Página 6 da Empresarial do Diário Oficial do Estado de São Paulo (DOSP) de 1 de Maio de 2019

… continuação

ceiras da Companhia referentes aos exercícios findos em 31/12/2018 e 2017 incluem a participação do percentual de 22,82% no COPER – Consórcio Operador da Rodovia Presidente Dutra, segregada por grupo de contas, conforme segue:

2018 2017

Ativo (Reapresentado)

Circulante

Caixa e equivalentes de caixa 251 2.152

Contas a receber – partes relacionadas 8.129 6.209

Impostos a recuperar – 175

Outros 89 24

Total do ativo circulante 8.469 8.560

Não circulante

Contas a receber – partes relacionadas 12.849 12.849

Outros 435 134

Passivo

Circulante

Fornecedores 3.877 4.395

Impostos e contribuições a recolher 468 361

Obrigações sociais e trabalhistas 550 645

Fornecedores – partes relacionadas 2.076 2.343 Resultado a distribuir às consorciadas 5.468 4.350

Cessão de direitos creditórios (*) 9.314 9.288

Total do passivo circulante 21.753 21.382

Não circulante

Provisão para riscos cíveis, trabalhistas e

tributários – 161 (*) Em 21/10/1998 foi celebrado um Contrato entre o COPER – Consórcio Operador da Rodovia Presidente Dutra e a PMOEL Recebíveis Ltda., com a interveniência da Concessionária da Rodovia Presidente Dutra S.A. de promessa de cessão de parte de suas receitas relativas ao período de março de 1999 a fevereiro de 2021, sendo 18% no período de 01/03/1999 a 28/02/2005 e 20% de 01/03/2005 a 28/02/2021. Este item refere-se à participação de 22,82% que a Companhia tem sobre o COPER – Consórcio Operador da Rodovia Presidente Dutra. Moeda funcional e moeda de apresentação: Estas demonstrações financeiras estão apresentadas em Reais que é a moeda funcional da Companhia. Todos os saldos foram arredondados para o milhar mais próximo, exceto quando indicado de outra forma. Uso de estimativas e julgamentos: A preparação das demonstrações financeiras, foram elaboradas de acordo com as práticas adotadas no Brasil, exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas. As estimativas e premissas são revisadas periodicamente pela Administração da Companhia, sendo as alterações reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. As informações sobre julgamentos críticos referentes às políticas contábeis adotadas e/ou incertezas sobre as premissas e estimativas relevantes, estão incluídas nas seguintes notas explicativas: Nota: 10 – Provisão para riscos cíveis, trabalhistas, previdenciários e tributários. 14 – Instrumentos financeiros mensurados ao valor justo. 3. Principais práticas contábeis – As práticas contábeis descritas a seguir têm sido aplicadas consistentemente para todos os exercícios apresentados nas demonstrações financeiras. a) Investimentos: Os investimentos da Companhia em entidades contabilizadas pelo método da equivalência patrimonial compreendem suas participações em controladas e empreendimentos controlados em conjunto (joint ventures). • Controladas: A Companhia controla uma entidade quando está exposto a, ou tem direito sobre, os retornos variáveis advindos de seu envolvimento com a entidade e tem a habilidade de afetar esses retornos exercendo seu poder sobre a entidade. As demonstrações financeiras de controladas são incluídas nas demonstrações financeiras a partir da data em que a Companhia obtiver o controle até a data em que o controle deixa de existir. • Controladas em conjunto. Para ser classificada como uma entidade controlada em conjunto, deve existir um acordo contratual que permite a Companhia controle compartilhado da entidade e dá a Companhia direito aos ativos líquidos da entidade controlada em conjunto, e não direito aos seus ativos e passivos específicos. Tais investimentos são reconhecidos inicialmente pelo custo, o qual inclui os gastos com a transação. Após o reconhecimento inicial, as demonstrações financeiras incluem a participação da Companhia no lucro ou prejuízo líquido do exercício e outros resultados abrangentes da investida até a data em que a influência significativa ou controle conjunto deixa de existir. b) Caixa e equivalentes de caixa: Abrangem saldos de caixa e investimentos financeiros com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração de valor. c) Instrumentos financeiros: A Companhia adotou inicialmente o CPC 48 a partir de 01/01/2018. O efeito da aplicação inicial do CPC 48 está descrito na letra l desta nota. • Classificação: A