Página 21 da Industria e Comercio do DOERS (DOERS) de 14 de Junho de 2019

Publicado por DOERS
há 4 meses

As imobilizações em andamento estão representadas substancialmente por projetos de expansão e otimização das unidades industriais. Durante o exercício findo em 31 de dezembro de 2018 foram capitalizados juros incorridos sobre empréstimos que financiaram tais projetos, no montante de R$ 196 (R$133 em 31 de dezembro de 2017) na Controladora e R$286 (R$163 em 31 de dezembro de 2017) no Consolidado. 14. Empréstimos e financiamentos: As operações de empréstimos e financiamentos podem ser assim resumidas:

Taxa anual

Indexador média de Controladora Consolidado

juros (a.a) 2018 2017 2018 2017 Capital de giro:

eEm moeda

nacional Reais 12,78% 139.687 169.840 211.899 243.084 eEm moeda

estrangeira Dólar 7,76% 10.354 9.786 10.355 10.241 Adiant. contrato

Dólar/Euro 7,40%

de câmbio 85.047 70.047 97.887 80.069

Pré Pag. de

exportação Dólar 7,11% 526.108 527.153 526.108 527.153 Finimp Dólar 6,52% 3.716 4.312 9.288 10.777 Investimentos Reais 7,78% 2.047 3.093 30.727 14.252 Financiamento

contas a pagar Reais Selic 22.782 41.299

Duplicatas

descontadas 15,12% 24.107 19.054 80.607 44.659

Total 813.848 803.285 1.008.170 930.235

Circulante 311.934 220.658 453.368 290.733

Não Circulante 501.914 582.627 554.802 639.502 Trabalhista - diversas reclamatórias trabalhistas vinculadas em sua maioria a vários pleitos indenizatórios. Cíveis - A Companhia e suas controladas figuram como ré em causas cíveis objetivando desconstituir títulos de crédito e indenizações. Tributários - Os principais processos são os seguintes: a Companhia e sua controlada, Borrachas Vipal Nordeste S.A., figuram como rés em causas tributárias, cuja probabilidade de perda apontada pelos assessores jurídicos é possível, para as quais, portanto não foram constituídas provisão para litígios. Os principais processos se referem a utilização de precatórios alimentícios na compensação de ICMS a pagar glosa de créditos ICMS referente a operações intercompany originária de Estado incentivado; e créditos extemporâneos de PIS/COFINS, apurados sobre os exercícios de 2006 a 2010, relativos a aquisição de bens móveis e imóveis relacionados a sua operação.

17. Patrimônio líquido: a) Capital social :O capital social está representado por 331.684 em 31 de dezembro de 2018 (309.500 em 31/12/2017), ações ordinárias nominativas, sem valor nominal, pertencentes em sua totalidade a acionistas domiciliados no País. Em 11 de julho de 2018 foi aprovado, em assembleia geral extraordinária, aumento do capital social, no valor de R$76.049 com a emissão de 22.184 ações ordinárias, nominativas e sem valor nominal. Foi aprovado aumento de capital, com a capitalização de reservas, no valor de R$168.247, sendo R$ 156.807 de reserva especial e R$11.440 de reserva legal. Neste mesmo mês, em assembleia geral extraordinária realizada em 25 de julho de 2018, foi aprovada a redução do capital social da Companhia, para os atuais R$57.894, por mostrar-se excessivo, através de reembolso aos acionistas de participação societária na controlada em conjunto Fate S.A.I.C.I. (Nota 9) e R$10 em espécie aos acionistas minoritários. b) Reservas de lucros: Reserva legal - É constituída à razão de 5% do lucro líquido apurado em cada exercício social nos termos do art. 193 da Lei nº 6.404/76, até o limite de 20% do capital As garantias vinculadas aos financiamentos e empréstimos são as

social. Reserva especial - Constituída de acordo com o estatuto e tem por

seguintes: a) alienação fiduciária de máquinas e equipamentos adquiridos; finalidade a formação de reserva especial para assegurar recursos para b) terreno; c) garantia fidejussória prestada por fiança e aval da controladora

financiar aplicações adicionais de capital fixo e circulante e expansão das da Companhia; d) garantia prestada por aval pela controlada Borrachas

atividades sociais da Companhia e suas controladas. Lucro a distribuir -Vipal Nordeste S.A; e) aplicação financeira, alienação fiduciária de

Montante remanescente de lucros retidos é objeto de proposta da duplicatas, hipotecas, alienação fiduciária de imóveis. A Companhia possui

administração da Companhia para futura distribuição. c) Outros resultados

contratos de empréstimos que preveem o cumprimento de cláusulas

abrangentes: Custo atribuído - ativo imobilizado - A Companhia restritivas (“covenants”), relativamente à relação dívida líquida versus

reconhece nesta rubrica o saldo de reserva de reavaliações de ativos EBITDA e de CAPEX versus Ativo não circulante, junto às instituições

permanentes efetuada em anos anteriores e o novo saldo do custo financeiras que firmaram o contrato global de reperfilamento de dívida, em

atribuído (deemed cost) registrado, líquidos dos efeitos tributários, próprio e julho de 2016, além de outras cláusulas restritivas em contratos com outras

de controladas e coligadas de forma reflexa. Esses efeitos são revertidos instituições financeiras. Adicionalmente, desde o exercício social encerrado

para lucros acumulados na proporção em que os ativos são depreciados ou

em 31 de dezembro de 2011, a Companhia não pode pagar dividendos,

no caso de alienação ou baixa do ativo. Variação cambial de filial e calculados sobre os resultados auferidos, acima do mínimo previsto em seu

controladas no exterior - A Companhia reconhece nessa rubrica os estatuto (25%). A movimentação dos empréstimos e financiamentos está

efeitos da variação cambial sobre a filial e os investimentos em empresas demonstrada a seguir:

controladas e controladas em conjunto, domiciliadas no exterior. O efeito da Controladora Consolidado

variação cambial acumulada sobre os investimentos somente é transferida 2018 2017 2018 2017

