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25 de Maio de 2022

Peça extraída do processo n°XXXXXXX-XX.2015.8.26.0053

Petição - Ação Liquidação / Cumprimento / Execução contra Banco do Brasil

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Nome Nome Nome Nome Nome

Membro Da Oab - São Paulo

Nome

Membro Da Oab - Rio De Janeiro

Nome Nome- Pernambuco Ana Carolina Matheus Marinho Wallace Alves Dos Santos Membro Da Oab - Rio Grande Do Sul Beatriz Cota Vieira David Lacerda Costa Membro Da Oab - Goiás Eduardo Batista Alves Filho Flavia De Almeida Bezzi Membro Da Oab - Minas Gerais Elisabete Cristina Soares Larissa Mendes De Almeida Membro Da Oab - Distrito Federal Fulvia Regina Sarro Pizone Joana Mendes Maneschy Membro Da Oab - Mato Grosso Do Sul Gustavo Seidji Matsuchita Alessandra Mariano Cherutti De Castro Membro Da Oab - Pará Kamila Nhaiara Pereira Maia Marylene Rosa Rodrigues Luiz Fernando Gomes Junior Cleiton Ferreira De Menezes Monique Barbosa Bueno Flavia Cristiane Do Nascimento Natalia Simoes Ramos Vitor Camargo Oliveira Santos Nina Moreno Silva De Oliveira Mayara Barbieri De Lima Paula Guimarães Claudino Kelly Oliveira Christo Andressa Akemi Tominaga Rodrigo De Oliveira Gisele De Camargo Sales NomeCalvo Karen Oliveira Cirella Tatiana Magiolo Tosti Gabriel Almeida Martins Viviane Vieira De Carvalho Ribas Lucas Araujo Pineda Aline Oliveira Dos Santos Angelica Bononi Martusewicz NomeFerrnandes Camodeca Natasha Cristina Minhano Leonel Natalia Fernandes Borges Nome

Nome

EXCELENTÍSSIMO SENHOR DOUTOR DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO - SP

PROCESSO n. 0000000-00.0000.0.00.0000

NPJ n. (00)00000-0000

BANCO DO BRASIL S/A , instituição financeira inscrita no CNPJ sob o n. 00.000.000/0000-00, com sede no Edifício Sede III, n. 1, Setor Bancário Sul, EndereçoCEP: 00000-000, Brasília/DF, por seu advogado e bastante procurador ao final assinado, conforme poderes que lhe confere o instrumento de procuração, com escritório profissional na Endereço, Pacaembu, São Paulo/SP, onde recebe intimações, com fundamento no parágrafo único do art. 1015 do Novo Código de Processo Civil, vem interpor o presente AGRAVO DE INSTRUMENTO inconformado com a respeitável

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Endereço

CEP 00000-000- Fone: (00)00000-0000

decisão interlocutória proferida pelo MM. Juiz Monocrático , nos autos da Ação de Cumprimento de Sentença, que lhe move Nomee outro pelas razões anexas, requerendo que o presente recurso seja recebido com efeito suspensivo e processado imediatamente conforme art. 1.019, do Código de Processo Civil.

O Agravante esclarece que, no prazo legal, dará a devida ciência da interposição do presente recurso ao MM Juízo a quo , em cumprimento ao art. 1.018 do Código de Processo Civil.

Informa o Agravante, nos termos do art. 1.016, IV, do Novo Código de Processo Civil, os nomes e endereços dos advogados atuantes no processo:

Agravante : Banco do Brasil S/A

Advogado do Agravante : Nome(00.000 OAB/UF)

Endereço : EndereçoCEP 00000-000

Agravado : Nomee outro

Advogado do Agravado : Nome(00.000 OAB/UF)

Endereço: Nao Consta

Requer, ainda, a juntada dos inclusos comprovantes de pagamento das respectivas custas judiciais relativas ao preparo.

Outrossim, em atenção à regra do artigo 1017 do Novo Código de Processo Civil, requer a juntada das peças obrigatórias e outras necessárias à instrução do presente recurso, a seguir relacionadas, declarando, para os fins de direito, que as mencionadas cópias são autênticas às colacionadas nos autos.

1. Decisão agravada;

2. Certidão de intimação da decisão agravada;

3. Procuração dos advogados da Agravante;

4. Procuração do Advogado da Agravada;

5. Petição Inicial;

6. Contestação;

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Por fim, requer sejam todas as intimações e/ou notificações endereçadas EXCLUSIVAMENTE a Nome, inscrito regularmente na 00.000 OAB/UF, com endereço profissional na EndereçoCEP 00000-000, sob pena de nulidade.

Termos em que pede e espera deferimento.

São Paulo, 18 de janeiro de 2019.

NomeRAISSA LUIZA ANTUNES MONTORO YURI MILLER L. DOS SANTO 00.000 OAB/UF 00.000 OAB/UF 00.000 OAB/UF

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RAZÕES DO AGRAVO DE INSTRUMENTO

AGRAVANTE : BANCO DO BRASIL S/A

AGRAVADO: Nome e outro

VARA DE ORIGEM: 6a Vara de Fazenda Pública - Foro Central - Fazenda Pública/Acidentes

PROCESSO N. 0000000-00.0000.0.00.0000

EGRÉGIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA,

COLENDA CÂMARA,

EMÉRITOS JULGADORES,

SÍNTESE DOS FATOS

A recorrida promove ação de cumprimento de sentença em face do recorrente, no intuito de habilitar-se na ação civil pública promovida pelo IDEC, em prol de obter valores atualizados concernentes à conta poupança que possuía à época dos chamados "planos econômicos".

