Andamento do Processo n. 00058658320188145150 - 16/07/2018 do TJPA

Diretoria do Fórum Criminal

Secretaria da 1ª Vara de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher

PROCESSO: 00058658320188145150 PROCESSO ANTIGO: ---

MAGISTRADO (A)/RELATOR (A)/SERVENTUÁRIO (A): MAURICIO PONTE FERREIRA DE SOUZA Ação: Medidas Protetivas de urgência (Lei Maria da Penha) em: 12/07/2018---REQUERENTE:FABIOLA LINHARES AZEVEDO CHAVES REQUERIDO:DELMO ALCANTARA CHAVES. DECISÃO-MANDADO DE INTIMAÇÃO - REGIME DE URGÊNCIA Requerente: FABIOLA LINHARES AZEVEDO CHAVES, residente e domiciliada à [...]. Requerido: DELMO ALCANTARA CHAVES, residente e domiciliado à [...]. A vítima de violência doméstica e familiar, acima qualificada, solicita a este juízo, nos termos do Art. 12, III, da Lei nº 11.340/06, as Medidas Protetivas de Urgência, em relação ao agressor, seu pai, pela prática de vias de fato, fato ocorrido em 07/07/2018. É o relatório. Decido. Satisfeitos os requisitos do art. 12, § 1º, da Lei 11.340/2006, passo à apreciação do (s) pedido (s) da (s) vítima (s). Considerando as informações prestadas perante a Autoridade Policial e tendo em vista que a demora do provimento jurisdicional pode acarretar dano irreparável ou de difícil reparação à vida, integridade física, moral e psicológica da (s) vítima (s), com

fundamento no art. 19, § 1º c/c 22 e 23 da Lei nº 11.340/2006, aplico de imediato a (s) seguinte (s) medida (s) protetiva (s) de urgência: I - Em relação ao agressor: a) Proibição de se aproximar da vítima, inclusive do local de sua residência, a uma distância mínima de 100 (cem) metros, salvo quando o requerido precisar entrar ou sair de sua residência, ou quando permanecer nesta; b) Proibição de manter contato com a vítima por qualquer meio de comunicação; c) Proibição de frequentar a residência da vítima (endereço acima referido), a fim de preservar-lhe a integridade física e psicológica; Apense-se a presente Medida Protetiva nos autos de Inquérito Policial, caso já exista este em curso. INTIME-SE o agressor, pessoalmente, acerca das medidas impostas, bem como para se manifestar sobre o (s) pedido (s), caso queira, no prazo de 05 (cinco) dias, sob pena de serem presumidos verdadeiros os fatos alegados pela vítima. Não sendo apresentada a manifestação no prazo estipulado, arquivem-se os autos. ADVIRTA-SE, também, ao agressor da possibilidade de decretação da prisão preventiva e da aplicação de outras medidas previstas na legislação em vigor, inclusive com a imposição de multa e requisição de auxílio da força policial, em caso de descumprimento da (s) medida (s) deferida (s) nesta decisão e/ou se houver necessidade para a manutenção da segurança da ofendida ou, ainda, se as circunstâncias assim o exigirem. CIENTIFIQUE-SE a vítima de que deverá informar, por meio de advogado, Defensoria Pública ou diretamente na Secretaria: a) a cessação do risco, para fins de revogação da medida, se for o caso e; b) qualquer mudança de endereço, sob pena de revogação da medida. Intime-se pessoalmente a vítima e comunique-se o Ministério Público (art. 18, III). Após, remetam-se os autos à distribuição, por se tratar de medida apreciada no núcleo PROPAZ/DEAM. DETERMINO O CUMPRIMENTO DOS MANDADOS EM REGIME DE URGÊNCIA, conforme o item 3 das recomendações da Carta de Natal - IX FONAVID, em acordo com o art. 6º, § 3º do Provimento conjunto nº 02/2015- CJRMB/CJCI AS DEMAIS VIAS DESTA DECISÃO SERVIRÃO COMO MANDADO. P. I. Belém - PA, 11 de julho de 2018. MAURICIO PONTE FERREIRA DE SOUZA JUIZ DE DIREITO