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26 de Maio de 2024
  • 2º Grau
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Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios TJ-DF: XXXXX-92.2022.8.07.0016 1733845

Detalhes

Processo

Órgão Julgador

Terceira Turma Recursal

Publicação

Julgamento

Relator

DANIEL FELIPE MACHADO

Documentos anexos

Inteiro TeorTJ-DF__07427829220228070016_6c569.pdf
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Ementa

PROCESSO CIVIL E CONSUMIDOR. COMPRA E VENDA DE PRODUTO ?ON LINE? - AUSÊNCIA DE ENTREGA - MERO DESCUMPRIMENTO CONTRATUAL - RESTITUIÇÃO SIMPLES DO PREÇO. DANO MORAL CARACTERIZADO - VALOR ARBITRADO PROPORCIONAL E RAZOÁVEL. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO.

1. A matéria devolvida à Turma Recursal cinge-se à repetição em dobro do indébito e à majoração da indenização por danos morais.
2. Não há lugar para a devolução dobrada postulada, porquanto a situação dos autos não versa sobre cobrança indevida, mas sim sobre descumprimento contratual (compra pela internet sem a entrega do produto correspondente), o que enseja apenas a devolução do valor pago na forma simples, como bem assentado na sentença recorrida. Ausentes, portanto, os requisitos do art. 42, parágrafo único, do CDC.
3. Lado outro, a situação vivenciada pela autora, por óbvio, extrapolou os meros dissabores da vida, gerando transtornos que acarretaram ofensa aos atributos da sua personalidade e perda de tempo útil, restando configurado o dano moral. 4. Na lição de Sérgio Cavalieri Filho, "dano moral é a lesão de bem integrante da personalidade, tal como a honra, a liberdade, a saúde, a integridade psicológica, causando dor, sofrimento, tristeza, vexame e humilhação à vítima" (in Programa de Responsabilidade Civil, 2ª Edição, Malheiros Editores, p. 78). 5. A reparabilidade do dano moral alçada ao plano constitucional, no artigo , incisos V e X, da Carta Política, e expressamente consagrada na lei substantiva civil, em seus artigos 186 combinado com 927, exige que o julgador, valendo-se de seu bom senso prático e adstrito ao caso concreto, arbitre, pautado nos princípios da razoabilidade e proporcionalidade, um valor justo ao ressarcimento do dano extrapatrimonial. 6. Dessa forma, impõe-se ao magistrado que atente às condições do ofensor, do ofendido e do bem jurídico lesado, assim como à intensidade e duração do sofrimento, e à reprovação da conduta do agressor, não se olvidando, contudo, que o ressarcimento da lesão ao patrimônio moral do indivíduo deve ser suficiente para recompor os prejuízos suportados, sem importar em enriquecimento ilícito. 7. Atento às diretrizes acima, bem como os princípios da razoabilidade e proporcionalidade, tenho como justo e suficiente o valor de indenização por danos morais já arbitrada na origem no valor de R$ 1.500,00, quantia capaz de compensar os danos sofridos pela parte autora, sem, contudo, implicar em enriquecimento sem causa. 8. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. 9. Sentença mantida por seus próprios e jurídicos fundamentos, com súmula de julgamento servindo de acórdão, na forma do artigo 46 da Lei nº 9.099/95. 10. Diante da sucumbência, nos termos do artigo 55 da Lei dos Juizados Especiais (Lei nº 9.099/95), condeno a recorrente ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios, estes fixados em 10% (dez por cento) sobre valor da condenação.

Acórdão

CONHECIDO. DESPROVIDO. UNÂNIME.
Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/jurisprudencia/tj-df/1922111014