Saldo no início do exercício 803.285 807.572 930.235 967.105 para o resultado do exercício no momento da ocorrência da alienação

desses investimentos. Efeito de aplicação do CPC 42 - Conforme descrito

Captações 250.131 579.894 673.608 809.293

Pagamentos (427.764) (656.185) (794.964) (930.163) na not2.3.3, o efeito da correção monetária por hiperinflação, das unidades

Juros incorridos 85.263 63.411 93.802 75.285 na Argentina, até o exercício de 2017, foi registrado no patrimônio líquido na Variação cambial 102.933 8.593 105.489 8.715 rubrica de “outros resultados abrangentes”. d) Dividendos: De acordo com Saldo no final do exercício 813.848 803.285 1.008.170 930.235

o estatuto social, o dividendo mínimo obrigatório é computado com base em

25% do lucro líquido remanescente do exercício, após constituições das

Os montantes registrados no passivo não circulante apresentam o

seguinte cronograma de vencimentos:

2018

Controladora Consolidado

2020 442.754 470.051

2021 46.171 53.422

2022 12.791 15.991

2023 164 3.114

Acima de 2023 34 12.224

501.914 554.802

15. Obrigações fiscais e sociais:

Controladora Consolidado 2018 2017 2018 2017 Encargos sociais sobre folha

de pagamento 7.369 3.724 10.255 5.660 Imposto sobre Circulação de

Mercadorias e Serviços 1.327 1.734 5.331 5.019 Contribuição p/Financiam. da

Seguridade Social 478 319 2.128 1.453 Parcelam. ordinário - débitos

Federais e Estaduais 121 121

Parcelamento PRT 1.295 9.005 2.181 16.586 Imposto de Renda 10.319 10.104 15.163 15.607 Contribuição Social 3.259 3.193 14.759 17.344 Imp. s/Prod. Industrializados 2.508 776 2.508 776

Imp. s/Valor Agregado 1.218 1.244

Outros 93 84 4.036 1.112

Total 26.648 29.060 57.579 64.922

Circulante 26.648 27.722 54.143 59.091 reservas previstas em lei.

2018 2017

Lucro líquido do exercício 47.948 87.739

Reserva legal (2.397) (4.387)

Depreciação de custo atribuído do ativo imobilizado 5.292 4.628

Base de cálculo dos dividendos 50.843 87.980

Dividendos mínimos obrigatórios - 25% 12.710 21.995 18. Receita operacional líquida: A receita líquida de vendas apresenta a seguinte composição:

Controladora Consolidado 2018 2017 2018 2017

Receita bruta de vendas 1.078.552 1.038.159 1.712.578 1.589.619 Devolução de vendas (4.363) (2.669) (5.845) (6.980) Impostos sobre a venda (206.025) (211.903) (326.389) (321.779) Receita operacional líquida 868.164 823.587 1.380.344 1.260.860 19. Despesas por natureza: A Companhia optou por apresentar a demonstração do resultado por função. Conforme requerido pelo CPC 26 - Apresentação das Demonstrações Contábeis, apresenta, a seguir, o detalhamento da demonstração do resultado por natureza:

Controladora Consolidado

2018 2017 2018 2017

Despesas por função

Custo dos prod. vendidos (668.667) (617.540) (950.015) (819.053) Despesas com vendas (99.785) (91.984) (161.416) (142.191) Desp. administr. e gerais (101.648) (86.633) (132.395) (115.107) Outras (desp.) receitas, líq. 71.727 4.148 67.733 4.568 Não Circulante 1.338 3.436 5.831 (798.373) (792.009) (1.176.093) (1.071.783)

Parcelamento ordinário - débitos Federais e Estaduais: O saldo dos Despesas por natureza

Depreciação e amortização (18.477) (18.763) (30.026) (30.741)

parcelamentos ordinários de débitos federais e estaduais estão compostos

Deprec. e amortiz. (hiperinflação) (41)

como segue:

Controladora Consolidado

Despesas com pessoal (148.380) (140.389) (229.742) (214.819) 2018 2017 2018 2017

Matéria prima e materiais

Principal 25.289 25.289 53.427 53.427

de uso e consumo (564.413) (519.961) (759.156) (616.846)

Juros 410 410 4.562 4.562 Fretes (31.060) (27.353) (53.062) (46.612)

Perda estimada em créditos

Multa 2.204 2.204 5.106 5.106

de liquidação duvidosa (427) 885 (2.579) (726)

