidades, mesma qualidade do ensino, da saúde e tudo o mais. Se temos um governo que nos proporcione oportunidades iguais, o resto é por nossa conta, aí vai da disposição e vontade de cada um. Isso seria uma sociedade mais igualitária, coisa que no Brasil é realmente utópico. continuar lendo

Concordo com a parte que se refere a igualdade como utopia. continuar lendo

Para algumas pessoas a estatística é uma forma de torturar os números até que eles digam a "verdade".

Na comparação entre características dos países escandinavos com os "capitalistas selvagens" não foram levados em consideração fatores importantes: densidade demográfica, extensão territorial, tamanho da população, grau de escolaridade médio da população,....

Não foi apresentada ainda uma relação de covariância entre a taxa de criminalidade e os parâmetros escolhidos pelo autor. Ou seja, suas argumentações não encontram bases estatísticas mínimas para se sustentar. A citação de índice GINI, e outras apenas traveste com ares de ciência o embuste ideológico.

Ele certamente conseguiria traçar uma regressão linear por ajuste de mínimos quadrados (obtendo R^2 baixo) e mostrar que o índice de violência aumenta com o tamanho da população, com o aumento do tamanho do país, com a diminuição do grau de escolaridade, com a diminuição da idade média da população,

Ou seja, focou na parte dos números que se encaixava em sua teoria com viés ideológico e ignorou o resto.

Para mim, assim como para Cristovam Buarque, a solução está na educação. continuar lendo

Prezado Rodrigo Silva

O que eu quis apontar é que o Professor selecionou aspectos que lhe interessavam e desconsiderou totalmente outros que podem ser tão ou mais determinantes para o fenômeno avaliado (violência).

Aspectos como índice de impunidade, taxa de corrupção, diversidade étnica não foram cogitados, por exemplo. Nível de escolaridade, taxa de desemprego e aspectos culturais passam longe da imaginação do autor.

No mais, suas observações são realizadas sobre uma amostra não representativa, pois os elementos (países) não foram selecionados de forma aleatória. Tão pouco se sabe a origem, a forma de mensuração e o intervalo de confiança dos índices GINI apresentados. continuar lendo

O que é Família? Desde o final da decada de 80 o proprio conceito de família vem se transformando, a família mudou. Deus sempre esta presente no subjetivo, até mesmo o pecado é algo conceitualmente e usualmente desprezado, nosso valores básicos nunca existiram nosso limiar norteador de fé não consegue ser tão plural a ponto de abranger a todos.
Até hoje a religião de matriz afro não são reconhecidas pela população e é constantemente estigmatizada.
Nossa missigenação e o tratamento como mulato e cafuso nos trouxeram a marginalização quanto povo e sobrevivemos sem isso muito bem o que nos torna ainda mais esquisofrenico, tanto que temos essa população numerosa e incompreensivel como um todo. Compreender é povo brasileiro é mergular em suas particularidades que nunca terá um traço comum.
E lhe dar com o capitalismo é uma questão que precisa ser pensada, e não se trata de sermos iguais. A questão é porque somos tão desiguais, e nesses termos concordo com Dr. LFG, quanto menos desigual a sociedade menos violenta ela se torna. Encarcerar é um recurso fácil que não surte mais efeito, o caminho é educar, distriguir renda e garantir a diginidade do ser humano. continuar lendo

concordo com você. continuar lendo

Discordo plenamente. Primeiro como assinalou o Sr. Cláudio de Oliveira o nosso problema nada mais é do que cultural, além do mais, essa visão do Luiz Flavio Gomes parece nada mais do que uma visão estritamente socialista e de esquerda caviar. Nos países escandinavos esse modelo funciona porque tudo é diferente da nossa cultura, do nosso modelo de governar
(lá existe mais educação e menos corrupção). Culpar o capitalismo é muito fácil para quem tem uma filosofia socialista. Então eu posso meter uma arma na cabeça do cidadão para tomar seu ipad porque não tenho condição de comprar e o capitalismo me instiga ?isso é fruto do capitalismo selvagem? Não ,não não faço isso nunca, porque tenho valores, mesmo sabendo que poderia não passar um dia sequer na cadeia, porque serei beneficiada por uma liberdade provisória, uma suspensão condicional da pena, etc,etc,etc, não vou fazer porque minha família e criação me ensinou que isso é errado. Acusar o capitalismo do USA de aumentar a criminalidade faz-me rir, se comparar a criminalidade americana com a nossa é de um extremo absurdo , fico surpresa do Luiz Flavio fazer essa comparação, gostaria realmente que ele me informasse o índice de sequestro relâmpago, de latrocínios nos USA. Além do mais, se olharmos para países não muito longe, aqui mesmo da America Latina que adota esse mesmo pensamento socialista e estão adotando essa cultura de mais governo, mais social, o que os dados revelam é um aumento extraordinário na pobreza e na criminalidade. Sinto muito. continuar lendo