classificação e mensuração dos ativos e passivos financeiros refletem o modelo de negócios em que os ativos são administrados e suas características de fluxo de caixa. As duas principais categorias de classificação para ativos e passivos financeiros são mensuradas ao custo amortizado, e ao Valor Justo por meio do Resultado (VJR). Os ativos financeiros são classificados como mensurado ao custo amortizado se atenderem ambas as condições a seguir e se não forem designados como mensurados ao VJR: • São mantidos dentro de modelo de negócios cujo objetivo seja manter ativos financeiros com o fim de receber fluxos de caixa contratuais; e • Os termos contratuais dos ativos financeiros derem origem, em datas especificadas, a fluxos de caixa que constituam, exclusivamente, pagamentos de principal e juros sobre o valor do principal em aberto. Todos os ativos financeiros não classificados como mensurados ao custo amortizado, são classificados como ao VJR. Os passivos financeiros são classificados como ao custo amortizado ou VJR. Um passivo financeiro é classificado como mensurado ao VJR caso for classificado como mantido para negociação, ou for designado como tal no reconhecimento inicial. Outros passivos financeiros não classificados ao VJR, são mensurados pelo custo amortizado. No reconhecimento inicial, a Companhia pode designar de forma irrevogável como VJR, um ativo ou passivo financeiro que, de outra forma, atenda aos requisitos para ser mensurado ao custo amortizado, se isso eliminar ou reduzir significativamente um descasamento contábil que de outra forma surgiria. • Mensuração e desreconhecimento: Ativos financeiros mensurados ao custo amortizado: São reconhecidos incialmente na data da negociação, na qual a Companhia se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento e mensurados pelo valor justo, deduzidos de quaisquer custos de transação diretamente atribuíveis a eles. Após o reconhecimento inicial, são mensurados pelo custo amortizado utilizando o método dos juros efetivos. Os ativos financeiros sem um componente significativo de financiamento são mensurados inicialmente ao preço da operação. Para fins de avaliação dos fluxos de caixa contratuais, que tem como composição somente pagamento de principal e juros, o principal é definido como o valor justo do ativo financeiro no reconhecimento inicial e, os juros são definidos como: (i) uma contraprestação pelo valor do dinheiro no tempo; (ii) pelo risco de crédito associado ao valor principal em aberto durante um determinado período de tempo e; (iii) por outros riscos e custos básicos, como por exemplo, risco de liquidez e custos administrativos, assim como uma margem de lucro, se houver. A Companhia desreconhece um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando a Companhia transfere os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais sobre um ativo financeiro, em uma transação na qual, substancialmente, todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos ou na qual a Companhia nem transfere nem mantém substancialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro e também não retém o controle sobre o ativo financeiro. A receita de juros apurados na mensuração subsequente ou no desreconhecimento desses ativos financeiros são reconhecidos no resultado. Passivos financeiros mensurados ao custo amortizado. A Companhia reconhece inicialmente títulos de dívida emitidos, na data em que são originados. Todos os outros passivos financeiros mensurados ao custo ao amortizado são reconhecidos inicialmente na data de negociação, na qual se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. São mensurados inicialmente pelo valor justo, deduzidos de quaisquer custos de transação diretamente atribuíveis a eles. Após o reconhecimento inicial, são mensurados pelo custo amortizado utilizando o método dos juros efetivos. A Companhia baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retiradas, canceladas ou liquidadas. A Companhia desreconhece um passivo financeiro quando os termos são modificados e os fluxos de caixa do passivo modificado são substancialmente diferentes, caso em que um novo passivo financeiro baseado nos termos modificados é reconhecido a valor justo. A diferença entre o valor justo entre o novo passivo financeiro e a baixa do anterior, modificado, é reconhecida no resultado. A despesa de

Soares Penido Concessões S.A.

