Página 99 do Diário Oficial do Estado do Pará (DOEPA) de 23 de Agosto de 2019

Diário Oficial do Estado do Pará
há 6 meses

RELATÓRIO DA ADMINISTRAÇÃO – 1º SEMESTRE DE 2019

Senhores Acionistas,

Apresentamos o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras do Banco da Amazônia, referentes ao primeiro semestre de

do cliente Banco da Amazônia e à credibilidade que dispomos na sociedade em geral, comemoramos o fechamento do período com lucro de R$ 59,1 milhões, frente a R$ 26,2 milhões de prejuízo no 1º semestre do ano anterior.

Saldo positivo marcado, sobremaneira, pela evolução do resultado operacional, alavancado pela recuperação de créditos baixados como prejuízo, da ordem de R$ 16,9 milhões neste semestre; elevação nas Receitas de prestação de serviços - crescimento de 4,7% - e Receitas de tarifas bancárias, que apresentou crescimento de 21,8%; rigoroso acompanhamento das despesas administrativas, que apresentaram decréscimo de 4,5%; incremento nas aplicações de crédito, elevando o Del Credere FNO em 6,3%.; além da redução de 55,1% nas Despesas com operações de empréstimos e repasses.

vasto potencial econômico e negocial da região e na disposição para

e crescentes, o Banco fortalece seus projetos e investimentos em modernização tecnológica, fomenta o ambiente criativo para seu corpo funcional, mantém em constante aperfeiçoamento no Portfólio de produtos e serviços, realiza acompanhamento quanto ao modelo de atendimento e atuação da rede de Agências e Superintendências, sempre visando à satisfação e a melhor experiência do nosso cliente.

1. PANORAMA ECONÔMICO

As perspectivas de crescimento mundial para 2019 foram revisadas de 3,7% para 3,3%, considerando o cenário de desaceleração comercial e incertezas, sendo as disputas comerciais entre Estados Unidos e China uma das maiores preocupações.

Dentre as principais economias, os Estados Unidos registraram avanço de 3,1% do PIB no 1º trimestre de 2019, mas já apresentam sinais de que o ritmo de crescimento deve desacelerar no segundo trimestre. Na União Europeia, a projeção de crescimento do PIB para 1,2% neste ano representa uma variação negativa de -0,2% em relação à projeção de outubro de 2018. A Alemanha com sua economia no pior momento desde 2012, também teve seu crescimento reavaliado para 0,8% ao ano. Esse cenário apresenta perspectivas desanimadoras, dada a importância que esses países representam para o comércio mundial;

das trocas comerciais.

No caso dos emergentes, o FMI projeta um crescimento de 4,4% em 2019. No entanto, a crise vivida na Argentina tem afetado, sobremaneira, as exportações brasileiras.

Na economia doméstica, os indicadores registraram desempenho compatível com o nível de expectativas dos agentes em torno do desdobramento da aprovação das reformas. Isso porque muito da retomada do PIB está atrelada ao ambiente político, já que o equilíbrio nas contas

solvência do país.

Em maio, a produção industrial brasileira registrou um recuo de 0,2% frente ao mês anterior, sendo a terceira queda mensal no ano. Dentre as atividades pesquisadas pelo IBGE, 18 das 26 registraram redução na produção. O principal impacto negativo no total da indústria foi registrado em veículos automotores, reboques e carrocerias (-2,4%). No lado oposto, entre os oito segmentos que assinalaram avanços na procompensando parte das perdas acumuladas nos quatro primeiros meses do ano (-25,6%), em função do excesso de chuvas, dos riscos de rompimento de barragens de mineração (a exemplo de Brumadinho) e de contaminação de reservas indígenas (IBGE).

O desempenho do comércio varejista restrito, que exclui as vendas de veículos, motos, partes e peças, e material de construção, deve continuar em crescimento modesto ao longo de 2019. Nos quatro primeiros meses desse ano, as vendas do varejo cresceram 0,6%, em comparação com o mesmo período de 2018.

No mercado de trabalho, de acordo com o IBGE, a taxa de desemprego caiu para 12,3% no trimestre encerrado em maio, passando de 16 para 13 milhões de pessoas atingidas.

