Página 4 do Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais (AL-MG) de 23 de Maio de 2020

Por que esse conteúdo está aqui?
O Jusbrasil não cria, edita ou altera o conteúdo exibido. Replicamos somente informações que foram veiculadas pelos órgãos oficiais.Toda informação aqui divulgada é pública e pode ser encontrada, também, nos sites que publicam originalmente esses diários.

Hoje, no Eduardo de Menezes, que é 100% Covid – é o único dessa forma –, todos os profissionais recebem a máscara N95 – até o setor administrativo –, que é a máscara de maior proteção, até para aerosol. É indicada pela OMS para pacientes em ventilação mecânica, ou seja, paciente de CTI, mas ampliamos o uso dessa máscara para todos os servidores do hospital. Temos uma preocupação com a situação em médio prazo. Vimos que o mundo inteiro, até o Brasil, vem sofrendo por falta de EPIs. Fazemos esse controle rigoroso para que essa realidade não chegue até nós. E esse controle de estoque foi fundamental.

Essas são as obras emergenciais. São importantes, porque foi um acordo compensatório de Brumadinho com a Vale e com o Estado. A Fhemig apresentou, à época, as obras que são vinculadas, que seriam esses hospitais de doenças infectocontagiosas e doenças respiratórias, que têm vínculo direto com o desastre. Como foi vinculado à Covid agora, os três hospitais estão conseguindo fazer essas obras.

O Eduardo de Menezes já as iniciou. Está bem adiantado. Abreviamos 12 novos leitos de isolamento, de terapia intensiva, e vamos implantar um tomógrafo, que é fundamental ao hospital. É um sonho de década. Está parada essa obra há muito tempo. Agora conseguimos retomá-la. São obras, todas elas, anteriormente iniciadas, já aprovadas pela Vigilância Sanitária e agora estamos conseguindo terminá-las.

No Júlia Kubitschek são 40 novos leitos de CTI. Também era uma obra que estava iniciada e paralisada há oito anos, e vamos conseguir terminá-la, além das salas cirúrgicas. Elas estão contempladas neste momento e fazem parte do mesmo projeto arquitetônico de CTI aprovado pela Vigilância Sanitária. Então, eles teriam de ser feitos juntos.

A obra do Galba Velloso era de adequação dos leitos de enfermaria para receber paciente clínico e uma readequação do telhado, que já era uma demanda anterior e que será resolvida com essa obra.

Outras aquisições de equipamentos. Foram destacados alguns deles. Então, são R$25.800.000,00, pelo acordo da Vale, em equipamentos, que, além de atender à questão da Covid, será um legado para a Fhemig. É um legado muito importante – inclusive todas essas intervenções.

Contratação da equipe. Foram aprovadas pelo Cofin mil novas vagas temporárias para atendimento de casos de Covid. Na primeira etapa, já foi iniciada a contratação de 300 vagas para equipe multidisciplinar como médico, enfermeiro, técnico de enfermagem, fisioterapeuta, serviço social. Então, é uma equipe multidisciplinar para essa ampliação de leitos, porque estamos ampliando muito o número de leitos. Já estou terminando. Na segunda etapa, temos 700 vagas ainda para serem contratadas.

Temos dois projetos importantes. Estamos com um projeto de saúde mental. Acompanhamos os nossos servidores, porque há um momento de muita pressão sobre os nossos servidores em relação à saúde mental. Temos um tratamento multidisciplinar por teleatendimento e atendimento presencial e, ainda, o atendimento aos servidores com síndrome gripal. Então, o Eduardo de Menezes possui um ambulatório para atender a todo servidor da Fhemig com síndrome gripal. Todo servidor da Fhemig que é contato de alguém que foi positivado faz uma consulta por teleatendimento; esse teleatendimento faz uma triagem e, se for necessário, ele faz o exame por swab no Eduardo de Menezes, para avaliar se é positivo ou não. Então, todo servidor da Fhemig – quase 13 mil – tem acesso a esse ambulatório.

E temos os nossos cursos on-line, na plataforma, no nosso hotsite específico para Covid, para a equipe multidisciplinar. Além disso, na telemedicina lançada pelo Estado, os médicos e enfermeiros da Fhemig estão participando e podendo ajudar a diminuir a transição de pacientes que não têm necessidade do sistema de saúde. É isso.

– No decorrer de seu pronunciamento, procede-se à exibição de slides.

O presidente – Muito obrigado, Fábio Vitor, presidente da Fhemig. Agradeço sua exposição.

Vamos passar a palavra agora ao Sr. Maurício Abreu Santos, presidente da Funed, que falará conosco através do aplicativo.