juros apurados na mensuração subsequente ou no desreconhecimento justo menos custos para vender. O valor em uso é baseado em fluxos de desses passivos financeiros são reconhecidos no resultado. Ativos e caixa futuros estimados, descontados a valor presente usando uma taxa de passivos financeiros mensurados pelo VJR. Ativos ou passivos financeiros desconto antes dos impostos que reflita as avaliações atuais de mercado do são classificados pelo VJR caso tenham sido classificados como tal no valor do dinheiro no tempo e os riscos específicos do ativo. Quanto aos momento do reconhecimento inicial. Os custos de transação, bem como a demais ativos, as perdas de valor recuperável reconhecidas em períodos mensuração posterior do valor justo, após o reconhecimento inicial, são

anteriores são avaliadas a cada data de apresentação para quaisquer reconhecidos no resultado. Compensação: Os ativos ou passivos financeiros

indicações de que a perda tenha aumentado, diminuído ou não mais exista.

são compensados e o valor líquido apresentado no balanço patrimonial

Uma perda de valor é revertida caso tenha havido uma mudança nas quando, e somente quando, a Companhia tenha atualmente um direito

estimativas usadas para determinar o valor recuperável, somente na legalmente executável de compensar os valores e tenha a intenção de

condição em que o valor contábil do ativo não exceda o valor contábil que

liquidá-los em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o passivo

teria sido apurado, líquido de depreciação ou amortização, caso a perda de

simultaneamente. Capital social – ações ordinárias: Ações ordinárias são

valor não tivesse sido reconhecida. f) Provisões: Uma provisão é classificadas como patrimônio líquido. Custos adicionais diretamente

reconhecida no balanço patrimonial quando a Companhia possui uma

atribuíveis à emissão de ações são reconhecidos como dedução do

obrigação legal ou não formalizada constituída como resultado de um

patrimônio líquido, líquido de quaisquer efeitos tributários. d) Ativos

evento passado, que possa ser estimada de maneira confiável, e é provável

intangíveis: A Companhia possui ágio resultante da aquisição de

que um recurso econômico seja requerido para saldar a obrigação. g)

participação em consórcio que está fundamentado na expectativa de

Apuração do resultado: Os resultados das operações são apurados em

rentabilidade futura e incluído nos ativos intangíveis deduzidos, quando

conformidade com o regime contábil de competência do exercício. h)

aplicável, das perdas por redução ao valor recuperável. O ativo intangível

Receitas de serviços: As receitas operacionais são reconhecidas quando

possui vida útil definida e tem seu valor recuperável testado no mínimo

da prestação dos serviços. Uma receita não é reconhecida se há incerteza

anualmente, ou em períodos menores, caso haja indicadores de perda de

significativa na sua realização. i) Receitas e despesas financeiras:

valor. e) Redução ao valor recuperável de ativos • Ativos financeiros não

Receitas financeiras compreendem basicamente os juros provenientes de derivativos: A Companhia reconhece provisões para perdas esperadas de

aplicações financeiras e as mudanças no valor justo de ativos financeiros, os crédito sobre ativos financeiros mensurados ao custo amortizado. As perdas

quais são registrados por meio do resultado do exercício e das variações de crédito esperadas para 12 meses são perdas de crédito que resultam de

monetárias sobre passivos financeiros. As despesas financeiras possíveis eventos de inadimplência dentro de 12 meses após a data do

compreendem basicamente os juros, as variações monetárias sobre balanço (ou em um período mais curto, caso a vida esperada do instrumento

passivos financeiros e as mudanças no valor justo de ativos financeiros seja menor do que 12 meses). O período máximo considerado na estimativa

mensurados ao valor justo por meio do resultado. j) Imposto de renda e de perda de crédito esperada é o período contratual máximo durante o qual

contribuição social: O imposto de renda e a contribuição social do a Companhia está exposta ao risco de crédito. Ao determinar se o risco de

exercício, correntes e diferidos, são calculados com base nas alíquotas de

crédito de um ativo financeiro aumentou significativamente desde o

15%, acrescida do adicional de 10% sobre o lucro tributável excedente a

reconhecimento inicial e ao estimar as perdas de crédito esperadas, a

R$240 (base anual), para imposto de renda e de 9% sobre o lucro tributável

Companhia considera informações razoáveis e passíveis de suporte que

para contribuição social sobre o lucro líquido, considerando a compensação

são relevantes e disponíveis sem custo ou esforço excessivo. Isso inclui

de prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social, limitada a 30% informações e análises quantitativas e qualitativas, com base na experiência

