Página 3 do Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais (AL-MG) de 23 de Maio de 2020

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Temos alguns hospitais importantes em relação à Covid em Patos de Minas, que pega a macrorregião Noroeste; temos também, em Barbacena, o Hospital Regional de Barbacena, que pega a região Centro-Sul do Estado; e temos, na Zona da Mata, o Hospital João Penido, que também está tendo um importante papel no combate à Covid.

Deixamos registrado, está no hotsite da Fhemig; quem tiver a oportunidade de entrar vai ver o nosso Plano de Capacidade Plena Hospitalar. Já estamos na terceira versão; a primeira foi publicada em 20 de março. Lá é descrita, em detalhes, toda a apresentação que está aqui hoje.

Então, a expectativa da Fhemig é que ela tenha o papel de atender a internação relacionada à Covid em cerca de 50% dos casos em todo o Estado. Para essa expectativa ser cumprida, fizemos um plano de grande ampliação de leitos, especialmente de terapia intensiva. São 328 leitos novos de CTI que estão planejados, porque percebemos no resto do mundo, onde a pandemia está avançada, e em outros estados daqui, como Amazonas, Rio, São Paulo e Ceará, que o que consegue evitar as mortes é leito de terapia intensiva, e por isso o nosso foco está sendo em abertura de CTIs.

Esse primeiro gráfico que está sendo apresentado mostra os leitos atuais exclusivos para Covid. Então, são 80 leitos de terapia intensiva exclusivos para Covid. Em Belo Horizonte, temos o Eduardo de Menezes, o João XXIII e Júlia Kubitschek com cerca de 44 leitos já ativos; em Juiz de Fora, temos 20; em Patos de Minas, 10; em Barbacena, 6.

Na segunda fase, que é a próxima expansão, temos capacidade de abrir mais 302 leitos de terapia intensiva, e a maior parte deles ficaria no Júlia Kubitschek; outros, no Eduardo de Menezes, no João XXIII e no Regional de Barbacena.

Por último, os demais leitos, para chegarmos ao total de 434 leitos, têm a ver com as obras emergenciais que já estão em andamento tanto no Eduardo de Menezes quanto no Júlia Kubitschek.

Quanto a leitos de enfermaria, temos, neste momento, 137 e a nossa expectativa é atingir 238. Vocês percebem que o número de leitos de CTI é maior que o de leitos de enfermaria, pelo perfil do paciente de Covid, que é um paciente que, quando vai para o hospital, evolui desfavoravelmente muitas vezes.

Para tudo isso acontecer, a gente, obviamente, não tem esses espaços de terapia intensiva já abertos. Não tiramos do nada esses leitos. Eles ocupam, obviamente, locais que hoje funcionam como enfermaria. Especialmente no Júlia Kubitschek, no Eduardo de Menezes e no João XXIII, que são as maiores expansões, há leitos de enfermaria cujas estruturas têm como serem adaptadas para terapia intensiva. Por isso, dentro do plano de capacidade, o Galba Velloso é um hospital que se apresenta como leito de retaguarda para a gente poder tirar os pacientes que não são Covid dos hospitais, como pacientes com HIV, pacientes com doenças pulmonares ou clínicas que tratam no Júlia, no Eduardo de Menezes. Eles precisam de um leito para se tratarem, e nós deixamos os outros leitos ativos de enfermaria para terapia intensiva. Por isso o Galba Velloso tem papel fundamental para que consigamos fazer essa retaguarda de leitos.

Além disso, temos o Alberto Cavalcanti com 10 leitos de retaguarda de CTI, porque vamos precisar de leitos não Covid, ou seja, não destinados a pacientes com coronavírus, mas a pacientes graves desses hospitais que habitualmente eles tratam.

Sobre EPIs trouxemos aqui as últimas aquisições. Já chegamos a adquirir 15.400.000 máscaras. Os números da Fhemig são realmente muito grandes em relação a máscaras, por exemplo. Somos 20 hospitais. Consumimos por dia 12 mil máscaras. Então, os números da Fhemig são muito grandes, e a nossa aquisição tem de ser constante. O nosso controle de estoque tem de ser constante. Então, em março ainda, percebemos que, nos primeiros 15 dias de pandemia, houve um consumo de máscaras equivalente a quatro meses. Assim, houve uma queda no nosso estoque muito importante, e percebemos que tínhamos de fazer um controle bem rigoroso. Então, fizemos uma centralização de todo o estoque da Fhemig e fazemos uma distribuição quase diária ou semanal, quando é no interior, e diária em Belo Horizonte, de acordo com o consumo e a avaliação do estoque. Até hoje, desde o início da pandemia, não faltou, em nenhum dia, nenhum EPI. É um controle bem rigoroso.