Intimado, o banco recorrente efetuou o depósito do valor executado como garantia do juízo, e ofereceu defesa.

Contudo, o nobre juízo singular julgou o mérito nomeando perito contábil conforme excerto a seguir:

Deste modo, rejeito integralmente a defesa ofertada pelo Banco do Brasil. Para proceder ao levantamento do valor depositado, deverão os exequentes primeiramente regularizar a representação do espólio, uma vez que a certidão de óbito de fls. 22 indica existirem outros sucessores não habilitados nos autos, de modo que o exequente não pode levantar a integralidade dos valores. Caso exista inventário encerrado, deverá o exequente trazer aos autos cópia integral das últimas declarações do

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inventariante, a fim de constatar o quinhão devido a cada um dos sucessores, bem como incluí-los em sua totalidade no polo ativo da demanda, para que possa ser homologada a sucessão direta dos valores aqui discutidos. Caso inexista inventário, o exequente terá duas opções: 1) habilitar todos os sucessores indicados na certidão de óbito; ou ii) individualizar a cota parte incumbente ao exequente habilitado, desde que o faça de forma pormenorizada, decotando o valor devido aos outros sucessores não habilitados. Prazo: 30 (trinta) dias, sob pena de extinção. Desde já, anoto que, em caso de agravo de instrumento, a parte deverá comunicar ao Juízo a interposição com seu respectivo protocolo, com a máxima urgência, em especial se houver requerimento de efeito suspensivo, uma vez que, apesar do disposto no art. 1018, § 2º do CPC, o SAJ não possui meios técnicos de comunicação ao juiz de primeira instância. Assim, caso não informado ao juízo a interposição, não se terá ciência da concessão de eventual efeito suspensivo, por exemplo. Outrossim, intime-se o Banco do Brasil para efetuar o recolhimento das custas processuais finais, no prazo de 15 (quinze) dias, sob pena de inscrição na dívida ativa. Int. Advogados (s): Nome(OAB 220917/SP), Nome(OAB 226496/SP), Felipe Gradim Pimenta (OAB 308606/SP), Nome(OAB 321448/SP)

Portanto, este banco pleiteia por meio do presente recurso a reforma da decisão supra, pelas razões de fato e de direito a seguir expostas.

DA NECESSIDADE DE ATRIBUIÇÃO DE EFEITO SUSPENSIVO AO PRESENTE AGRAVO

Observa-se o fato de iminente risco de lesão grave e difícil reparação decorrido da r. decisão recorrida, já que constam valores depositados em juízo, afim de garantir a ação de Execução de Título Extrajudicial.

Desta forma, diante do previsto no art. 1.012 § 4º do Novo Código de Processo Civil, requer-se EFEITO SUSPENSIVO , diante da irreversibilidade da Execução Provisória em Execução Definitiva, caso o Agravado levante os valores depositados a título de garantia do Juízo.

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Esse entendimento é consagrado em nossos Tribunais, conforme podemos observar:

,AGRAVO INTERNO. NEGÓCIOS JURÍDI.COS BANCÁRIOS. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. FASE DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. AGRAVO DE INSTRUMENTO NÃO CONHECIDO POR AUSÊNCIA DE PEÇA OBRIGATÓRIA. JUÍZO DE RETRATAÇÃO. Impõe-se a revogação da decisão monocrática que negou seguimento ao Agravo de Instrumento, pois as peças obrigatórias elencadas no inciso I do art. 525 do CPC não precisam acompanhar a petição de interposição protocolada via fac-símile, devendo ser exigidas quando da apresentação da via original. Interpretação da Lei nº. 9.800/99. Precedente do STJ (EAREsp Nº 374.915 - SC). No caso concreto, foram apresentadas todas as peças obrigatórias com a via original. Agravo de instrumento recebido. EFEITO SUSPENSIVO. A concessão do efeito suspensivo ao agravo de instrumento somente mostra-se adequada na hipótese da existência de risco de lesão grave e de difícil reparação, devendo haver uma fundamentação consistente nesse sentido, já que necessário demonstrar o caráter de urgência da medida requerida. No caso concreto, deixo de atribuir efeito suspensivo por ausência de risco de lesão grave e de difícil reparação ao agravante, conforme dispõe o art. 558 do CPC, podendo-se aguardar a decisão do colegiado. Agravo interno provido, em juízo de retratação. (Agravo Nº (00)00000-0000, Vigésima Quarta Câmara Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: NomeMaraschin dos Santos, Julgado em 09/03/2015). (TJ-RS - AGV: (00)00000-0000RS, Relator: NomeMaraschin dos Santos, Data de Julgamento: 09/03/2015, Vigésima Quarta Câmara Cível, Data de Publicação: Diário da Justiça do dia 12/03/2015) (grifos nossos)

DA TEMPESTIVIDADE

Nos termos do artigo 219 do Código de Processo Civil, o prazo para interposição da presente demanda é de 15 dias úteis.

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Conforme se verifica aos autos, saiu publicação no dia 21/01/2019, iniciando-se o prazo no primeiro dia útil subsequente, qual seja, 22/01/2019. Desta maneira, o prazo para o Agravante interpor Agravo de Instrumento terminará no dia 11/02/2019.

Portanto, demonstrada a cabal tempestividade do Agravo de Instrumento, requer que seja conhecida e provida por este Tribunal.

DA SUSPENSÃO DO PROCESSO - HOMOLOGAÇÃO DE ACORDO COLETIVO

Como é de notório conhecimento, em 05/02/2018 foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal um acordo coletivo firmado entre as instituições financeiras, representadas pela FEBRABAN e CONSIF, e associações de poupadores (IDEC e FEBRAPO, que, para que houvessem as devidas análise perante os poupadores e consequentemente a sua adesão, determinou a suspensão por 24 meses de todos os processos envolvendo ações em que se pleiteia, expurgos inflacionários decorrentes dos planos econômicos em caderneta de poupança.