do lucro real. O imposto corrente e o imposto diferido são reconhecidos no histórica da Companhia, na avaliação de crédito e considerando informações

resultado a menos que estejam relacionados a itens reconhecidos

prospectivas (forward-looking). As perdas de crédito esperadas são

diretamente no patrimônio líquido. O imposto corrente é o imposto a pagar estimativas ponderadas pela probabilidade de perdas de crédito. Quando

ou a receber esperado sobre o lucro ou prejuízo tributável do exercício, às

aplicável, as perdas de crédito são mensuradas a valor presente, pela

taxas vigentes na data de apresentação das demonstrações financeiras e diferença entre os fluxos de caixa a receber devidos à Companhia de acordo

qualquer ajuste aos impostos a pagar em relação aos exercícios anteriores.

com o contrato e os fluxos de caixa que a Companhia espera receber. As

O imposto diferido não está sendo reconhecido no resultado, pois a perdas de crédito esperadas são descontadas pela taxa de juros efetiva do

Companhia encontra-se sem expectativa de rentabilidade futura. k)

ativo financeiro. O valor contábil bruto de um ativo financeiro é baixado

Resultado por ação: O resultado por ação básico é calculado através da

quando a Companhia não tem expectativa razoável de recuperar o ativo

divisão do resultado líquido do exercício pela média ponderada de ações em financeiro em sua totalidade ou em parte. No entanto, os ativos financeiros

circulação durante o exercício, A Companhia não possui instrumentos que

baixados podem ainda estar sujeitos à execução de crédito para o

poderiam potencialmente diluir o resultado básico por ação. l) Adoção cumprimento dos procedimentos da Companhia para a recuperação dos

inicial de normas e interpretações novas e revisadas: A Companhia valores devidos. A provisão para perdas para ativos financeiros mensurados

adotou inicialmente, a partir de 01/01/2018, a seguinte norma: • CPC 48 –

pelo custo amortizado é deduzida do valor contábil bruto dos ativos e

Instrumentos financeiros: Estabeleceu requerimentos para reconhecer e debitada no resultado. • Ativos não financeiros: Os valores contábeis dos

mensurar ativos e passivos financeiros e alguns contratos para comprar ou ativos não financeiros são revistos a cada data de apresentação para apurar

vender itens não financeiros. i. Classificação e mensuração de ativos e se há indicação de perda no valor recuperável e, caso seja constatado que

passivos financeiros Retém em grande parte os requerimentos existentes o ativo está impaired, um novo valor do ativo é determinado. A Companhia

no CPC 38 para a classificação e mensuração de passivos financeiros. No determina o valor em uso do ativo tendo como referência o valor presente

entanto, elimina as antigas categorias do CPC 38 para ativos financeiros:

das projeções dos fluxos de caixa esperados, com base nos orçamentos

aprovados pela Administração, na data da avaliação até a data final do prazo mantidos até o vencimento, empréstimos e recebíveis e disponíveis para de concessão, considerando taxas de descontos que reflitam os riscos venda. Sua adoção não teve efeito significativo nas políticas contábeis da específicos relacionados a cada unidade geradora de caixa. Uma perda por Companhia relacionadas a ativos financeiros, tendo em vista que em redução ao valor recuperável é reconhecida no resultado caso o valor 01/01/2018 a Companhia possuía apenas o montante de R$ 1 classificado contábil de um ativo exceda seu valor recuperável estimado. O valor como valor justo através do resultado, classificação está originada no CPC recuperável de um ativo é o maior entre o seu valor em uso e o seu valor 38 e mantida no CPC 48.

