Página 11 do Assembléia Legislativa do Estado de Minas Gerais (AL-MG) de 23 de Maio de 2020

Por que esse conteúdo está aqui?
O Jusbrasil não cria, edita ou altera o conteúdo exibido. Replicamos somente informações que foram veiculadas pelos órgãos oficiais.Toda informação aqui divulgada é pública e pode ser encontrada, também, nos sites que publicam originalmente esses diários.

Quero dizer, Dr. Fábio, da minha preocupação com a rede Fhemig. Obviamente, a gente sabe que é uma pandemia de um vírus absolutamente desconhecido; ninguém sabe o alcance – quando a gente fala ninguém, é ninguém mesmo –, no mundo todo, dessa epidemia, haja vista que, na China, já está ocorrendo caso de re-infestação da Covid. Espero que a rede Fhemig possa estar preparada.

A primeira pergunta é sobre a capacidade instalada. Assisti ao pronunciamento, à exposição de vossa senhoria aqui, na Assembleia, e fiquei muito feliz com a informação de que a Vale está contribuindo com recursos importantíssimos para aumentar essa capacidade instalada, tanto de leitos de retaguarda, leitos hospitalares, quanto de CTIs. Vamos ter aí um aumento substancial do número de CTIs. Gostaria de saber o seguinte: essa capacidade projetada, essa capacidade que está sendo montada está dentro da expectativa do que vamos ter aqui, em Minas Gerais?

A segunda pergunta é com relação aos EPIs. O senhor disse que, até o momento, não faltou nenhum EPI. A gente sabe que o governo do Estado tem feito um esforço enorme, o governo Zema tem feito um esforço sobre-humano, o secretário Carlos Eduardo tem feito um trabalho excepcional. Mas gostaríamos muito que as pessoas que estão trabalhando na linha de frente estivessem protegidas. São quase 15 mil infecções, contágios do coronavírus por parte do pessoal da área de saúde no Brasil. São mais de 100 mortes só de enfermeiros.

A segunda pergunta, o segundo questionamento é para o Dr. Maurício Abreu, presidente da Funed, que ficou tanto tempo sucateada. Lembro-me de que, no governo passado – também era presidente da Comissão de Saúde –, alertávamos para o sucateamento da Funed, um órgão importante, um órgão que já teve momentos áureos, momentos importantes e ficou, praticamente, quatro anos sem reconhecimento e investimento. A Funed tem, hoje, o seu papel muito importante: é responsável pelo resultados de exames.

A primeira pergunta ao Dr. Maurício: a gente sabe que Minas, hoje, é um dos estados que tem o menor número de testagem entre quase todos os estados brasileiros. Nós queremos saber o que a Funed pode fazer para mudar todo esse panorama, toda essa situação.

O segundo questionamento ao Dr. Maurício é com relação ao treinamento dos laboratórios. Nós vimos aqui que a Funed tem o seu laboratório, e há outros que estão em fase de adaptação, especialmente o laboratório da Unimontes, em Montes Claros, que está todo preparado, com os equipamentos todos adquiridos, doados por empresas locais. Mas faltam treinamento do pessoal e os insumos para que ele possa fazer os exames de todo o Norte de Minas. Então, queremos saber quando esses laboratórios estarão funcionando e quando receberão os insumos.

O terceiro questionamento é para a Dra. Kátia Regina, presidente da Federassantas. Queria abrir um parêntese, presidente, para dizer que está aí uma mulher de garra, preparada, que não abaixou a cabeça, em nenhum momento, no governo passado. Lutou bravamente para que o então governo Pimentel não sucateasse a rede de hospitais filantrópicos e santas casas. A Dra. Kátia é uma pessoa por quem tenho a maior admiração.

A primeira pergunta, Dra. Kátia, é com relação aos recursos do governo federal que foram anunciados. São R$2.000.000.000,00 para as santas casas. Quero saber se o dinheiro já chegou.

Gostaria de saber também se o Estado ainda deve à Federassantas, às santas casas de Minas Gerais, porque não é possível, num momento igual a este... Tiro como exemplo a Santa Casa de Montes Claros, tão bem administrada pelo Dr. Maurício, vicepresidente da Federassantas, que precisa muito de um aporte de recursos emergenciais. As santas casas não estão fazendo os tratamentos eletivos, os tratamentos programados. Com isso, tiveram um prejuízo muito grande. Só a de Montes Claros está, hoje, amargando um prejuízo de mais de R$6.000.000,00, talvez mais. Queria saber o que está sendo feito para corrigir tudo isso.

São os meus questionamentos, presidente. Se o senhor me permitir, farei a leitura das perguntas do Bloco Sou Minas Gerais, encaminhadas pelos deputados Bartô, Celise Laviola, Dalmo, Laura Serrano, Antonio Carlos Arantes, aqui presentes, Betinho