Passados 6 meses, mesmo após a citação da decisão, os órgãos jurisdicionais continuam dando prosseguimento às liquidação e/ou execução, o que efetivamente acarretou em uma baixa adesão ao referido acordo, ensejando que o Banco do Brasil e a AGU - Advocacia Geral da União, em petição conjunta, pleiteassem junto ao Supremo Tribunal Federal a suspensão de todos os processos envolvendo o tema, independentemente da fase processual que se encontrassem, ou seja, liquidação e execução.

Analisando o referido processo, o Ministro Gilmar Mendes proferiu sua decisão no Recurso Extraordinário nº 00.000 OAB/UF, no qual determina "a suspensão de todos os processos individuais ou coletivos, seja na fase de conhecimento ou execução, que versem sobre a questão (expurgos inflacionários em cadernetas de poupança), pelo prazo de 24 meses a contar de 05.02.2018, data em que homologado o acordo e iniciado o prazo para a adesão dos interessados."

Desta forma, conforme decisão anexa à presente, requer que seja imediatamente suspensa a presente ação pelo prazo de 24 meses a contar de 05.02.2018, data em que houve a homologado do acordo acima mencionado.

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DO PREPARO

Conforme se verifica, fora protocolizado junto ao presente recurso a guia e comprovante de pagamento do preparo.

Assim sendo, comprovando nesta oportunidade que o recurso está devidamente preparado, preenchendo assim os requisitos de admissibilidade, requer pelo conhecimento e provimento do presente recurso.

PRELIMINARMENTE

DA MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA

Preliminarmente, faz-se necessário ressaltar que é cabível o presente Recurso, uma vez que a presente demanda versa sobre excesso de execução, cuja matéria é de ordem pública.

Assim, versando o presente sobre matéria de ordem pública, este deve ser recebido e apreciado, ante o alegado e demonstrado excesso da execução, pois não impede o conhecimento de tais questões pelo julgador.

O cerne da questão a ser analisada pertine à possibilidade de redução do valor da execução, pelo que, destaca-se que as matérias de ordem pública podem ser conhecidas a qualquer tempo, não se sujeitando à preclusão .

Ora, tudo quanto transborda do título que se executa e que não tem fundamento nele, é matéria de ordem pública e, como tal, deve ser conhecida a qualquer tempo, ainda que não deduzida pela parte, ou seja, até mesmo de ofício, em face dessa natureza que se lhe atribui o artigo 803, inciso I, do CPC, aplicável subsidiariamente ao cumprimento de sentença, em razão do artigo 538, § 3º, do CPC.

Neste sentido veja-se a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça:

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PROCESSO JUDICIAL TRIBUTÁRIO. EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. IPTU. ALEGAÇÃO DE ILEGITIMIDADE PASSIVA AD CAUSAM DO EXECUTADO (ANTIGO PROPRIETÁRIO DO IMÓVEL OBJETO DA TRIBUTAÇÃO). MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA SUSCITÁVEL EM SEDE DE EXCEÇÃO DE PRÉ- EXECUTIVIDADE. PRECLUSÃO NA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. INOCORRÊNCIA. PENHORA DO BEM OBJETO DA EXAÇÃO. PRINCÍPIOS DA INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS (PAS DES NULLITÈS SANS GRIEF) E ECONOMIA PROCESSUAL. OBSERVÂNCIA.

1. As condições da ação e os pressupostos processuais, matérias de ordem pública, não se submetem à preclusão para as instâncias ordinárias, podendo ser examinadas a qualquer tempo, mesmo de ofício pelo Juiz, enquanto estiver em curso a causa, ex vi do disposto no artigo 267, § 3º, do Código de Processo Civil.

2. Outrossim, é cediço que a denominada exceção de préexecutividade, simples petição nos próprios autos da execução, é servil à suscitação de questões que devam ser conhecidas de ofício pelo juiz, como as atinentes à liquidez do título executivo, aos pressupostos processuais e às condições da ação executiva.

3. Conseqüentemente, a invocação de ilegitimidade passiva ad causam, via exceção de pré-executividade, afigura-se escorreita, ainda que em sede de execução fiscal, desde que desnecessária dilação probatória (exceção secundum eventus probationis), prescindindo de prévia segurança do juízo, malgrado o disposto no artigo 16, da Lei 6.830/80. Entrementes, caso não demonstrável de plano, abre-se, ao executado, apenas, a via dos embargos à execução.

4. Destarte, infere-se que a exceção de pré-executividade não tem prazo para ser oposta, uma vez que, ainda que preclusos os

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embargos à execução, pode o executado suscitar matérias passíveis de serem conhecidas de ofício pelo juiz.

5. No mesmo diapasão, abalizada doutrina consigna que: "Não há termo final para deduzir a exceção de pré-executividade. Ressalva feita aos casos de preclusão, a exemplo do que acontece com a impenhorabilidade, e sem embargo da responsabilidade pelas despesas derivadas do retardamento (art. 267, § 3º) - e, assim mesmo se a argüição ocorrer após o prazo para embargos -, ao executado se mostra lícito excepcionar em qualquer fase do procedimento in executivis, inclusive na final: na realidade, permanece viva tal possibilidade enquanto o juiz não extinguir o processo." (Araken de Assis, in Manual da Execução, 9a ed., Ed. RT, São Paulo, 2005, pág.1.027). Primeira Turma, julgado em 11.04.2006, DJ 28.04.2006; e Resp 220.100/RJ, Rel. Ministro Ruy Rosado de Aguiar, Quarta Turma, julgado em 02.09.1999, DJ 25.10.1999.