Classificação original de Nova classificação de Valor contábil original Novo valor contábil de

Ativos e Passivos financeiros acordo com o CPC 38 acordo com o CPC 48 de acordo com o CPC 38 acordo com o CPC 48

Valor justo através do

Caixa e bancos resultado

Valor justo através do

Aplicações Financeiras resultado

Contas a receber de clientes – partes

relacionadas Empréstimos e recebíveis

Dividendos a receber Empréstimos e recebíveis

Outras contas a receber Empréstimos e recebíveis

Dividendos a pagar Custo amortizado

Fornecedores Custo amortizado

Fornecedores e contas a pagar – partes

relacionadas Custo amortizado

Cessão de direitos creditórios Custo amortizado

ii. Impairment de ativos financeiros: Substitui o modelo de perda incorrida do CPC 38 por um modelo de perda de crédito esperada. O novo modelo de impairment aplica-se aos ativos financeiros mensurados pelo custo amortizado, ativos contratuais e instrumentos de dívida mensurados a valor justo através de outros resultados abrangentes. A aplicação do impairment de ativos financeiros com base nas perdas esperadas não resultou em uma provisão adicional nas informações financeiras da Companhia, no momento da adoção da nova norma. m) Novas normas e interpretações ainda não efetivas: i. Companhia é obrigada a adotar o CPC 06 (R2) – Arrendamentos, a partir de 01/01/2019. Não houve adoção antecipada desta norma. A Companhia e a Administração não preveem impactos nas Demonstrações Financeiras de 2019 ii. A Companhia está avaliando eventuais impactos das seguintes normas alteradas e interpretação emitida ainda não vigentes: - ICPC 22 Incerteza sobre tratamentos de tributos sobre o lucro. - Características de pré-pagamento com remuneração negativa. - Alterações nas referências à estrutura conceitual nas normas CPC. - CPC 11 contratos de seguros. 4. Gerenciamento de riscos financeiros – Visão geral: A Companhia apresenta exposição aos seguintes riscos advindos do uso de instrumentos financeiros: a) Risco de crédito; b) Risco de taxas de juros e inflação; e c) Risco de estrutura de capital (ou risco financeiro) e liquidez. A seguir estão apresentadas as informações sobre a exposição da Companhia a cada um dos riscos supramencionados e os objetivos, políticas e processos para a mensuração e gerenciamento de risco e capital. Divulgações quantitativas adicionais são incluídas ao longo destas demonstrações financeiras. a) Risco de crédito: Decorre da possibilidade de a Companhia sofrer perdas decorrentes de inadimplência de suas contrapartes ou de instituições financeiras depositárias de recursos ou de investimentos financeiros. Para mitigar esses riscos, adota-se como prática a análise das situações financeira e patrimonial das contrapartes, assim como a definição de limites de crédito e acompanhamento permanente das posições em aberto, que potencialmente sujeita a Companhia à concentração de risco de crédito. No que tange às instituições financeiras, somente são realizadas operações com instituições financeiras de baixo risco, avaliadas por agências de rating. b) Risco de taxas de juros e inflação: Decorre da possibilidade de sofrer redução nos ganhos ou perdas decorrentes de oscilações de taxas de juros incidentes sobre seus ativos e passivos financeiros. As taxas de juros nas aplicações financeiras são em sua maioria vinculadas à variação do CDI. Detalhamentos a esse respeito podem ser obtidos nas notas explicativas nº 6. c) Risco de estrutura de capital (ou risco financeiro) e liquidez: Decorre da escolha entre capital próprio (aportes de capital e retenção de lucros) e capital de terceiros que a Companhia faz para financiar suas operações. Para mitigar os riscos de liquidez e otimizar o custo médio ponderado do capital, são monitorados permanentemente os níveis de endividamento de acordo com os padrões de mercado. A Administração avalia que a Companhia goza de capacidade para manter a continuidade operacional dos negócios, em condições de normalidade. Informações sobre os vencimentos dos instrumentos financeiros passivos podem ser obtidas nas respectivas notas explicativas. O quadro seguinte apresenta os passivos financeiros não derivativos, por faixas de vencimento, correspondentes ao período remanescente no balanço patrimonial até a data contratual de vencimento:

5. Caixa e equivalente de caixa 2018 2017

Caixa e bancos 40 28

Aplicações financeiras 10.802 7.307

10.842 7.335

As aplicações financeiras foram remuneradas à taxa média de 99,20% do Certificado de Depósito Interbancário – CDI, equivalente a 6,35% ao ano (99,27% do CDI, equivalente a 9,82% ao ano, em média, em 31/12/2017) e são prontamente conversíveis em um montante conhecido de caixa e estão sujeitas a um insignificante risco de mudança de valor.

