Página 243 da Suplemento - Seção II, 2ª Parte do Diário de Justiça do Estado de Goiás (DJGO) de 22 de Novembro de 2021

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mês, e que Rodrigo conheceu toda sua família, que foi morar com Rodrigo quando ele abriu o alojamento. Não conhece Eduardo Silva. O Rodrigo sempre colocava disciplina na turma. Que Rodrigo divulgou seu trabalho na televisão. Que o Eduardo Alexandre também pegava o celular do Rodrigo para jogar.

A primeira testemunha arrolada pela defesa , Rita Maria da Conceição Sousa Silva disse que “conhece o Rodrigo há 5 (cinco) anos. Que ele foi até a sua casa para pedir que o seu filho Wenderson jogasse futebol. Que na época ele tinha 10 (dez) anos e que treinou por 5 (cinco) anos com o Rodrigo. Que o filho chegou a morar na casa com o Rodrigo e já viajou várias vezes. Que o filho nunca comentou a cerca do comportamento com o Rodrigo. Que já conversou com o Rodrigo pelo Facebook e pelo Whatsapp.”

A segunda testemunha arrolada pela defesa , Ideoni Pereira da Cruz afirmou que “conhece o Rodrigo desde o ano de 1993 quando foi aluno dele. Que o comportamento do Rodrigo é normal e tem bom relacionamento com sua família. Que Rodrigo não tem esposa e filhos. Que nunca soube de assédio de Rodrigo na sua época e que seu filho já treinou com o Rodrigo e nunca comentou nada. Que o filho treinou por mais ou menos dois anos com o Rodrigo. Que Rodrigo lhe ajudou com chuteiras.”

A terceira testemunha arrolada pela defesa , Wilismar Luiz de Freitas afirmou que “conhece o Rodrigo há aproximadamente 20 (vinte) anos. Começou a jogar com o Rodrigo quando tinha 13 (treze) anos. Que tiveram uma amizade muito boa. Que dois de seus três filhos já jogaram com o Rodrigo. Que já conversou com o Rodrigo pelo facebook, e que o facebook é relacionado a Campineira.”

O acusado Rodrigo Gedda , interrogado em Juízo “negou a acusação que lhe é feita. Afirma que costumava entregar o celular para várias pessoas e por isso desconhece quem praticou o ato. Que desconhece Y.M.B e a Hellen Cristina, e que conhece as demais testemunhas. Que ficou surpreso com a prisão. Que deixava sua rede social sem senha e que as mães sempre ligavam no seu celular para conversar com os garotos. Que pode ter conversado com a vítima, mas nunca conversas pornográficas e de cunho sexual. Nunca usou facebook com nome de Eduardo Silva. Que Rodrigo Campineira era seu perfil que deixava aberto e que várias pessoas utilizavam. (...) que os depoimentos prestados na Delegacia não são verídicos. Que teve mais de 1.000 (mil) alunos, tendo formado profissionais.

Como se vê, os fatos descritos na denúncia estão sobejamente provados, diante a robusta e harmônica prova produzida tanto na fase inquisitorial quanto na judicial, através da prova testemunhal e demais documentos anexados aos autos.

Importante ressaltar que a vítima foi contundente em suas declarações, prestando um relato coeso e firme, corroborado, ademais, pelas declarações de sua genitora.

Por sua vez, interrogado em Juízo, o acusado negou, os fatos a ele imputados. Apenas alegando em sua defesa que deixava sua rede social sem senha de acesso e que costumava entregar o celular para várias pessoas, atribuindo, portanto, a conduta a terceiro, porém deixou de indicar quem de fato era o verdadeiro responsável pelo ato que lhe é imputado.

Aliás, como de conhecimento, a mera negativa de autoria não tem o condão de, isoladamente, arredar a responsabilidade penal, porquanto sabidamente não se pode exigir do denunciado a autoincriminação. No entanto, sua negativa foi frágil, porque desprovida de uma vertente crível de argumentação no sentido de se opor à imputação unânime e coerente, a partir dos relatos da vítima e demais provas dos autos.