Página 34 da Caderno Judicial do Tribunal de Justiça do Diário de Justiça do Estado do Mato Grosso (DJMT) de 21 de Janeiro de 2022

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Martins Souto); de ofício, readéquo a pena pecuniária para 50 (cinquenta) dias ­multa, à razão de 1/30 (um trigésimo) do salário mínimo vigente à época; DOU PARCIAL PROVIMENTO ao apelo da ASSISTENTE ELIZABETH DINIZ MARTINS SOUTO e NEGO PROVIMENTO ao apelo da assistente MARIA CECÍLIA DE MARCO ROCHA, mantendo­se os demais termos da sentença. No caso, ao apontar violação ao artigo 593, inciso III, alínea c, do Código de Processo Penal, sustenta a recorrente a necessidade de recrudescimento da pena fixada em razão da crueldade nos crimes perpetrados pelo recorrido José de Bonfim Alves de Santana Nesse contexto, observa­se que a matéria acima mencionada, além de ter sido discutida no aresto impugnado, o que impede a incidência das Súmulas 211 do STJ, 282 e 356, do STF, é exclusivamente de direito, porquanto não se pretende reexaminar fatos e provas, (não aplicação da Súmula 7 do STJ), não incidindo, também, no caso concreto, nenhuma outra súmula impeditiva. Desse modo, presentes as condições processuais necessárias, deve ser admitido o recurso especial interposto pela afronta legal supracitada. Ante o exposto, preenchidos os requisitos específicos de admissibilidade, admito o recurso especial com fundamento no art. 1.030, V, da Código de Processo Civil. Publique­se. Cumpra­se. Desembargadora MARIA APARECIDA RIBEIRO Vice­Presidente do Tribunal de Justiça

Intimação Classe: CNJ­50 APELAÇÃO CÍVEL

Processo Número: 1006625­12.2021.8.11.0003

Parte (s) Polo Ativo: JOSELINA WURIAREUDO (APELANTE)

Advogado (s) Polo Ativo: ALEX FERNANDES DA SILVA OAB ­ MS17429­A (ADVOGADO)

JOSIANE ALVARENGA NOGUEIRA OAB ­ MS17288­A (ADVOGADO)

Parte (s) Polo Passivo: BANCO BRADESCO S.A. (APELADO)

Advogado (s) Polo Passivo: NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES OAB ­ SP128341­S (ADVOGADO)