Ante o demonstrado acima, requer seja recebido e provido o presente recurso, para que seja devidamente apreciado e julgado, uma vez que a matéria tratada é exclusivamente de direito.

DA ILEGITIMIDADE ATIVA - O AUTOR NÃO PODE AJUIZAR A AÇÃO

Verifica-se que o Agravado propôs a presente ação, visando o pagamento de valores da conta poupança, sob a fundamentação da r. sentença proferida nos autos da ação movida pelo IDEC - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor. Contudo, ele não comprova qualquer associação ao referido órgão.

Portanto, no caso em tela, a comprovação de associação ou autorização expressa pelo órgão IDEC se mostra imprescindível a comprovação da legitimidade ativa da presente ação.

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No entanto, conforme se denota, deixou a Agravada de comprovar sua relação de associado ao Instituto IDEC, bem como sua autorização expressa, pessoal ou em assembleia para a propositura da ação coletiva, conforme disposto no art. , XXI, da Constituição Federal, assim2014-038- como o teor do Recurso Extraordinário n.º 00.000 OAB/UF, evidenciando a sua ilegitimidade para compro o polo ativo da presente demanda.

Isto posto, requer pela declaração de ilegitimidade ativa da Agravada, uma vez que não comprovou sua associação ou autorização para a propositura da presente ação, conforme explanado acima, não podendo compor o polo ativo da ação, julgando o presente recurso extinto, nos termos do artigo 485, IV do Código de Processo Civil 2015.

Por isso, não se pode considerar juridicamente possível que, ao ajuizar a ação civil pública de origem, ainda que em legitimação extraordinária, o IDEC estivesse substituindo indivíduos que não fossem a ele associados.

Nesse sentido, ensina Teori Albino Zavascki:

"Se a legitimação é para"representar seus filiados", um limite de atuação fica desde logo patenteado: o objeto material da demanda deve ficar circunscrito aos direitos e interesses desses filiados . Um outro limite é imposto pelo interesse de agir da instituição legitimada: sua atuação deve guardar relação com seus fins institucionais. Às associações culturais cabe tutelar direitos de seus filiados relacionados à cultura (e não a outros, estranhos ao âmbito associativo); às associações esportivas e recreativas, os interesses relacionados com esporte e recreação; às associações de defesa do consumidor, os direitos decorrentes de relações de consumo; às entidades profissionais, os direitos dos seus filiados ligados ao exercício da sua profissão. Quem se filia a associação destinada a pesca submarina não o faz imaginando que a entidade vá tutelar seus direitos relacionados às questões fiscais, ou suas relações condominiais ou de vizinhança" . (grifo nosso)

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Ademais, a legitimidade ativa para a propositura da ação civil pública está prevista no artigo da Lei n.º 7.347/1985, que fixa como legitimados o Ministério Público, a Defensoria Pública, os entes da Federação, as pessoas jurídicas de direito público e as associações.

Sem essa autorização expressa não haveria como se executar individualmente a sentença coletiva (aplicação do art. , inciso XXI, da Constituição Federal).

Além da previsão no texto constitucional acerca da limitação da legitimidade das associações, o artigo 2º- A, da Lei n.º 9.494/1997 veio corroborar a limitação subjetiva da sentença proferida em ação civil pública proposta por entidade associativa, ao dispor que a sentença proferida em ação coletiva abrange apenas os substituídos. Nesse sentido:

"Art. 2º-A. A sentença civil prolatada em ação de caráter coletivo proposta por entidade associativa, na defesa dos interesses e direitos dos seus associados, abrangerá apenas os substituídos que tenham, na data da propositura da ação, domicílio no âmbito da competência territorial do órgão prolator. Parágrafo único. Nas ações coletivas propostas contra a União, os Estados, o Distrito Federal, os Municípios e suas autarquias e fundações, a petição inicial deverá obrigatoriamente estar instruída com a ata da assembleia da entidade associativa que a autorizou, acompanhada da relação nominal dos seus associados e indicação dos respectivos endereços".

DA VIOLAÇÃO AO DEVER DE FUNDAMENTAÇÃO

Como se observa no § 1º do Art. 489 do Código de Processo Civil, deve a decisão/sentença/despacho deve ser fundamentada:

§ 1o Não se considera fundamentada qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, sentença ou acórdão, que:

I - se limitar à indicação, à reprodução ou à paráfrase de ato normativo, sem explicar sua relação com a causa ou a questão decidida;

II - empregar conceitos jurídicos indeterminados, sem explicar o motivo concreto de sua incidência no caso;

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III - invocar motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão; IV - não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador;

V - se limitar a invocar precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus fundamentos determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta àqueles fundamentos;

VI - deixar de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente invocado pela parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a superação do entendimento.

Cabe ao magistrado peculiarizar o caso e adequar a fundamentação diante das especificidades do caso em tela, não apenas reproduzir jurisprudências, sem explicar porque se aplicam ao caso em tela. Restando claro que não fora respeitado no caso em tela, ocorrendo violação aos incisos I e III.

Ora a decisão ora combalida apenas limita-se a ao dispositivo a reprodução dos fatos, sem esmiuçar o porquê daquele ato normativo se enquadrar no caso concreto e o porquê entende que o laudo do perito está correto.

A violação em tela vai de encontro ao princípio constitucional do contraditório e ampla defesa pois sem uma decisão fundamentada o apelante não pode esvair o seu direito constitucional do contraditório.

