Página 10 do Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais (AL-MG) de 23 de Maio de 2020

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pública funcionar, no Poder Executivo, de uma maneira mais rápida, em situações de calamidade pública, como os senhores também já ratificaram, que estamos vivendo em Minas Gerais. Não dá para trabalhar num estado de calamidade pública como se estivéssemos em tempos de normalidade. Em tempos de normalidade, em Minas Gerais, a situação já é dramática, o que dirá numa situação como esta.

Então, os hospitais filantrópicos estão à disposição da sociedade mineira, têm potencial para atender, têm potencial de, muitas vezes, suprir e afastar a necessidade de criação de hospitais de campanha, que, na minha opinião, podem ser pensados, sim, não são de todo dispensáveis. Mas o próprio Conselho Nacional de Justiça deu este recado para nós: que os gestores públicos avaliem primeiro toda a sua capacidade de atendimento, inclusive da rede privada com fins lucrativos. E a gente precisa, agora, realmente, entender que a saúde brasileira, que a saúde no mundo não se faz em caixinhas do público e do privado, porque, quando estamos diante de uma pandemia como esta, não interessa se é advogado, não interessa se é político, não interessa se é rico, se é pobre, se é juiz ou se é promotor. Todos nós estamos no mesmo barco. O leito de UTI que faltar amanhã faltará para todos nós.

Então, clamo aos senhores que unam forças, que nos ajudem a fazer essa engrenagem em Minas Gerais funcionar, porque disposição, capacidade de gestão os nossos hospitais têm. Mas eles precisam ser tratados da mesma maneira que outras instituições que atendem o SUS, porque nós somos o SUS, de maneira idêntica às demais instituições.

O presidente – Muito obrigado pela participação da presidente da Federassantas, Kátia Regina de Oliveira Rocha. Com a palavra, o deputado Carlos Pimenta, presidente da Comissão de Saúde, para as suas considerações e questionamentos.

Palavras do Deputado Carlos Pimenta

Meu caro presidente Agostinho Patrus, na sua pessoa, quero cumprimentar o deputado Antônio Carlos Arantes, que está aqui presente, o deputado Tadeu Martins Leite e os deputados e as deputadas que estão participando remotamente desta reunião.

Vou procurar ser bem objetivo, presidente, porque, além dos meus questionamentos, também tenho aqui os questionamentos que me foram encaminhados pelo deputado Gustavo Valadares, do Bloco Sou Minas Gerais, aos nossos convidados, que nos proporcionaram este momento com palestras bem claras, bem tranquilas e nos mostraram claramente uma fotografia do que acontece hoje em Minas Gerais, principalmente quando a gente sabe que, daqui a alguns dias, no princípio do mês que vem, nós devemos ter aí uma exacerbação do quadro e o pico da Covid, do coronavírus, dessa pandemia aqui, em Minas Gerais.

Em primeiro lugar, presidente, antes de fazer os questionamentos, quero passar às mãos de V. Exa. um requerimento assinado por mim e pelo deputado Tadeu Martins Leite, encaminhando uma série de solicitações do Ministério Público, do Dr. João Batista, promotor de Brasília de Minas, que está muito preocupado, e com muita razão, uma vez que a cidade é sede de uma microrregião e já temos, naquele município, vários casos oriundos de cidades vizinhas, principalmente São Francisco. Lá nós temos um CTI praticamente instalado, precisando de equipamentos. Então, quero, neste momento, cumprimentar o Dr. João Batista pelo cuidado, pelo zelo, pelo trabalho que faz com muita responsabilidade.

Pode ter certeza de que esses requerimentos nas mãos do presidente ele estará encaminhando, oficialmente, ao governador do Estado e ao secretário de Saúde, solicitando que esses equipamentos sejam enviados urgentemente ao Município de Brasília de Minas.

Passarei agora a algumas intervenções minhas, como médico e presidente da Comissão de Saúde e, em seguida, farei os questionamentos dos senhores deputados.

Primeiro, quero trazer os meus cumprimentos ao Dr. Fábio aqui presente, presidente da Fhemig, uma rede de hospitais do nosso estado muito importante e que, hoje, sem dúvida alguma, é referência e, como ele próprio disse, está apta, preparada para atender 50% dos casos de Covid que porventura venham a ocorrer aqui, em Minas Gerais.