ESTADO DE MATO GROSSO PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA VICE PRESIDÊNCIA RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO NA APELAÇÃO CÍVEL N . 1006625­12.2021.8.11.0003 RECORRENTE: JOSELINA WURIAREUDO RECORRIDO: BANCO BRADESCO S.A. Vistos. Trata­se de recurso especial interposto por JOSELINA WURIAREUDO com fundamento no art. 105, III, alíneas a e c da Constituição Federal, contra o acórdão da Quarta Câmara de Direito Privado que, por unanimidade, desproveu o recurso, nos termos da seguinte ementa (id. 102162464): “RECURSO DE APELAÇÃO CÍVEL ­ AÇÃO ANULATÓRIA DE TARIFAS BANCÁRIAS C/C INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS – COBRANÇA DE TARIFA BANCÁRIA – ILEGALIDADE CONSTATADA ­ DANOS MORAIS – NÃO CONFIGURAÇÃO ­ RECURSO NÃO PROVIDO. Não basta a simples violação de preceitos do Código de Defesa do Consumidor para ensejar o cabimento da condenação em danos morais. A simples cobrança de encargos indevidos não configura o dano moral, porquanto, embora tal situação traga desconfortos e aborrecimentos ao consumidor, não é capaz de provocar abalo ao seu direito da personalidade”. (TJMT – Quarta Câmara de Direito Privado, RAC n. 0024524­43.2009.8.11.0041, Relator (a): SERLY MARCONDES ALVES, j. em 15/09/2021). Os embargos de declaração foram rejeitados conforme decisão de id. 106417497. A parte recorrente alega violação aos artigos 489 § 1º, II e IV , e 1.022, II, do Código de Processo, artigos 186 e 927 do Código Civil, artigos , VI, e 14 do Código de Defesa do Consumidor, além de divergência jurisprudencial, ao argumento de que houve desconto indevido de valores de seu benefício previdenciário, que possui caráter alimentar, restando incontroverso que houve falha na prestação serviço, o que configuraria a indenização aos danos morais. Recurso tempestivo (id. 109976487). Contrarrazões (id. 111409453). É o relatório. Decido. Da sistemática de recursos repetitivos. Não foi verificada a existência, no Superior Tribunal de Justiça, de tema que se relacione às questões discutidas neste recurso e, por consequência, não há aplicação da sistemática de recursos repetitivos, não incidindo, in casu, a previsão do artigo 1.030, I, b, II e III, do CPC. Passo ao exame dos demais pressupostos de admissibilidade. Deficiência de fundamentação ­ Súmula 284 do STF por analogia Na interposição do recurso especial, é necessário que as razões recursais sejam redigidas com fundamentações precisas, com identificação exata do suposto dispositivo legal violado, a controvérsia correspondente, bem como das circunstâncias de como ocorreu a afronta legal, conforme prevê a Súmula 284 do STF, por analogia. Assim, embora tenha alegado violação aos artigos 489, § 1º, II, e IV, e 1.022, II, do CPC, a parte recorrente não aponta de forma específica e individualizada a omissão do acórdão ou ausência de fundamentação da sentença, limitando­se a reproduzir o dispositivo legal supostamente violado, sem, no entanto, ter demonstrado de forma precisa e concreta a contrariedade alegada e como esta teria ocorrido, impossibilitando, consequentemente, a exata compreensão da matéria apresentada, o que caracteriza deficiência na fundamentação recursal e impõe a aplicação da Súmula 284/STF, o que conduz à inadmissão do recurso neste ponto. A propósito: “PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL.CONTRIBUIÇÃO AO PIS E COFINS. BASES DE CÁLCULO. TAXA SELIC.INCLUSÃO. TESE GENÉRICA. INADMISSIBILIDADE. 1. A alegação de violação dos arts. 489 e 1.022 do CPC /2015 deve estar acompanhada de causa de pedir suficiente à compreensão da controvérsia, com indicação precisa dos vícios de que padeceria o acórdão impugnado, sob pena de não conhecimento, à luz da Súmula 284 do STF. 2. (...). 4. Agravo interno não provido.(AgInt nos EDcl no REsp 1848930/SC, Rel. Ministro BENEDITO GONÇALVES, PRIMEIRA TURMA, julgado em 08/02/2021, DJe 11/02/2021)” (g.n.) Do reexame de matéria fática (Súmula 7 do STJ) Nos termos do artigo 105, III, da Constituição Federal, a competência do Superior Tribunal de Justiça cinge­se à aplicação e à uniformização da interpretação das leis federais, não sendo possível, pois, o exame de matéria fático­probatória, ex vi Súmula 7/STJ. A suposta violação aos artigos 186 e 927 do CC e 6º, VI, e 14 do CDC, está amparada na assertiva de que houve desconto indevido de valores do benefício previdenciário da parte recorrente, que possui caráter alimentar, restando incontroverso que houve falha na prestação serviço, o que configuraria a indenização aos danos morais. O acordão recorrido decidiu, in verbis: “ (...) Ao analisar a pretensão posta em julgamento, em cotejo com os argumentos lançados na peça defensiva e com arrimo no acervo documental colacionados aos autos, o magistrado singular julgou parcialmente procedentes os pedidos