RAZÕES DE REFORMA

DO EVIDENTE EXCESSO DE EXECUÇÃO

O Agravado pretende o recebimento de importância decorrente dos expurgos inflacionários relativos ao plano Verão - 1989, incidentes sobre os depósitos existentes em sua caderneta de poupança mantida junto à instituição bancária, ora Agravante.

Utiliza como título judicial a decisão proferida nos autos da Ação Civil Pública e, assim, requereu a intimação do Banco para pagar o que lhe é devido, acrescido dos consectários legais.

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Após devidamente intimando o Banco apresentou Impugnação a execução de sentença garantindo o juízo através de depósito nos autos, não podendo ter a sua impugnação não conhecida e determinar o levantamento do valor pelo Agravado, uma vez que garantido o juízo.

Isto porque o Agravado, enquanto consumidor na sua individualidade, não havia constituído o Agravante em mora individualmente. A mora em relação ao Agravante somente ocorreu na data da sua intimação.

Nesse sentido:

1a VARA CÍVEL - ARARAQUARA DATA DE DISPONIBILIZACAO DA PUBLICACAO PELA FONTE OFICIAL: 30/03/(00)00000-0000/2012 - EXECUÇÃO DE TITULO JUDICIAL - GENNY SOPHIA MICELLI E NABHIA RACHED MICELLI X BANCO DO BRASIL S/A - (JUNTADA RESPOSTA A IMPUGNACAO) DESPACHO: V. A IMPUGNACAO MERECE PARCIAL ACOLHIDA. QUANTO A CORREÇÃO MONETÁRIA, POR NAO REPRESENTAR INCREMENTO DE GANHO EFETIVO AO CAPITAL, CONSISTINDO EM MERA ATUALIZACAO DA MOEDA FRENTE A PERDA IMPOSTA PELA INFLACAO, DEVE A MESMA SER ADMITIDA, ATE MESMO PORQUE, DO CONTRARIO, HAVERIA INESCONDIVEL ENRIQUECIMENTO ILICITO DO BANCO. ENTRETANTO, A CORREÇÃO QUE VEM SENDO DETERMINADA E AQUELA PROPRIA DAS CADERNETAS DE POUPANCA E NAO A TABELA PRATICA. REFERIDO ENTENDIMENTO ESTA INCLUSIVE CRISTALIZADO NAS SUMULAS Nº 01 A 07 DO E. COLEGIO RECURSAL DE ARARAQUARA. POR OUTRO LADO, OS JUROS COMPORTAM SOLUCAO DIVERSA, POIS NAO HAVENDO EM PRINCIPIO A IDENTIFICACAO DOS POUPADORES OBJETIVAMENTE ATINGIDOS, A MORA SOMENTE PASSA A CORRER A PARTIR DA INTIMACAO PARA O PROCEDIMENTO DE LIQUIDACAO, ORA EM APREÇO . POR DERRADEIRO,

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OBSERVO QUE O EXECUTADO NAO IMPUGNA OS CALCULOS PROPRIAMENTE DITOS, MAS APENAS A INCLUSAO DE SEUS COMPONENTES. ASSIM, O VALOR INDICADO PELA EXEQUENTE DEVE SER ADMITIDO, COM AS CORRECOES REFERIDAS. ANTE O EXPOSTO, ACOLHO EM PARTE A IMPUGNACAO, FIXANDO QUE A INCIDENCIA DOS JUROS DE MORA DE 1% AO MES DEVE SER COMPUTADA A PARTIR DA INTIMACAO PARA O PROCEDIMENTO DE LIQUIDACAO, OCORRIDA EM 26.01.12 (FLS. 55), BEM COMO QUE A CORREÇÃO DEVE SER EFETUADA NOS MOLDES PREVISTOS PARA AS CADERNETAS DE POUPANCA. SEM CUSTAS E HONORARIOS. INT. - DRS. CARLOS ADROALDO COVIZZI (OAB 40.869), KARINA DE ALMEIDA BATISTUCI (OAB 178.033) E PAULA RODRIGUES DA SILVA (OAB 221.271) (grifo nosso).

Outrossim, ressalta-se que a sentença proferida na ação coletiva em momento algum previu a atualização do débito através da Tabela Pratica do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Como se sabe, cada Tribunal brasileiro adota uma tabela prática de correção monetária que é construída sob premissas e com objetivos diversos, as quais, por consequência, produzem resultados diferentes e que não guardam qualquer relação direta com a evolução dos fatos discutidos nesta causa específica, não podendo ser utilizada a Tabela Pratica do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. Com efeito, apresentou o Banco Agravante, o cálculo da diferença da correção monetária decorrente do expurgo inflacionário pleiteado na presente liquidação, considerando a atualização pelos índices oficiais da poupança e o afastamento dos juros moratórios aplicados desde 1993, ante a ausência de constituição em mora do Banco Agravante de forma individualizada.

Não obstante, deve-se afastar, ainda, a incidência dos juros remuneratórios, uma vez que nada restou decidido a esse título na sentença liquidanda.

Portanto, o Banco, ora Agravante demonstrou largamente os erros sobre que se fundam os cálculos do Agravado e consequentemente a decisão de primeira instancia

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que embasam a Execução, necessitando reiterar que referidos valores estão repletos de falhas, totalmente divorciados da "res judicata" , não refletindo o alcance do V. decisum.

Diante do exposto, requer a reforma da sentença ora agravada, para que sejam acolhidos os cálculos do Banco Agravante, para que seja considerada a atualização pelos índices oficiais da poupança e o afastamento dos juros moratórios aplicados desde 1993, ante a ausência de constituição em mora do Banco Agravante de forma individualizada, devendo ser acolhida à impugnação apresentada pelo Banco, homologando os cálculos apresentados pelo banco Agravante nos autos.

