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24 de Julho de 2024

Se o Brasil ainda fosse uma Monarquia, quem seria o Imperador?

há 8 anos

Com o Golpe militar que instituiu a República, em 15 de novembro de 1889, a família imperial brasileira foi exilada na Europa. Os herdeiros diretos do último imperador, D. Pedro II, os filhos dos príncipes imperiais, D. Isabel Leopoldina de Bragança e D. Luís Gastão d'Orléans, foram criados na França até a maioridade.

“Ouvimos bastante as pessoas falando que a Princesa Isabel libertou os escravos, mas eles continuaram jogados a própria sorte, sem eira nem beira, pois bem, isso ocorreu porque não houve tempo para uma possível indenização já que a família Imperial foi expulsa do país pelos ex-donos de escravos e meia dúzia de militares e positivistas mal intencionados já no ano seguinte.”

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Se o Brasil ainda fosse uma Monarquia quem seria o nosso Imperador

Como já não existia o título de Imperador do Brasil, foi instituído o título de chefe da Casa Imperial brasileira, criando o título de Sua Alteza Imperial e Real (S. A. I. R.). O segundo na linha sucessória detém o título de príncipe imperial do Brasil; caso este tenha filho, será o terceiro na linha, intitulado príncipe do Grão-Pará. Todos os restantes são denominados príncipes do Brasil, equivalente ao título de infante, de Portugal.

Pedro Henrique de Orléans e Bragança

A Princesa Isabel chefiou a casa após a morte de seu pai, o último imperador do Brasil, ela permanece na França até morrer sem nunca mais conseguir retornar ao Brasil em vida. Com a morte da Princesa Isabel em 1921 o título de chefe da casa imperial brasileira passará para seu neto Pedro Henrique de Orléans e Bragança com o falecimento do pai em 1920 (Luís Maria Filipe de Orléans e Bragança Herdeiro do trono e segundo filho da Princesa Isabel e do Conde D’Eu já que o primeiro renunciou os direitos para se casar) decorrente dos combates na primeira Guerra Mundial, tornando-se assim o Príncipe Imperial do Brasil em 14 de novembro de 1921, e com apenas 12 anos se torna o Chefe da Casa Imperial do Brasil, que a chefia até sua morte em 1981.

Se o Brasil ainda fosse uma Monarquia quem seria o nosso Imperador

Pedro Henrique de Orléans e Bragança

Uma curiosidade sobre Pedro Henrique é que durante o Golpe militar de 1964 os militares oferecem novamente o trono a Família Imperial, reconhecendo o fracasso da República no Brasil. Pedro Henrique recusa o convite alegando que não votariam a chefiar o Estado brasileiro por meio de golpe, afirma que não podem se valer da mesma forma que os tiraram do poder em 1889 e só retornariam por meio de aclamação popular.

Luís Gastão de Orléans e Bragança

Com a Morte de D. Pedro Henrique, o comando da casa imperial passa para seu filho mais velho D. Luiz de Orléans e Bragança, este seria o Imperador do Brasil hoje se ainda fossemos uma Monarquia, ele é o atual chefe da Casa Imperial e conta com o auxílio de seu irmão D. Bertrand segundo na linha sucessória nessa tarefa. D. Luiz de Orléans e Bragança nasceu na França e veio para o Brasil após a Segunda Guerra Mundial quando a lei de banimento já havia sido revogada, estudou em colégios tradicionais – como o carioca Colégio Santo Inácio, dos jesuítas – e mais tarde partiu para Paris, onde aperfeiçoou seu aprendizado de línguas. Fala fluentemente o português, o francês e o alemão e compreende o castelhano, o italiano e o inglês. Graduou-se em Química na Universidade de Munique, cursada de 1962 a 1967.

Hoje ele mora em uma casa alugada em São Paulo com seu Irmão D. Bertrand. A Casa Imperial e o Movimento Monarquista brasileiro contam com o apoio de vários seguidores espalhados pelo Brasil, inclusive no Congresso Nacional com o ilustre deputado federal Paulo Eduardo Martins. D. Luiz enfrenta problemas de saúde e por isso a maioria dos eventos monárquicos não conta com sua presença e sim com a presença de seus irmãos e sobrinhos. A Casa Imperial não recebe nenhum apoio governamental e se mantem por meios de doações de seus apoiadores.

Se o Brasil ainda fosse uma Monarquia quem seria o nosso Imperador

Luís Gastão de Orléans e Bragança atual chefe da Casa Imperial brasileira

Bertrand Maria José de Orléans e Bragança

Atualmente D. Bertrand é convidado para diversas cerimonias oficiais, principalmente militares em datas comemorativas para as forças armadas como um símbolo patriótico. É convidado também para dar entrevistas a imprensa sempre mostrando mais sobre a causa monárquica no país, recentemente tem sido chamado para dar entrevistas também na imprensa internacional e participou a pouco tempo do programa de entrevista da Mariana Godoy na Rede TV. D. Bertrand. Sempre marca presença nos protestos que ocorrem no Brasil, contanto com o apoio de outros colaboradores do Movimento Monárquico.

Se o Brasil ainda fosse uma Monarquia quem seria o nosso Imperador

Bertrand Maria José de Orléans e Bragança segundo na Sucessão

"Como brasileiros, temos o dever de reconstruir a nossa história destruída pelos que venceram"

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14 Comentários

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Caio Pereira
7 anos atrás

A história de nossa monarquia sempre sendo construída com caráter. continuar lendo

Se o Brasil voltasse a ser uma Monarquia muita coisa ia mudar para melhor,muito provavelmente a taxa de desemprego iria cair,A taxa de moradores em cituação de rua provavelmente também cairia drasticamente não averia mais eleição e sem eleição não teria como falsificar o resultado,O Brasil seria um país menos pobre (Não estou dizendo que nosso país é pobre,de maneira alguma muito pelo contrario,porem o país tem uma diferença de renda muito grande entre certas pessoas) e etc continuar lendo

Jussara Gomes PRO
1 mês atrás

Nunca foi falsificada a eleição no Brasil. continuar lendo

Roberto Panato
3 anos atrás

Aceito a volta da Monarquia Constitucional Parlamentarista desde que adote o modelo da Noruega. continuar lendo

Bruno Avila Valério
7 anos atrás

Sou um grande adepto à ideia da Monarquia Constitucional, em que pese minha tendencia ter origem no método da exclusão, sendo, pois, uma alternativa aos regimes que se demonstram incapazes de prosperar. Aliás, aqui aproveito para salientar que nossa bandeira republicana estampa um desejo utópico nas palavras "ordem e progresso".
No que toca a uma hipotética volta do regime Monárquico Constitucional ao Brasil, questiono a legitimidade da Casa Imperial vez que decaído foi o poder monárquico quando do golpe republicano. Ora, não estou me opondo pessoalmente à casa imperial, mas, como constitucionalista e antropólogo, dou minha visão científica no sentido de que aceitar o regime, não implica, por certo, aceitar também, o governante.
Desta forma, não só o regime deve ser aclamado, mas também o governante (e que Deus intervenha nesta aclamação), pois, vez que destituído o poder monárquico, deixou-se de manter a linha hereditária à um trono que deixou de existir. continuar lendo

Bom dia caro Bruno e obrigado por comentar, peço que leia outro artigo que publicamos aqui e talvez ele irá sanar ou não tais dúvidas http://monarquiaconstitucional.jusbrasil.com.br/artigos/358590785/o-brasilereal

Caso não seja suficiente poderemos então falar mais sobre essa questão relevante que o senhor levantou, abraço. continuar lendo