formulados, apenas para declarar a ilegalidade do desconto da tarifa denominada “Cesta Beneficiário 1”, bem como a inexigibilidade do débito oriundo do contrato mencionado, e condenar a parte requerida a devolver, na forma simples, os valores indevidamente descontados, julgando improcedente o pedido de danos morais. (...) A simples cobrança indevida, por si só, não é capaz de configurar dano moral indenizável, porquanto a simples falha da prestação de serviços não ultrapassa o mero aborrecimento diário, não tendo ocasionado maiores abalos ao direito da personalidade da parte autora (...) Todavia, não exime o consumidor de comprovar, além da existência de abalo considerável aos direitos à personalidade da vítima, que ultrapassam a razoabilidade, a demonstração do dano, em si, que constitui pressuposto do dever de indenizar, porquanto existência de responsabilidade civil sem dano, com exceção das hipóteses em que o dano é presumido (“in res ipsa”), pode resultar no enriquecimento sem causa, vedado pelo ordenamento jurídico. (...) Desse modo, não tendo ficado demonstrado que o infortúnio causado à autora, decorrente do defeito na prestação do serviço, foi além do mero aborrecimento diário, capaz de provocar abalo ao seu direito da personalidade, inviável a condenação nos danos morais.”. (id. 102162464) (g.n) No entanto, para rever o entendimento firmado no aresto recorrido sobre este ponto, é necessário o exame dos fatos e provas dos autos, o que atrai o óbice sumular acima mencionado, conforme preconiza o STJ: “AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. EMPRÉSTIMO BANCÁRIO. DESCONTO EM CONTA CORRENTE ONDE É DEPOSITADO SALÁRIO. LIMITAÇÃO EM 30% DOS VENCIMENTOS. AUSÊNCIA DE ATO ILÍCITO. REEXAME DE PROVAS. SÚMULA 7/STJ. 1. A jurisprudência desta Corte orienta que são lícitos os descontos em conta corrente autorizados para pagamento de prestações contratadas com a instituição financeira, sendo indevida a aplicação analógica do limite legal aos descontos relativos a empréstimo consignado e que, em princípio, não há dano moral ou repetição de indébito caso as instâncias ordinária tenham limitado os descontos. 2. Caso em que o Tribunal de origem entendeu não configurado ato ilícito passível de reparação. A reforma do acórdão recorrido, no ponto, requer incursão nos elementos fático­probatórios do processo, o que é inviável em recurso especial (Súmula 7 do Superior Tribunal de Justiça ­ STJ). 3. Agravo interno a que se nega provimento”. (AgInt no AREsp 1662754/DF, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 28/09/2020, DJe 01/10/2020). (g.n) Registre­se que está prejudicada a análise dos pressupostos de admissibilidade pertinentes à alínea c (art. 105, III, CF), diante da aplicação do verbete sumular 7 do STJ. A propósito: “TRIBUTÁRIO. PROCESSUAL CIVIL. PESSOA JURÍDICA. AUTOMÓVEL.PENHORABILIDADE DE BEM DECLARADA PELO TRIBUNAL DE ORIGEM. ATIVIDADE PROFISSIONAL. UTILIDADE OU NECESSIDADE. COMPROVAÇÃO. REEXAME DE FATOS E PROVAS. SÚMULA 7/STJ. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL PREJUDICADO. 1. (...). 2. O mesmo óbice imposto à admissão do recurso pela alínea a do permissivo constitucional ­ incidência das Súmulas 7/STJ e 282/STF ­ obsta a análise recursal pela alínea c, restando o dissídio jurisprudencial prejudicado. 3. Agravo interno não provido”. (AgInt no AgInt no AREsp 1447335/SP, Rel. Ministro SÉRGIO KUKINA, PRIMEIRA TURMA, julgado em 30/11/2020, DJe 03/12/2020). Dessa forma, sendo insuscetível de revisão o entendimento do órgão fracionário deste Tribunal por demandar o reexame do conjunto fático­probatório dos autos, vedada está a análise da referida questão pelo STJ, o que obsta a admissão recursal. Ante o exposto, nego seguimento ao recurso, com fundamento no artigo 1.030, V, do CPC. Publique­se. Cumpra­se. Desembargadora Maria Aparecida Ribeiro Vice­ Presidente do Tribunal de Justiça

Intimação Classe: CNJ­53 AGRAVO DE INSTRUMENTO

Processo Número: 1008321­92.2021.8.11.0000

Parte (s) Polo Ativo: BANCO DO BRASIL SA (AGRAVANTE)

Advogado (s) Polo Ativo: NELSON WILIANS FRATONI RODRIGUES OAB ­ SP128341­S (ADVOGADO)

Parte (s) Polo Passivo: JOAO ALVES DE SANTANA (AGRAVADO)

Advogado (s) Polo Passivo: EDEMILSON STADLER DOMINGUES DA SILVA OAB ­ PR62230 (ADVOGADO)

ESTADO DE MATO GROSSO PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA VICE PRESIDÊNCIA RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO NO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 1008321­92.2021.8.11.0000 RECORRENTE: BANCO DO BRASIL S.A. RECORRIDO: JOÃO ALVES SANTANA Vistos. Trata­se de recurso especial interposto por BANCO DO BRASIL S.A. com fundamento no art. 105, III, alínea a da Constituição Federal, contra acórdão proferido pela Primeira Câmara de Direito Privado que, por unanimidade, desproveu o