IMPUGNAÇÃO AOS CÁLCULOS DO AGRAVADO

Impugnam-se os cálculos apresentados nos autos pelo Agravado porquanto os mesmos não guardam semelhanças com a forma de atualização pactuada e/ou determinado por Lei e, não bastasse, são totalmente unilaterais apresentando como devida a quantia de R$ 00.000,00

Observa-se que o banco depositou de boa fé a importância requerida pelo agravado, mas sempre insurgiu-se quanto o valor exorbitante por este pleiteado.

Assim, conforme demonstrado quando da apresentação da impugnação o cálculo correto para cumprimento de sentença atinge a quantia já acostada nos autos.

O Banco agravante, apresentou no momento da impugnação, o cálculo da diferença da correção monetária decorrente do expurgo inflacionário pleiteado na liquidação, considerando a atualização pelos índices oficiais da poupança e o afastamento dos juros moratórios aplicados desde 1993, ante a ausência de constituição em mora do Banco agravante de forma individualizada.

DO AFASTAMENTO DOS JUROS REMUNERATÓRIOS

Em relação aos juros remuneratórios, cumpre ressaltar que jamais podem ser capitalizados.

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Certo é que a sentença estabeleceu parâmetros para os cálculos de liquidação que não foram respeitados, visto que as planilhas trazidas à baila incluíram em seus cálculos supostos JUROS REMUNERATÓRIOS NÃO ABRANGIDOS PELA SENTENÇA PROFERIDA PELO D. JUÍZO.

Portanto, cuidando os presentes autos de cumprimento de sentença, os parâmetros a serem observados no cálculo do montante devido devem restar vinculados aos exatos termos do título executivo .

Por fim, o que aqui se deveria discutir não é a inerência ou não dos juros remuneratórios nos contratos de caderneta de poupança, mas sim a violação ou não da coisa julgada em virtude da inclusão de referido índice em um cumprimento de sentença cuja sentença não os previu .

Inobstante, é de se constar que o Superior Tribunal de Justiça, em outras oportunidades, já decidiu da forma como aqui se expõe:

"AGRAVO REGIMENTAL. RECURSO ESPECIAL. EXECUÇÃO DE SENTENÇA. CADERNETA DE POUPANÇA. EXPURGOS INFLACIONÁRIOS. INCIDÊNCIA DOS JUROS REMUNERATÓRIOS. É assente nesta Corte o entendimento segundo o qual, na execução de Sentença proferida em ação em que se pretende o recebimento diferenças de correção monetária em saldo de caderneta de poupança decorrentes de Planos Econômicos, os juros remuneratórios devem incidir apenas nos períodos em que a Sentença determinou expressamente. Agravo Regimental improvido. ( AgRg no REsp 951.043/SC, Rel. Ministro SIDNEI BENETI, TERCEIRA TURMA, julgado em 24/05/2011, DJe 06/06/2011)"

Da análise dos cálculos apresentado pelo Recorrido, verifica-se que os mesmos se encontram em total discordância com os parâmetros fixados na r. decisão exequenda.

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Isto porque o Recorrido, conforme já exposto, incluiu em sua atualização supostos juros remuneratórios que sequer foram contemplados pela sentença ou pelo acórdão que a reformou em parte.

Dessa forma, ao admitirmos os cálculos apresentados em juízo pela parte Recorrida, estaríamos diante de enriquecimento sem causa, situação vedada em nosso ordenamento jurídico. O único valor que poderia ser pleiteado neste incidente de cumprimento de sentença seria o valor atualizado da condenação, qual seja, a diferença entre a remuneração básica credita e o valor efetivamente devido conforme sentença, monetariamente atualizada e acrescida somente dos juros moratórios.

Sobre a matéria, o Egrégio Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo firmou o seguinte entendimento:

"Inexistente condenação em juros remuneratórios no título exequendo, eles não poderiam ser computados, como fez o agravado em seu cálculo. Não é possível, em sede executiva, que se estenda o sentido do título executivo. Impõe-se a interpretação do título de forma estrita, observados os seus exatos termos". (TJSP. AI nº 0566259-71.2010.8.26.0000. 12a Câmara de Direito Privado. Des. Rel. Castro Figliolia, J. 16.03.2011)

Em suma, como decorrência lógica do acima exposto, ocorrerá, neste caso, FLAGRANTE OFENSA AO PRINCÍPIO QUE VEDA O ENRIQUECIMENTO SEM CAUSA, ACASO PROSPERE A PRETENSÃO DA PARTE RECORRIDA , visto que, em se conferindo o valor que se busca executar, estar-se-á diante de locupletamento sem qualquer embasamento jurídico (havendo, portanto, aumento do patrimônio do credor, diminuição do patrimônio do devedor e fundamentalmente, ausência de qualquer lógica ou razão que justifique desta execução).

Como se vê, é evidente que não merece guarida a exigência do valor apresentado pela parte Recorrida, sob pena de se estar contribuindo para o seu enriquecimento sem causa, o que é plenamente ilegal e totalmente condenável pelo Direito Pátrio.

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Por essa razão, não merece qualquer acolhida a pretensão do Recorrido, quanto à aplicação de juros remuneratórios sobre os valores em questão.

Contudo, o Recorrido pleiteia nesta demanda a incidência de juros remuneratórios, sendo que considera como termo inicial para sua contagem janeiro de 1989, correspondendo, portanto, à equivalência de mais de 150% sobre o suposto principal devido.

Aliás, a prevalecer o entendimento defendido pela parte Recorrida , estariam as instituições financeiras praticamente com suas portas fechadas, vez que os valores cobrados a títulos de juros remuneratórios ultrapassam mais de duas vezes o suposto débito principal.