Valor líq. incluído no parcelam. 27.903 27.903 63.095 63.095

Consultoria e assessoria (23.035) (13.149) (30.282) (16.395) Pagamento do parcelamento (9.278) (9.157) (13.876) (13.715)

Energia Elétrica (12.674) (12.557) (24.777) (23.401)

Reversão por inclusão no PRT (18.625) (18.625) (49.219) (49.259)

Bonificações em Produtos (7.400) (11.585) (14.444) (18.009) Parcelam. ordinário - débitos

Rec. por exclusão ICMS da base

Federais e Estaduais - 121 - 121

de cálc. de PIS e Cofins (nota 8) 75.491 - 75.491

Parcelamento PRT e PERT: Em março de 2017, a Companhia formalizou Efeito de aplicação do CPC 42

adesão ao Programa de Regularização Tributária - PRT editado pela MP (hiperinflação) (3.930) (6.279)

766/2017 e regulamentado pela IN 1687/2017. Este programa permitiu a Outras desp. operac., líquidas (64.068) (49.137) (101.196) (104.234)

(798.373) (792.009) (1.176.093) (1.071.783)

consolidação de débitos tributários federais e a compensação de 76% do

montante com créditos de prejuízos fiscais e base negativa de CSLL. A

20. Receitas e despesas financeiras: As receitas e despesas controladora utilizou R$48.544 de créditos de prejuízos fiscais de sua própria

financeiras incorridas nos exercícios findos em 31 de dezembro de 2018 e

operação e R$41.336 foi oriundo de créditos de outras empresas do grupo.

de 2017 foram como segue:

Segue composição dos montantes incluídos no PRT, conforme a origem:

Controladora Consolidado Controladora Consolidado

Receitas financeiras 2018 2017 2018 2017 Parcelamento ordinário -Juros recebidos de clientes 11.000 6.032 13.010 8.974

débitos Federais e Estaduais 18.625 49.259 Atualização monetária de

Reabertura de tributos compensados créditos tributários (nota 8) 38.688 38.688

(PERDCOMP's) Descontos recebidos 32 39 47 44

37.127 60.859

Rendimentos em aplic. financ. 583 1.100 3.981 5.345 Processos judiciais

8.145 8.145

Total dos débitos Reversão de avais de terceiros 1.647 1.647

63.897 118.263

Outras receitas financeiras 391 155 772 333

O saldo residual foi parcelado em 24 meses. A consolidação destes

50.694 8.973 56.498 16.343 débitos segue demonstrada nos quadros abaixo:

Despesas financeiras

Controladora Consolidado

Descontos concedidos (390) (24) (1.365) (1.011)

Valor principal 49.668 98.086

Juros sobre financiamentos (69.077) (69.518) (84.799) (84.465)

Multa 7.915 11.491 Variação cambial passiva (81.650) (5.064) (116.111) (8.581)

Avais de terceiros (419) (419)

Juros 10.437 12.809

Juros passivos (1.823) (496) (3.033) (1.992)

(-) Transferido para PERT (4.123) (4.123)

Despesas bancárias (2.654) (2.596) (3.985) (3.632) 63.897 118.263

Outras despesas financeiras (2.163) (1.038) (4.205) (-) Compensação c/prej.fiscal e base negativa CSLL (48.562) (89.880)

(156.013) (79.861) (210.750) (103.886)

Saldo - pagamento em 24 parcelas 15.335 28.383

(105.319) (70.888) (154.252) (87.543) A movimentação do parcelamento está demonstrada a seguir:

21. Imposto sobre o lucro: A conciliação entre a despesa tributária e o Controladora Consolidado

resultado da multiplicação do lucro contábil pela alíquota fiscal local nos 2018 2017 2018 2017

exercícios findos em 31 de dezembro de 2018 e 2017 está descrita a seguir:

Saldo no início do exercício 9.005 15.335 16.586 28.383

Controladora Consolidado

Pagamento do parcelamento (7.710) (6.330) (14.405) (11.797)

2018 2017 2018 2017

Saldo no final do exercício 1.295 9.005 2.181 16.586

Resultado antes dos impostos s/o lucro 32.370 87.195 50.442 107.058

Em outubro de 2017, a Companhia formalizou adesão ao Programa Especial

I.Renda e contribuição social (34%) (11.006) (29.646) (17.150) (36.400)

de Regularização Tributária (PERT) editado pela Lei 13.496/2017 e

- Resultado de equivalência patrimonial 23.085 43.012 151 1.878

regulamentado pela IN 1711/2017. Este programa permitiu a consolidação

- Tributos diferidos sobre prejuízo fiscal

de débitos tributários federais e a compensação de 95% do montante com

e base negativa não reconhecido (11.955) (10.280) (12.265)

créditos de prejuízos fiscais e base negativa de CSLL. A Companhia utilizou

- Utilização de prejuízos fiscais

R$2.952 de créditos de prejuízos fiscais de sua própria operação e R$14.037

de exercícios anteriores 472 472

de créditos de prejuízos fiscais oriundos de outra empresa do seu mesmo

- Incentivos fiscais 555 1.186 555 1.186

grupo empresarial. O saldo residual foi quitado integralmente dentro do

- Incentivos fiscais de controladas 31.481 35.455

exercício social de 2017. Os dois parcelamentos (PRT e PERT) se - Ajuste preço de transferência (452) (1.575) (531) (1.575) encontram em fase de homologação na Receita Federal. Não inclusão do - Ajuste inovação tecnológica 1.212 1.463 288