6. Impostos a recuperar – Refere-se a imposto de renda e contribuição social a recuperar. Os saldos estão segregados entre circulante e não circulante conforme expectativa de realização.

Valor justo através do

resultado 28 28

Valor justo através do

resultado 7.307 7.307

Custo amortizado 6.210 6.210

Custo amortizado 31.268 31.268

Custo amortizado 24 24

Custo amortizado (164.710) (164.710)

Custo amortizado (3.421) (3.421)

Custo amortizado (3.422) (3.422)

Custo amortizado (9.287) (9.287)

2018 2017

CSLL a Compensar 2.405 4.576

IRPJ a Compensar 1.117 2.674

COFINS Retido Fonte – 143

PIS Retido Fonte – 32

IRRF a Recuperar 12 15

3.534 7.440

Circulante 3.522 7.425

Não Circulante 12 15

7. Investimento e provisão para Patrimônio líquido negativo

2018 2017

Patrimônio líquido da investida 8.231.494 8.164.947

Participação 10,43% 10,43%

Investimento 858.452 851.604

Ágio (*) 573.233 573.233

Investimento – CCR S.A. 1.431.685 1.424.838

Patrimônio líquido da investida (2.479) (2.331)

Participação 23,28% 23,28%

Provisão para patrimônio líquido negativo – COR (577) (543) (*) Ágio – CCR S.A.

Ágio proveniente da incorporação de acervo líquido em exercícios anteriores da Serveng Civilsan S.A. Empresas Associadas de Engenharia (Serveng Civilsan), incorporação de acervo líquido da Aguilha Participações e Empreendimentos Ltda. (Aguilha) e Soares Penido Realizações e Empreendimentos Ltda. (SP Realizações). O ágio tem como fundamento econômico a expectativa de rentabilidade futura com base na projeção da capacidade de geração de lucros futuros desses investimentos. A Administração da Companhia mantém controles para avaliação da rentabilidade dos investimentos incorporados, os quais são revisados pelo menos anualmente, como forma de avaliar se os planos e prazos de recuperação mantêm-se de acordo com as expectativas.

Movimentação dos saldos CCR S.A. COR Total

Saldos em 31/12/2016 1.040.535 (350) 1.040.185

Resultado de equivalência patrimonial 186.813 (193) 186.620

Dividendos distribuídos (134.116) – (134.116)

Dividendos propostos (31.267) – (31.267)

Ajustes de avaliação patrimonial 4.796 – 4.796

Outros 358.077 – 358.077

Saldos em 31/12/2017 1.424.838 (543) 1.424.295

Resultado de equivalência patrimonial 80.988 282 81.270

Dividendos distribuídos (93.878) – (93.878)

Dividendos propostos – – –

Ajustes de avaliação patrimonial – reflexo 19.763 (316) 19.447

Outros (26) – (26)

Saldos em 31/12/2018 1.431.685 (577) 1.431.108

O investimento na controlada em conjunto CCR S.A., se valorizado a mercado com base na última cotação das ações na Bolsa de Valores do Estado de São Paulo em 31/12/2018, apresenta um valor de R$ 2.359.427 (R$3.402.210 em 31/12/2017). Informações resumidas dos investimentos:

2018 2017 CCR S.A. COR CCR S.A. COR

Quantidade de ações possuídas 210.663.128 50.000 210.663.128 50.000 Percentual de participação 10,43% 23,28% 10,43% 23,28% Caixa e equivalentes de caixa 1.267.097 159 2.835.226 400

Outros ativos 3.473.625 10.331 3.589.366 8.469

Ativo circulante 4.740.722 10.490 6.424.592 8.869

Ativo não circulante 26.075.276 1.959 24.187.616 3.282

Ativo 30.815.998 12.449 30.612.208 12.151

Passivos financeiros circulantes

(**) 2.988.921 97 3.587.963 802

Outros passivos 2.066.703 12.226 2.324.103 11.867

Passivo circulante 5.055.624 12.323 5.912.066 12.669

continua …