Ressalta-se que, caso a execução permaneça fundada nos referidos cálculos, estará o Recorrido se locupletando ilicitamente , procedimento refutado com veemência pelos Tribunais pátrios.

Assim nobre julgador, o cálculo correto para cumprimento de sentença atinge a quantia de valor atualizado fielmente pelo Banco do Brasil. Excelência, o Banco Recorrente demonstrou largamente através desta manifestação os erros sobre que se fundam os cálculos do Recorrido e que embasam a Execução, necessitando reiterar que referidos valores estão repletos de falhas, totalmente divorciados da "res judicata" , não refletindo o alcance do V. decisum, ora exequendo. Assim, requer o Recorrente o acolhimento do presente expediente, para refutar os cálculos de liquidação apresentados pelo Recorrido, por estarem em desacordo com a sentença proferida.

DA NECESSIDADE DE PRÉVIA LIQUIDAÇÃO DA SENTENÇA, NOS TERMOS DO ART. 509, II DO NOVO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL

Quanto ao procedimento a ser adotado pelos poupadores, mister se faz a prévia citação do Banco do Brasil para a liquidação de sentença, a qual deve ser feita nos termos do artigo 509, II do Novo Código de Processo Civil.

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Conforme se pode facilmente verificar, o Agravado obrigou essa instituição à garantir o juízo com o valor total que está executando unilateralmente para que, então, possa apresentar seus cálculos de liquidação.

Isso porque a sentença proferida em ação coletiva não ostenta, por si só, eficácia executiva, haja vista a necessidade de prévia liquidação, consoante disposto no artigo 97 do Código de Defesa do Consumidor, sendo que essa liquidação, em hipótese alguma, pode se dar por simples cálculos aritméticos.

Sendo assim, necessariamente, a liquidação de sentença deveria ser feita por artigos, nos termos do artigo 475-E do Código de Processo Civil, observando-se no que couber a redação do artigo 509, II do Novo Código de Processo Civil e não por simples cálculos aritméticos, como dispõe o artigo 475-B do CPC de 1973.

Nesse sentido, Teori Albino Zavascki assevera que:

"Havendo a ‘necessidade de alegar e provar fato novo’, como prevê o art. 475-E do CPC, a liquidação da sentença genérica proferida na ação coletiva é típica liquidação por artigos . Fato novo, na definição de Amílcar de Castro, é ‘o fato que não haja sido discutido e apreciado no juízo de conhecimento e deva servir de base à liquidação’ (...) o fato novo, na liquidação da sentença genérica da ação coletiva, é o que resulta da margem de heterogeneidade dos direitos subjetivos: a definição da sua titularidade e da sua exigibilidade pelo demandante da liquidação, bem como o montante a ele particularmente devido ." ( grifos e destaques nossos)

Frise-se, por ora, não existe nenhuma sentença que tenha reconhecido ao Agravado o direito às diferenças previstas na sentença proferida na ação coletiva (titularidade), tampouco há qualquer decisão que tenha declarado o valor líquido a ele supostamente devido, sendo medida de rigor que se proceda à liquidação por artigos para esse desiderato.

Até o momento, o que se tem é uma sentença proferida em ação coletiva que reconheceu o direito individual homogêneo dos expurgos inflacionários do mês de

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janeiro de 1989 (Plano Verão), a qual, contudo, não individualizou os destinatários e os valores devidos.

Visto que demonstrada, de forma irretorquível, a necessidade de liquidação por artigos da sentença, deve ser aplicado, por analogia, o disposto no artigo 475-N, parágrafo único, do Código de Processo Civil, de modo que se torna necessária a citação da ré para essa nova relação processual. Índices

DA APLICAÇÃO DO INDÍCES DE 10,14% PARA FEVEREIRO DE 1989 - CONSEQUÊNCIA LÓGICA

Conforme se denota dos cálculos anexados pelo impugnado, o mesmo realizou cálculos com o índice de 42,72% sobre o valor total existente na conta poupança, antes de sua correção.

No entanto, o mesmo não considera a correção realizada à época de fevereiro de 1989, realizando novo cálculo sobre o valor total.

Desta forma, não poderia o impugnado, apresentar cálculos sobre o índice de 42,72%, sendo que já foram aplicados índices de 22.3590% na conta poupança, no período questionado.

Assim, somente poderia incidir o índice de 10,14% sobre o saldo remanescente, como consequência lógica de atualização do mês anterior.

Frisa-se que a adoção do índice de 42,72% para o mês de janeiro de 1989 , nos termos em que restou reconhecido na sentença coletiva, tem como consequência lógica a aplicação do índice de 10,14% para o mês de fevereiro de 1989 .

Ademais, a Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça há muito reconhece ser consequência lógica o ajuste do índice de fevereiro de 1989 para 10,14%, em decorrência do deferimento do índice de 42,72% para janeiro de 1989, conforme se extrai do julgado abaixo reproduzido:

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"PROCESSO CIVIL - CORREÇÃO MONETÁRIA - EXPURGOS INFLACIONÁRIOS DE JANEIRO E FEVEREIRO DE 1989. 1. A jurisprudência desta Corte, há mais de dez anos, orienta-se no sentido de afastar a aplicação de índice de 70,28% (divulgado pelo IBGE) para medir a inflação de janeiro/89, fixando-o em 42,72%, conforme precedente no REsp 43.055-0/SP, relatado pelo Ministro Sálvio de Figueiredo, mediante interpretação da Lei 7.730/89 para fins de apuração do referido índice inflacionário. 2. Como consequência lógica da fixação do percentual de janeiro/89 em 42,72% e aplicando a mesma orientação contida no mencionado leading case, a Corte vem reconhecendo como devido, para fevereiro/89 o percentual de 10,14% (múltiplos precedentes), devendo-se desconsiderar, igualmente, a apuração do IBGE do índice 23,6% . 3. Recurso especial parcialmente provido." (STJ - Resp 173.788/SP, Corte Especial, rel. Min. Eliana Calmon, j. 1º.10.03, DJ. 19.12.03) - grifos e destaques nossos