A balança comercial do país registrou, no primeiro semestre de 2019, superávit de US$ 27,13 bilhões, com as exportações alcançando US$ 110,9 bilhões e as importações US$ 83,77 bilhões – dados do Ministério da Economia. O resultado representa um recuo de 9,6%, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

Na Amazônia Legal, o impacto da crise econômica tem sido amenizado, principalmente, pelo bom desempenho da indústria extrativa na região. De acordo com levantamento da consultoria Tendência, seis estados brasileiros devem superar, ainda este ano, os efeitos provocados por essa instabilidade. Dentre eles, quatro estão na Amazônia Legal: Pará, Mato Grosso, Roraima e Rondônia.

O saldo da balança comercial da região, no primeiro semestre do ano, foi positivo, no valor de US$ 10,22 bilhões, sendo os estados de Mato Grosso e Pará os maiores responsáveis por esse superávit, principalmente, pela exportação de soja no primeiro e, de minérios, no segundo. Do saldo total exportado, Mato Grosso e Pará foram responsáveis por 80% no período de janeiro a junho de 2019.

Diante deste cenário, da expectativa de crescimento econômico com o

empreendimentos rurais em toda a Amazônia Legal, sempre com foco na concessão de crédito para os municípios menos desenvolvidos e

Continuará atuando no fortalecimento das ações creditícias com atenção especial para a implantação da centralização do cadastro, bem como na continuidade do processo de transformação digital, tornando o Banco referência na Amazônia, com abrangência em todos os estados da região Norte, visando à redução da desigualdade social e regional.

Ações Estratégicas

Para o alcance dos objetivos estratégicos do Plano Estratégico ciclo

volvimento Sustentável da Amazônia, por meio do aprimoramento de seus processos e do desenvolvimento de novas ferramentas de crédito, assegurando o comprometimento da alta governança com a execução do plano estratégico e o cumprimento da missão institucional. Para a consecução de tais objetivos estratégicos estão em andamento planos de ação e projetos corporativos, como o Programa de Transformação Digital, iniciado em novembro de 2018. A execução das ações do plano estratégico alcançou o índice de consecução de 69,86%, no encerramento do 1º semestre de 2019.

Trilhando o caminho em cumprimento a sua Missão Institucional e com o objetivo de tornar-se o principal Banco da Amazônia, moderno, com colaboradores engajados e resultados sólidos, foram aprovados: o Plano de Negócios; a metodologia para acompanhamento deste Plano; novas métricas de acompanhamento do planejamento estratégico; e a revisão dos planos de ação do planejamento estratégico, a serem implantadas no segundo semestre de 2019. O objetivo é alcançar resultados que atendam às políticas voltadas para o desenvolvimento econômico e social da região: criação de novas oportunidades de trabalho; redução da pobreza; inclusão social; fortalecimento da economia de base familiar; crescimento das micro e pequena empresas, entre outros benefícios.

Projetos Corporativos

Alinhados às estratégias de negócios e melhoria de governança, no 1º semestre de 2019, o Banco vem atuando em projetos corporativos visando desenvolver novas tecnologias e programas de inovação, incentivando um ambiente criativo dentro da Instituição.

Na área de Pessoas, o Banco vem trabalhando para implantar um novo modelo de Gestão de Pessoas, através da reestruturação dos processos de RH e da implantação do novo sistema de Gestão de Pessoas, buscando o perfeito alinhamento entre a força de trabalho e o atendimento das demandas estratégicas, táticas e operacionais do Banda prestação das informações contábeis referentes à escrituração das

Banco da Amazônia.

No que tange ao relacionamento com clientes, o Banco investe na Centralização do Cadastro, objetivando a centralização das etapas de

cadastro dos clientes com a automatização de processos.

Na busca pelo fortalecimento constante de sua Governança Corporativa, o Banco busca implantar a política de segurança da informação e comunicação, com o objetivo de implementar as diretrizes e controles de Segurança da Informação e Comunicação, na forma prevista na POSIC – Política e Controles de Segurança da Informação e Comunicação. Com relação à área de tecnologia, o Banco atua no Desligamento do Mainframe, com o objetivo de garantir que seus sistemas, tanto departamentais quanto corporativos, estejam sobre uma nova plataforma moderna, atualizada e menos custosa. Da mesma forma, o Banco vem implantando o Gerenciamento Eletrônico de Documentos, no intuito de garantir maior celeridade e segurança nos processos de crédito. Desta forma, o Banco avança em seu objetivo de modernização da arquitetura tecnológica dos sistemas, fortalecendo, ainda mais, os projetos de inovação e transformação digital da empresa, incentivando com seus