ICMS na base de cálculo do PIS e da COFINS - Em 15 de março de 2017, o - Juros s/ empréstimos não dedutíveis (11.526) (7.668) (11.526) (7.668)

- Multas não dedutíveis (1.135) 1.755 (1.161) 2.964

Supremo Tribunal Federal finalizou o julgamento, na sistemática de

repercussão geral, declarando inconstitucional a inclusão do ICMS na base - Receitas não tributáveis 16.618 16.618

- Outros (2.245) 5.435 (7.475) 2.665

de cálculo do PIS e da COFINS. Em 02 de outubro de 2017 o Supremo

15.578 544 2.617 (13.472)

Tribunal Federal publicou o acórdão de julgamento que definiu que o ICMS,

Imposto de renda e contribuição social

por não compor faturamento ou receita bruta das empresas, deve ser

- Corrente (311) 2.579 (16.528) (12.568)

excluído da base de cálculo do PIS e da COFINS. Com base nestas

- Diferido 15.889 (2.035) 19.145 (904)

decisões, em julho de 2017, a Companhia e sua controlada Borrachas Vipal

Alíquota efetiva -48,12% -0,62% -5,19% 12,58%

Nordeste S.A. ajuizaram pedido de tutela de evidência para que pudesse

Imposto de renda e contribuição social diferidos - O imposto de renda excluir de suas operações futuras o ICMS da base de cálculo do PIS e da

e contribuição social diferidos em 31 de dezembro refere-se a:

COFINS, obtendo o deferimento do pedido a partir da publicação da decisão,

passando assim, a excluir o ICMS da base de cálculo do PIS e da COFINS. Controladora Consolidado

16. Provisão para litígios: A Companhia é parte em processos judiciais

Ativo diferido 2018 2017 2018 2017

e administrativos perante vários tribunais e órgãos governamentais, Prejuízos fiscais de exercícios anteriores 795 1.238

oriundos no curso normal das operações, os quais envolvem questões Provisão para litígios 165 235 291 362

Prov. p/créditos de liquidação duvidosa 6.561 6.416 9.913 9.248

tributárias, trabalhistas e cíveis. A perda estimada foi provisionada no

Prov. p/participação nos lucros - 176 - 1.641

passivo não circulante, com base na opinião de seus assessores

Provisão para amortização de ágio - 11.828 - 11.828

jurídicos para os casos em que o desembolso financeiro é provável. O

Provisão para avais de terceiros 3.468 4.254 3.468 4.254

quadro a seguir demonstra os valores estimados do risco com perda

Provisão para juros PRT 58 209 58 209

provável, conforme opinião de nossos assessores jurídicos:

Provisão para comissões 59 9 59 9 Controladora Consolidado

Lucros a realizar em controladas 2.666 7.064 12.538 9.493

CívelTrabalhista Total Cível Trabalhista Total Provisão para fretes 402 306 595 462

Faturamento não embarcado 1.133 1.120 1.623 2.036

Saldos em 31/12/2017 3 688 691 8 1.056 1.064

Provisão para honorários jurídicos 829 844 1.153 1.134 Complementos

Outras provisões 1.389 992 1.903 1.386

e atualizações 96 122 218 141 209 350

Total ativo diferido 16.730 33.453 32.396 43.300

(-) Reversões (12) (413) (425) (12) (545) (557)

Passivo diferido

Saldos em 31/12/2018 87 397 484 137 720 857

Custo atribuído ativo imobilizado (35.486) (38.435) (36.416) (39.344)

O quadro a seguir demonstra os valores estimados de perda possível,

Capitalização de juros (1.911) (2.470) (3.774) (4.434)

conforme opinião de nossos assessores jurídicos, para os quais, Arrendamento mercantil (2.842) (3.058) (2.842) (3.058) portanto não foram constituídas provisão para litígios. Depreciação vida útil (5.900) (6.541) (43.383) (42.865)

Depreciação acelerada fiscal (5.086) (7.307)

Controladora Consolidado

Var. cambial - regime de competência (9.347) (33.778) (9.347) (33.781) 2018 2017 2018 2017

Efeito Hiperinflação - CPC 42 - - (2.746) -

Trabalhista 1.030 1.000 1.030 1.100

Total passivo diferido 55.486 (84.282) (103.594) (130.789)

Tributária 64.954 126.850 102.847 156.241

Ativo (passivo) diferido, líquido (38.756) (50.829) (71.198) (87.489)

