Página 5 do Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais (AL-MG) de 9 de Janeiro de 2019

A manifestação do eleitor mineiro procedida nas urnas demonstrou o desejo pela mudança de postura, de atitudes e principalmente pela busca do respeito, da ética e da seriedade com os recursos públicos.

Um amadurecimento político e democrático que permite reunir as condições necessárias para realizarmos uma nova forma de gestão e uma nova maneira de exercer a política.

Como muitos já sabem, sou formado em administração, trabalho desde os 11 anos de idade e sempre busquei o crescimento profissional e pessoal, meu e de quem esteve ao meu redor nesse caminho. Foi com esforço, dedicação e trabalho que consegui fazer o nosso grupo empresarial crescer ao longo desses anos, de modo que me permitisse, inclusive, sair de sua direção para aceitar o desafio de me dedicar ao bem comum através da política.

Nunca havia concorrido a um cargo público. Passar por uma campanha eleitoral nunca esteve nos meus planos de vida. Mas, após muita reflexão, aceitei o convite do Partido Novo para ser candidato ao governo de Minas Gerais, por entender que as pessoas de bem não podem se eximir da responsabilidade perante a sociedade em que se vive.

O espírito público deve ser exaltado. É esse espírito, independentemente de partido ou posição ideológica, que deve guiar os representantes do eleitor mineiro. É esse espírito público, da coletividade, que nos trouxe até aqui, senhores e senhoras.

E é com ele que os mineiros contam para sairmos do grave momento de crise que vivenciamos.

A situação do nosso Estado é de falência. A falta de austeridade dos últimos anos levou o governo de Minas a um ponto sem volta.

A previsão de déficit nas contas-correntes ultrapassa os R$30.000.000.000,00 em 2019. E, se nada for feito, passará de 100 bilhões nos próximos anos.

Neste momento temos, todos nós, a responsabilidade de assumir que serão as ações tomadas no presente que poderão garantir, ou não, o futuro de nossos filhos e de nossos netos. Por isso peço a todos, deputados e deputadas, com a devida deferência, que tenham consciência da gravidade da situação e reflitam a respeito, sempre que um projeto entrar em votação nesta Casa.

Somos 22 milhões de mineiros. Somos 853 municípios. Temos quase 600.000km2 de área total em 10 diferentes regiões de macroplanejamento, todas, sem exceção, com demandas históricas e urgentes.

Dialogar com transparência a fim de distinguir o que é importante daquilo que é fundamental para poder avançar e garantir um Estado que promova maior prosperidade e um melhor ambiente para quem trabalha e quer trabalhar serão desafios que teremos que vencer juntos, fato que não tem a ver com ideologias, mas com o pragmatismo de que, ou fazemos as mudanças necessárias, ou muito em breve a situação será ainda pior, para não dizer impraticável. Por isso, o único caminho que nos resta é o da ação.

Estamos em um ponto de virada em que Minas e os mineiros carecem de respeito e de responsabilidade. E será respeitando as leis, a liberdade, os recursos públicos e as pessoas que nosso Estado poderá ser novamente respeitado.

Precisaremos de paciência, persistência e principalmente de união. União em torno de um mesmo projeto. União de todas as forças, poderes e pessoas pelo futuro de nós, mineiros.

Este deve ser o ideal que nos unirá nos próximos anos.

Passaremos por tempos difíceis, em que reformas administrativas e fiscais terão de ser levadas adiante para que os servidores possam receber seus salários conforme determina a lei, o mais tardar até o quinto dia útil do mês seguinte; para que as prefeituras possam voltar a receber os valores que têm por direito; e para que possamos ter condições de investir no que devem ser as prioridades do Estado, que são: segurança, saúde, educação e infraestrutura.

Para isso, senhoras e senhores, deixo aqui o convite de assinarmos juntos um acordo tácito, pelo bem de Minas Gerais, pelo espírito público que nos une, pela forma republicana de se fazer política. Um "Pacto por Minas", com a união de todos os poderes -Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Executivo, imprensa, federações e entidades representativas de classes e da sociedade