Página 84 da Judicial - JFRJ do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) de 6 de Maio de 2021

Por que esse conteúdo está aqui?
O Jusbrasil não cria, edita ou altera o conteúdo exibido. Replicamos somente informações que foram veiculadas pelos órgãos oficiais.Toda informação aqui divulgada é pública e pode ser encontrada, também, nos sites que publicam originalmente esses diários.

[5] Portaria PGFN n. 79, de 3 de fevereiro de 2014: "A PROCURADORA-GERAL DA FAZENDA NACIONAL, no uso da atribuição que lhe confere o art. 10, inciso I, do Decreto-Lei nº 147, de 3 de fevereiro de 1967, e dos incisos XIII e XVII do art. 72 do Regimento Interno da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, aprovado

pela Portaria nº 275, de 23 de junho de 2009, do Ministro de Estado da Fazenda, e com fundamento no art. 98 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991, resolve: Art. 1º O parcelamento do valor correspondente à

arrematação de bem em hasta pública nas execuções fiscais promovidas pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) obedecerá ao disposto nesta Portaria.Art. 2º Nas execuções fiscais promovidas pela PGFN, poderá o Procurador da Fazenda Nacional responsável pelo feito requerer ao Juiz que seja realizada hasta

pública, na qual será admitido ao arrematante o pagamento parcelado do valor da arrematação.§ 1º No

edital de leilão deverão constar todas as condições do parcelamento.§ 2º A concessão, administração e

controle do parcelamento deverão ser realizados pela unidade da PGFN responsável pela execução fiscal em que ocorreu a arrematação. Art. 3º O parcelamento observará a quantidade máxima de 60 (sessenta)

prestações iguais, mensais e sucessivas, no valor mínimo de R$ 500,00 (quinhentos reais) cada

uma.Parágrafo único. O valor de cada parcela, por ocasião do pagamento, será acrescido de juros

equivalentes à taxa referencial do Sistema Especial de Liquidação e Custódia (SELIC), acumulada

mensalmente, calculados a partir da data da arrematação até o mês anterior ao do pagamento, e de 1%

(um por cento) relativamente ao mês em que o pagamento estiver sendo efetuado. Art. 4º O parcelamento do valor da arrematação será limitado ao montante da dívida ativa objeto da execução.Parágrafo único. O

parcelamento da arrematação de bem cujo valor supere a dívida por ele garantida só será deferido quando o arrematante efetuar o depósito à vista da diferença, no ato da arrematação, para levantamento pelo

executado. Art. 5º Sendo o valor da arrematação suficiente para a quitação da dívida exequenda, o

Procurador da Fazenda Nacional responsável pela atuação nos autos deverá solicitar a extinção do processo de execução. Parágrafo único. A baixa da dívida nos sistemas da PGFN somente poderá ocorrer após a

expedição da carta de arrematação, sendo utilizado como referência o valor da dívida na data da

arrematação. Art. 6º Caso o valor da arrematação se mostre insuficiente para liquidar o débito em cobrança, a execução deverá prosseguir pelo saldo remanescente. Art. 7º Nas hastas públicas de bens imóveis, após

expedida a carta de arrematação para pagamento parcelado, será a mesma levada pelo arrematante ao

respectivo Cartório de Registro de Imóveis para averbação da hipoteca em favor da União. Art. 8º Nas

hastas públicas de bens móveis, após expedida a carta de arrematação para pagamento parcelado, será

constituído penhor do bem arrematado em favor da União, quando for o caso, o qual será registrado na

repartição competente mediante requerimento do arrematante. Parágrafo Único. Não será concedido o

parcelamento da arrematação de bens consumíveis. Art. 9º É vedada a concessão de parcelamento da

arrematação no caso de concurso de penhora com credor privilegiado. Art. 10. Tratando-se o bem

arrematado de veículo, o prazo máximo do parcelamento será de 04 (quatro) anos, em razão do disposto no art. 1.466 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil). Art. 11. Levada a efeito a

arrematação, o valor parcelado constituir-se-á débito do arrematante. § 1º O valor da primeira prestação

deverá ser depositado no ato de arrematação e será considerado como pagamento parcial, devendo o saldo ser dividido pelo número de meses restantes, nos termos do art. 3º da presente Portaria. § 2º Até a

expedição da carta de arrematação, o arrematante deverá continuar depositando, mensalmente, as parcelas que vierem a se vencer, mediante Documento de Depósitos Judiciais e Extrajudiciais (DJE), utilizando o

código de receita nº 4396. § 3º Os valores depositados por meio de DJE permanecerão à disposição do juízo até que seja expedida a carta de arrematação, quando então deve ser solicitada a transformação em

pagamento definitivo. § 4º Após a emissão da carta de arrematação, os valores deverão ser recolhidos por

meio de Documento de Arrecadação de Receitas Federais (DARF), utilizando o código de receita nº

7739. Art. 12. O parcelamento do valor da arrematação será formalizado mediante processo eletrônico, no

sistema E-processo, devendo constar no requerimento, cujo modelo consta do Anexo Único, o nome do

arrematante, sua inscrição no CPF/CNPJ, o endereço para correspondência, o número de prestações, a data da arrematação e o valor a ser parcelado, bem como a quantidade e o valor de prestações pagas a título de antecipação. § 1º O requerimento de parcelamento deve conter o comprovante de protocolo do registro

exigido nos termos dos arts. 7º e/ou 8º desta Portaria. § 2º No processo referente ao parcelamento da

arrematação devem constar, ainda, a identificação do executado, o montante da dívida quitada com a

indicação dos respectivos números das inscrições em dívida ativa, bem como as cópias da avaliação judicial do bem leiloado, do resultado da hasta pública e da carta de arrematação. Art. 13. Se o arrematante deixar de pagar no vencimento quaisquer das prestações mensais, o parcelamento será rescindido, vencendo-se

antecipadamente o saldo devedor, ao qual será acrescido o valor de 50% (cinquenta por cento), a título de multa de mora, conforme § 6º do art. 98 da Lei nº 8.212, de 24 de julho de 1991. Art. 14. Ocorrendo a

rescisão do parcelamento, o crédito será inscrito em dívida ativa e executado, se for o caso, indicando-se à penhora o imóvel hipotecado ou o bem móvel dado em garantia. § 1º A inscrição em dívida ativa do débito

decorrente do saldo remanescente do parcelamento não quitado será de responsabilidade da unidade da

PGFN correspondente ao domicílio do arrematante. § 2º A unidade da PGFN responsável pela administração do parcelamento da arrematação deverá, em caso de descumprimento das parcelas do acordo, encaminhar à unidade da PGFN do domicílio do arrematante, por meio do E-processo, o processo administrativo de

controle e acompanhamento do parcelamento da arrematação, instruído com todas as informações relativas