Cível 5.568 1.132 10.882 6.432

Classificados no ativo não circulante - 795

71.552 128.982 114.759 163.773 Classificados no passivo não circulante 38.756 50.829 71.993 87.489 22. Objetivos e políticas para gestão de risco financeiro: A Companhia mantém operações com instrumentos financeiros. A Administração desses instrumentos é efetuada por meio de estratégias operacionais e controles internos visando assegurar liquidez, rentabilidade e segurança. A contratação de instrumentos financeiros com o objetivo de proteção é feita por meio de uma análise periódica da exposição ao risco que a Administração pretende cobrir. A Companhia não efetua aplicações de caráter especulativo, em derivativos ou quaisquer outros ativos de risco. Os resultados obtidos com estas operações estão condizentes com as políticas e estratégias definidas pela Administração da Companhia. A Companhia possui exposição a riscos associados à utilização de seus instrumentos financeiros, conforme descrito a seguir: Risco de crédito -Decorre da possibilidade de a Companhia sofrer perdas oriundas de inadimplência de suas contrapartes ou de instituições financeiras depositárias de recursos ou de investimentos financeiros. Para mitigar esses riscos, a Companhia adota como prática a análise das situações financeira e patrimonial de suas contrapartes, assim como a definição de limites de crédito e acompanhamento permanente das posições em aberto. No que tange às instituições financeiras, a Companhia somente realiza operações com instituições financeiras consideradas pela administração como de baixo risco. Para contas a receber por vendas a Companhia possui ainda provisão para devedores duvidosos, conforme mencionado na Nota 6. Risco de preço das mercadorias vendidas ou produzidas ou dos insumos adquiridos - Decorre da possibilidade de oscilação dos preços de mercado dos produtos comercializados ou produzidos pela Companhia e dos demais insumos utilizados no processo de produção. Essas oscilações de preços podem provocar alterações substanciais nas receitas e nos custos da Companhia. Para mitigar esses riscos, a Companhia monitora permanentemente os mercados locais e internacionais, buscando antecipar-se a movimentos de preços. Risco de taxa de câmbio - Decorre da possibilidade de oscilações das taxas de câmbio das moedas estrangeiras utilizadas pela Companhia para a aquisição de insumos, a venda de produtos e a contratação de instrumentos financeiros, principalmente do dólar norte-americano, que encerrou o ano de 2018 com a variação negativa de 17,13% (1,5% negativa em 2017). Além de valores a pagar e a receber em moedas estrangeiras, a Companhia tem fluxos operacionais de compras e vendas em outras moedas. A Companhia avalia permanentemente a contratação de operações de hedge para mitigar esses riscos. Abaixo está demonstrada a exposição cambial da Companhia para operações em moedas estrangeiras:

US$ mil

2018 2017

A. Ativos líquidos em dólares norte-americanos 39.675 39.842 B. Empréstimos/financiamentos em dólares

norte-americanos e euros (161.357) (184.794)

C. Déficit apurado (A+B) (121.682) (144.952)

Análise de sensibilidade de variações na moeda estrangeira - A tabela abaixo demonstra a sensibilidade a uma variação que possa ocorrer na taxa de câmbio do US$, mantendo-se todas as outras variáveis constantes, do lucro da Companhia antes da tributação (e do patrimônio líquido da Companhia). Também são considerados três cenários, sendo o cenário provável o adotado pela Companhia, mais dois cenários com deterioração de 25% e 50% da variável do risco considerado. Esses cenários foram definidos com base na expectativa da Administração para as variações da taxa de câmbio nas datas de vencimento dos respectivos contratos sujeitos a estes riscos.

Cenário

Operação Risco provável Cenário A Cenário B Taxa Alta do US$ 3,87 4,84 5,81

Saldo apurado (470.909) (588.941) (706.972)

Efeito no resultado - (118.032) (236.063)

Taxa Baixa do US$ 3,87 2,90 1,94

Saldo apurado (470.909) (352.878) (236.063)

Risco de estrutura de capital (ou risco financeiro) - Decorre da escolha entre capital próprio (aportes de capital e retenção de lucros) e capital de terceiros que a Companhia faz para financiar suas operações. Para mitigar os riscos de liquidez e a otimização do custo médio ponderado do capital, a Companhia monitora permanentemente os níveis de endividamento de acordo com os padrões de mercado. O passivo consolidado da Companhia para relação ajustada do capital ao final do exercício é apresentada a seguir:

2018 2017

Total do passivo 1.353.532 1.262.316

Menos: Caixa e equivalentes de caixa (23.573) (71.747)

Dívida líquida (A) 1.329.959 1.190.569

Total do patrimônio líquido (B) 232.990 463.694

Relação dívida líquida sobre patrimônio líquido (A/B) 5,71 2,57 Instrumentos financeiros e depósitos em bancos - O risco de crédito de saldos com bancos e instituições financeiras é administrado pela Tesouraria da Companhia de acordo com a política por esta estabelecida. Os recursos excedentes são investidos apenas em instituições financeiras autorizadas e aprovadas pela Diretoria Executiva objetivando minimizar a concentração de riscos e mitigar o prejuízo financeiro no caso de potencial falência de uma contraparte. Risco de liquidez - O risco de liquidez consiste na eventualidade da Companhia não dispor de recursos suficientes para cumprir com seus compromissos em função das diferentes moedas e prazos de liquidação de seus direitos e obrigações. O controle da liquidez e do fluxo de caixa da Companhia é monitorado diariamente pela tesouraria, de modo a garantir que a geração operacional de caixa e a captação prévia de recursos, quando necessária, sejam suficientes para a manutenção do seu cronograma de compromissos, não gerando riscos de liquidez para a Companhia. O quadro abaixo resume o perfil do vencimento do passivo financeiro do consolidado em 31 de dezembro de 2018 com base nos pagamentos contratuais não descontados.