As palavras do Prof. Luiz Flávio Gomes são bonitas e parecem fazer sentido. Eu até concordaria com elas se não fosse alguns poréns. Primeiro, distribuição de renda não implica em redução da violência. Vide 11 anos de programas distributivos do governo petista, com bolsa aqui e bolsa ali, mas a violência urbana vem assolando cada vez mais o país e só cresceu nesse período, chegando a níveis insuportáveis. Alguém explica? Ou a esquerda vai continuar escondendo essa realidade.
Isso nos leva à segunda conclusão: é improvável que se instale um processo de "escandinavização" no Brasil, seja hoje, seja no futuro. Nem os grandes países europeus, após décadas de políticas social-democráticas, estão conseguindo manter os níveis de bem-estar social e estabilidade econômica, principalmente após a crise. Mas esse rombo já vinha de antes. O Brasil compõe a realidade latino-americana, com tudo de bom e de ruim que isso signifique. Ou seja, o problema é de ordem histórico-cultural. Podemos minimizar a longo prazo, mas nunca chegaremos à tais patamares "escandinavos". Mesmo porque, países como Suécia, Holanda, Dinamarca, Bélgica etc, possuem território pequeno e povoamento idem, não tem explosão demográfica, o povo tem um regramento diferente de vida, a corrupção é apenas eventual, e a pobreza é mínima. continuar lendo

Caro Pedro, devo reconhecer que você foi invejavelmente claro em suas últimas sete linhas de seu comentário, linhas essas que me deixariam orgulhoso em poder ter escrito. Foi especialmente feliz em ter trazido à tona a condição geopolítica de nosso país, qual seja a de que estamos inseridos numa "realidade latino-americana", além de destacar o fator histórico-cultural que, sem dúvida, não poderia ser negligenciado. Penso que devemos percorrer tal caminho em nossas análises pertinentes à nossa realidade. A História sempre será uma coisa viva. continuar lendo

Não concordei com a sua palavra IMPROVÁVEL Pedro Ivo,pois bem,vejamos,a população do Japão (também populoso) é de 127,6 milhões (2012) e do Brasil 198,7 milhões (2012),e não há discussão da superioridade na maioria dos setores do Japão em relação ao Brasil (obs. :o Japão tem os melhores índices de educação do mundo,como sua economia).Portanto a questão de um país ser grande ou não,ter território grande ou pequeno,ou povoamento grande ou pequeno (no caso explosão demográfica) nada tem haver com uma tal "inferioridade" do Brasil em crescer por essa questão.O que há é falta de vontade do poder político,que em suas metas e objetivos para o social,nunca pensa em propostas sociais de LONGO PRAZO,pois como o investimento em educação (não só ela mais outras áreas,como exemplo a saúde) não vem do dia para noite,é um investimento que passa por várias etapas,com prazos de 5 anos ou mais,como aconteceu no Japão e em outros países populosos ou de grande território ou tanto pequeno.É claro,e é de simples pensamento que não haverá uma completa igualde,mais se continuarmos ao meu ver,não pensando que a parcela de culpa está na própria sociedade (em nós),no caso o poder da sociedade ao VOTO CONSCIENTE (pensando que para ocorrer tais mudanças,esperamos ações políticas democráticas,entanto dependemos deles,nossos políticos, queira ou não) que não é bem efetivado em sua maioria,o Brasil e seu papel tanto internacional (fora) como interno vai ficar sempre nas mãos de mesmas ideologias e não ira haver grandes mudanças socialmente como queremos.Pois pensa comigo,um exemplo,é fato e está em índices confiáveis,o Brasil tem riquezas tanto econômicas ou minerais de até 10.X vamos dizer lucro,outros países como o caso que comentei,o Japão,tem em média seus 3.X,e lá em uma prazo de mais ou menos 10 anos é considerado uma potência mundial,por que o Brasil com bem mais não consegue sair do que está hoje? ..Pense novamente comigo,há uma erro aí né meu amigo,alguma coisa está errada,o Brasil é um país rico economicamente,possui várias riquezas minerais e está onde está hoje? .Enfim,terminando aqui minha breve análise não é IMPROVÁVEL o Brasil crescer e ser superior,ele pode sim,pois o Brasil tem tudo para crescer porém fica sempre em dúvida o porquê ele não cresce socialmente.E voltando, para barrar a violência,e contê-la,não vendo-a mais como fato normal,investindo em educação (,ou seja,investindo na própria sociedade),A LONGO PRAZO veremos os prós e contras desse investimento (saindo do papel e sendo executado plenamente),mas se continuar não investindo seriamente na "população" os nossos poderes executivo e tantos outros (no qual o "grande brasil" como disse,possui 26 ESTADOS e um Distrito Federal justamente para melhorar as coordenações políticas do grande país) e toda sua influência não investe em prol da sociedade,pensando sempre em interesses próprios e de "grandes influências"(e você sabe bem do que estou falando) e um não criticar TOTAL DA SOCIEDADE, vejo que nunca haverá mudança,e acredito eu que sempre iremos barrar no "jeitinho brasileiro" e não sairemos da mesma.Finalmente se não há vontade de MUDANÇA não há um crescimento positivo,e é na perspectiva de erros e acertos nas tais mudanças que iremos evoluir,mas se não a mudança no caso do Brasil pensando sua evolução lá na frente, ficaremos sempre na mesmice de sempre e nesses mesmos diálogos negativos do nosso próprio país.

"UM PAÍS SEM ESCOLAS,OU SEJA,SEM CONHECIMENTO,NÃO CRESCE SOCIALMENTE"

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