Menos de 1 ano 1 a 5 anos Mais de 5 anos Total Empréstimos e financ. 453.368 542.579 12.223 1.008.170 Fornecedores 129.852 - - 129.852

583.220 542.579 12.223 1.138.022

Instrumentos financeiros derivativos - A Companhia e suas controladas não possuem em 31 de dezembro de 2018 e 2017 contratos de derivativos. A Companhia e suas controladas não efetuam aplicações de caráter especulativo em derivativos ou outros ativos de risco. Valor justo e classificação de instrumentos financeiros - Na avaliação do valor justo dos instrumentos financeiros, foram consideradas as seguintes premissas pela Administração da Companhia: Caixa e equivalentes de caixa: as aplicações financeiras possuem liquidez diária, com recompra considerando a remuneração prevista na curva de rendimento do instrumento e, desta forma, seu valor contábil reflete seu valor justo. Empréstimos e financiamentos: o valor justo dos empréstimos e financiamentos, que é determinado para fins de divulgação, é calculado baseando-se no valor presente do principal e fluxos de caixa futuros, descontados pela taxa de mercado dos juros apurados na data de apresentação das demonstrações contábeis. O valor justo dos instrumentos financeiros se aproxima do valor contábil. Hierarquia do valor justo - A Companhia usa a seguinte hierarquia para determinar e divulgar o valor justo de instrumentos financeiros pela técnica de avaliação: Nível 1: preços cotados (sem ajuste) nos mercados ativos para ativos ou passivos idênticos; Nível 2: outras técnicas para as quais todos os dados que tenham efeito significativo sobre o valor justo registrado sejam observáveis, direta ou indiretamente; e Nível 3: técnicas que usam dados que tenham efeito significativo no valor justo registrado que não sejam baseados em dados observáveis no mercado.

23. Subvenções governamentais: Desenvolve: - O governo do estado da Bahia, através da lei 7.980 de 12 de dezembro de 2001, instituiu o programa de desenvolvimento industrial e de integração econômica do estado da Bahia - DESENVOLVE, o qual concedeu o diferimento do lançamento e desconto do pagamento do imposto sobre operações relativas a circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação (ICMS), devido pela Borrachas Vipal Nordeste S.A. Os valores apurados a título de incentivo são registrados na rubrica de ICMS a recolher em contrapartida ao resultado, na rubrica deduções de vendas e impostos, e, posteriormente, são destinadas para reserva de lucros (reserva de incentivos fiscais) no patrimônio líquido, na controlada Borrachas Vipal Nordeste S.A. Em 2018 o montante total relativo a este incentivo, registrado no resultado do exercício, foi de R$45.366 (R$42.782 em 2017). Em 18 de dezembro de 2018 a controlada obteve a renovação do incentivo Desenvolve. A vigência do benefício se estenderá até dezembro de 2030. Lucro da exploração - Com fundamento no art. 32 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005, em 18 de agosto de 2009, a Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (SUDENE), de acordo com a competência que lhe foi atribuída pelo inciso XVII do art. do Decreto nº 8.276, de 27 de junho de 2014, aprovou o Laudo Constitutivo nº 0093/2009, concedendo o direito à redução de 75% do Imposto de Renda e adicionais não restituíveis à controlada Borrachas Vipal Nordeste S.A., calculado com base no Lucro da Exploração, concedendo um prazo de vigência de 10 anos, com início no ano calendário de 2009, com término previsto para o ano calendário 2018. Em 26 de dezembro de 2018 a controlada obteve a renovação do direito de redução de 75% do imposto de renda e adicionais calculado com base no lucro da exploração. A renovação é válida até dezembro de 2028. A controlada teve atendido o pedido de renovação pois cumpriu com a exigência do laudo anterior que foi a modernização total do empreendimento. Os valores apurados a título de incentivo estão registrados por competência no resultado do exercício, e, posteriormente, destinados para a conta de reserva de lucros (reserva de incentivo fiscal) no patrimônio líquido da controlada Borrachas Vipal Nordeste S.A. Em 2018, o montante total relativo a este incentivo registrado no resultado do exercício foi de R$15.422 (R$20.741 em 2017). Crédito presumido de IPI - O Governo Federal, através da Lei 12.218/10 concedeu o crédito presumido do IPI para empresas instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, do Brasil, com a finalidade de proporcionar o desenvolvimento destas regiões. O pré-requisito para enquadramento à possibilidade de apurar crédito presumido de IPI é a fabricação dos produtos determinados no § 1º, Art. da Lei 9.440/97, e a aplicação de no mínimo 10% do valor do benefício apurado, em investimento em pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica nas regiões. Este incentivo passou a ser aproveitado pela Borrachas Vipal Nordeste S.A. a partir do ano calendário de 2013 até o ano calendário de 2015, e os valores apurados foram registrados na rubrica de IPI a recuperar em contrapartida a resultado, na rubrica de outras receitas operacionais, nos respectivos exercícios. Incentivo de reinvestimento - Conforme o Art. 27 da Portaria 283/2013 do Ministério de Integração Nacional as pessoas jurídicas com empreendimentos em operação nas áreas da SUDENE possuem benefício para reinvestimento de 30% do imposto de renda devido em projetos de modernização ou complementação de equipamento, até o ano de 2018. Em 2018, o montante total relativo a este incentivo registrado no resultado do exercício foi de R$1.389 (R$1.147 em 2017).

24. Cobertura de seguros: A Companhia e suas controladas, com base na avaliação de seus consultores, mantêm coberturas de seguros por montantes considerados pela administração como suficientes para cobrir riscos sobre seus ativos próprios, alugados e de responsabilidade civil.

Período de vigência

Limite

Risco De Até Máximo

Incêndio e riscos diversos 31/07/2018 31/07/2019 166.700

Lucros cessantes 31/07/2018 31/07/2019 39.705

25. Eventos subsequentes: Exclusão do ICMS do faturamento da base de cálculo do PIS/COFINS - A controlada Borrachas Vipal Nordeste S.A. ajuizou Mandado de Segurança, em 30 de setembro de 2014, objetivando a declaração de seu direito de excluir o ICMS da base de cálculo das contribuições do PIS e da COFINS. A controlada obteve ganho de causa no TRF da 1º. Região, cuja decisão transitou em julgado ao final do exercício de 2018, tendo a Companhia tomado ciência no início do ano de 2019, garantindo o direito ao crédito tributário a partir de setembro de 2009. Em 03 de abril de 2019, a Receita Federal do Brasil deferiu a habilitação do crédito, no montante de R$68.794, sendo o valor original do crédito no montante de R$44.731 e atualização monetária de R$24.063. Este montante foi reconhecido contabilmente no mês de abril de 2019. A controlada tem expectativa de realização do crédito tributário, através de compensações, em até dois anos.

Diretoria Executiva

Arlindo Paludo - Presidente Executivo

Luci Carmen Begossi Soster - Diretora Administrativo

Renan Batista Patricio Lima - Diretor Superintendente

Área Contábil

Caio Castro de Miranda - Contador

CRC RS-070650/O-0 - (CPF: 940.901.140-04)

Relatório do auditor independente sobre as

demonstrações financeiras individuais e consolidadas

Aos Administradores e Acionistas da Borrachas Vipal S.A. Nova Prata - RS

Opinião com ressalva: Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Borrachas Vipal S.A. (“Companhia”), identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2018 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo nessa data, bem como as correspondentes notas explicativas, incluindo o resumo das principais políticas contábeis. Em nossa opinião, exceto pelos efeitos dos assuntos descritos na seção a seguir intitulada “Base para opinião com ressalva”, as demonstrações financeiras individuais e consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira, individual e consolidada, da Borrachas Vipal S.A. em 31 de dezembro de 2018, o desempenho individual e consolidado de suas operações e os seus respectivos fluxos de caixa individuais e consolidados, para o exercício findo nessa data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. Base para opinião com ressalva: a) Crédito tributário não reconhecido: Conforme divulgado na nota explicativa 25 às demonstrações financeiras, em 23 de novembro de 2018, a controlada Borrachas Vipal Nordeste S.A. obteve decisão transitada em julgado referente ao mandado de segurança impetrado em 30 de setembro de 2014, cujo escopo foi o afastamento da exigência da inclusão do ICMS na base de cálculo da contribuição para o PIS e a COFINS, garantindo-se o direito ao ressarcimento dos valores recolhidos a tais títulos nos cinco anos a impetração do processo judicial. Entretanto, conforme descrito na referida nota explicativa, a controlada não efetuou o registro contábil do respectivo crédito tributário, continuando a tratá-lo como se um ativo contingente fosse na data base de 31 de dezembro de 2018. Este procedimento está em desacordo com as diretrizes do Pronunciamento Técnico CPC 25 - Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes, que determina que se for praticamente certo que ocorrerá uma entrada de benefícios econômicos, o ativo e o correspondente ganho são reconhecidos nas demonstrações financeiras do exercício em que ocorrer a mudança de estimativa. Desta forma, em 31 de dezembro de 2018, o ativo, individual e consolidado, respectivamente, está subavaliado em R$55.004 mil e R$67.903 mil, e o patrimônio líquido e o lucro líquido do exercício, individual e consolidado, estão subavaliados, respectivamente, em R$55.004 mil e R$57.548 mil, líquidos dos efeitos tributários. b) Descumprimento de índices restritivos em contratos de empréstimos e financiamentos: Conforme mencionado na nota explicativa 14 às demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a Companhia e sua controlada mantém contratos de empréstimos e financiamentos com instituições financeiras, os quais contêm cláusulas de compromissos sujeitas a determinados índices restritivos de dívida (“debt covenants”), aferidas anualmente. Em 31 de dezembro de 2018, determinado covenant financeiro do contrato global de reperfilamento de dívida não foi atendido, o que poderia ensejar o vencimento antecipado da dívida. Conforme descrito na referida nota explicativa, a Companhia obteve waiver junto aos credores do contrato global, após a data base do balanço, para a cláusula de vencimento antecipado. As práticas contábeis adotadas no Brasil, independente da obtenção de waiver após a data base do balanço, determinam que tais dívidas sejam reclassificadas do passivo não circulante para o passivo circulante. A Companhia optou por não proceder tal reclassificação e, desta forma, em 31 de dezembro de 2018, o passivo circulante estava subavaliado e o passivo não circulante estava superavaliado em R$474.140 mil na Controladora e R$480.023 mil no Consolidado. Nossa auditoria foi conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Nossas responsabilidades, em conformidade com tais normas, estão descritas na seção a seguir intitulada “Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas”. Somos independentes em relação à Companhia e suas controladas, de acordo com os princípios éticos relevantes previstos no Código de Ética Profissional do Contador e nas normas profissionais emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade, e cumprimos com as demais responsabilidades éticas de acordo com essas normas. Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião com ressalva. Outras informações que acompanham as demonstrações financeiras individuais e consolidadas e o relatório do auditor: A administração da Companhia é responsável por essas outras informações que compreendem o Relatório da Administração. Nossa opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas não abrange o Relatório da Administração e não expressamos qualquer forma de conclusão de auditoria sobre esse relatório. Em conexão com a auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, nossa responsabilidade é a de ler o Relatório da Administração e, ao fazê-lo, considerar se esse relatório está, de forma relevante, inconsistente com as demonstrações financeiras ou com o nosso conhecimento obtido na auditoria ou, de outra forma, aparenta estar distorcido de forma relevante. Se, com base no trabalho realizado, concluirmos que há distorção relevante no Relatório da Administração, somos requeridos a comunicar esse fato. Não temos nada a relatar a este respeito. Responsabilidades da Administração e da governança pelas demonstrações financeiras individuais e consolidadas: A administração é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e pelos controles internos que ela determinou como necessários para permitir a elaboração de demonstrações financeiras individuais e consolidadas livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. Na elaboração das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a administração é responsável pela avaliação da capacidade de a Companhia continuar operando, divulgando, quando aplicável, os assuntos relacionados com a sua continuidade operacional e o uso dessa base contábil na elaboração das demonstrações financeiras individuais e consolidadas, a não ser que a administração pretenda liquidar a Companhia ou cessar suas operações, ou não tenha nenhuma alternativa realista para evitar o encerramento das operações. Os responsáveis pela governança da Companhia são aqueles com responsabilidade pela supervisão do processo de elaboração das demonstrações financeiras individuais e consolidadas. Responsabilidades do auditor pela auditoria das demonstrações financeiras individuais e consolidadas: Nossos objetivos são obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras individuais e consolidadas, tomadas em conjunto, estão livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro, e emitir relatório de auditoria contendo nossa opinião. Segurança razoável é um alto nível de segurança, mas não uma garantia de que a auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria sempre detecta as eventuais distorções relevantes existentes. As distorções podem ser decorrentes de fraude ou erro e são consideradas relevantes quando, individualmente ou em conjunto, possam influenciar, dentro de uma perspectiva razoável, as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas referidas demonstrações financeiras. Como parte da auditoria realizada de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria, exercemos julgamento profissional e mantemos ceticismo profissional ao longo da auditoria. Além disso: • Identificamos e avaliamos os riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas, independentemente se causada por fraude ou erro, planejamos e executamos procedimentos de auditoria em resposta a tais riscos, bem como obtivemos evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião. O risco de não detecção de distorção relevante resultante de fraude é maior do que o proveniente de erro, já que a fraude pode envolver o ato de burlar os controles internos, conluio, falsificação, omissão ou representações falsas intencionais. • Obtivemos entendimento dos controles internos relevantes para a auditoria para planejarmos procedimentos de auditoria apropriados às circunstâncias, mas não com o objetivo de expressarmos opinião sobre a eficácia dos controles internos da Companhia e suas controladas. • Avaliamos a adequação das políticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis e respectivas divulgações feitas pela administração. • Concluímos sobre a adequação do uso, pela administração, da base contábil de continuidade operacional e, com base nas evidências de auditoria obtidas, se existe incerteza relevante em relação a eventos ou condições que possam levantar dúvida significativa em relação à capacidade de continuidade operacional da Companhia e suas controladas. Se concluirmos que existe incerteza relevante, devemos chamar atenção em nosso relatório de auditoria para as respectivas divulgações nas demonstrações financeiras individuais e consolidadas ou incluir modificação em nossa opinião, se as divulgações forem inadequadas. Nossas conclusões estão fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas até a data de nosso relatório. Todavia, eventos ou condições futuras podem levar a Companhia e suas controladas a não mais se manter em continuidade operacional. • Avaliamos a apresentação geral, a estrutura e o conteúdo das demonstrações financeiras, inclusive as divulgações e se as demonstrações financeiras individuais e consolidadas representam as correspondentes transações e os eventos de maneira compatível com o objetivo de apresentação adequada. • Obtivemos evidência de auditoria apropriada e suficiente referente às informações financeiras das entidades ou atividades de negócio do grupo para expressar uma opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas. Somos responsáveis pela direção, supervisão e desempenho da auditoria do grupo e, consequentemente, pela opinião de auditoria. Comunicamo-nos com os responsáveis pela governança a respeito, entre outros aspectos, do alcance e da época dos trabalhos de auditoria planejados e das constatações significativas de auditoria, inclusive as deficiências significativas nos controles internos que eventualmente tenham sido identificadas durante nossos trabalhos.

Porto Alegre, 07 de junho de 2019.

ERNST & YOUNG Guilherme Ghidini Neto

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