Essa aplicação do índice de 10,14%, em substituição ao índice de 18,3540% aplicado à época, é indispensável para evitar o malfadado enriquecimento sem causa dos poupadores, uma vez que a manutenção do índice creditado à época, somado ao pagamento do índice de 42,72%, implicará o recebimento de correção monetária em quantia superior à inflação do período (janeiro e fevereiro de 1989).

Outrossim, importante frisar que o Banco aplicou a correção monetária de acordo com as regras vigentes à época da edição do Plano Verão, razão pela qual, a partir do momento em que o Poder Judiciário concluiu que os índices que refletiam a adequada inflação do período eram de 42,72% para janeiro de 1989 e 10,14% para fevereiro de 1989, é inevitável a dedução do índice pago a maior (18,35%).

DA ATUALIZAÇÃO MONETÁRIA DO DÉBITO - ÍNDICES DE POUPANÇA

O objeto da ação é a correção do saldo de caderneta de poupança. Houve, entre as partes, uma relação contratual, na qual se pactuou que o saldo dos poupadores seria corrigido pelos índices da caderneta de poupança. Por isso, a atualização das diferenças somente pode ser feita de acordo com os índices pactuados, ou seja, os oficiais aplicados às cadernetas de poupança.

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A Tabela Prática do Tribunal de Justiça tem aplicação subsidiária e somente deve ser utilizada para os débitos judiciais oriundos de relações extracontratuais ou, ainda que contratuais, caso não tenha sido estabelecido pelas partes o índice de correção monetária a incidir sobre os valores decorrentes do contrato, que não se aplica aos autos.

Desse modo, a atualização monetária pelos índices de poupança, aplicáveis à todos os poupadores em todas as unidades da Federação, representa o recebimento, de forma igualitária, dos expurgos inflacionários.

DO TERMO INICIAL E ÍNDICES DEVIDOS DOS JUROS MORATÓRIOS

Conforme os cálculos juntados com o ajuizamento da ação, o Agravado incide o termo inicial dos juros desde fevereiro de 1989, quando o correto é utilizar o termo inicial a data da citação da presente ação de cumprimento de sentença.

Consoante estabelecem os artigos 240 do Código de Processo Civil e 405 do Código Civil, os juros de mora devem ser contados desde a citação inicial. Desse modo, em se tratando as execuções individuais de ações distintas das ações civis públicas, pois apenas aproveitam as questões homogêneas definidas na ação coletiva, os juros de mora devem ser contados a partir da citação desta instituição financeira em cada uma das liquidações e execuções individuais, e não da citação da ação coletiva.

A jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça vem reconhecendo que, em se tratando de ação coletiva, o termo inicial dos juros de mora é a data da citação na fase de liquidação de sentença. Nesse sentido:

AÇÃO CIVIL PÚBLICA. AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. POUPANÇA. EXPURGOS. INDENIZAÇÃO POR LESÃO A DIREITOS INDIVIDUAIS HOMOGÊNEOS. EXECUÇÃO INDIVIDUAL. JUROS MORATÓRIOS. MORA EX PERSONA. TERMO INICIAL. CITAÇÃO NA FASE DE LIQUIDAÇÃO DE SENTENÇA. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. As ações

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civis públicas, em sintonia com o disposto no artigo , VIII, do Código de Defesa do Consumidor, ao propiciar a facilitação da tutela dos direitos individuais homogêneos dos consumidores, viabilizam otimização da prestação jurisdicional, abrangendo toda uma coletividade atingida em seus direitos, dada a eficácia vinculante das suas sentenças. A sentença de procedência na ação coletiva tendo por causa de pedir danos referentes a direitos individuais homogêneos, nos moldes do disposto no artigo 95 do Código de Defesa do Consumidor, será, em regra, genérica, de modo que depende de superveniente liquidação, não apenas para apuração do quantum debeatur , mas também para aferir a titularidade do crédito, por isso denominada pela doutrina "liquidação imprópria". 3. Com efeito, não merece acolhida a irresignação, pois, nos termos do artigo 219 do Código de Processo Civil e 397 do Código Civil, na hipótese, a mora verifica-se com a citação do devedor, realizada na fase de liquidação de sentença, e não a partir de sua citação na ação civil pública. 4. Agravo regimental a que se nega provimento. (AgRg no REsp nº 1.348.512/DF, 4a Turma, rel. Min. Luis Felipe Salomão, j. 18.12.12, DJe. 04.2.13)

DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. EXECUÇÃO INDIVIDUAL DE SENTENÇA COLETIVA (PROCESSO N. 021.00000-00). BRASIL TELECOM. TELEMS. CONTRATOS DE PARTICIPAÇÃO FINANCEIRA NA CONSTRUÇÃO DE REDE DE TELEFONIA. SENTENÇA QUE RECONHECE A RESPONSABILIDADE DA TELEMS PELA RESTITUIÇÃO DE VALORES. COISA JULGADA. LEGITIMIDADE DA SUCESSORA. JUROS MORATÓRIOS. TERMO INICIAL. CITAÇÃO NA FASE DE EXECUÇÃO INDIVIDUAL. RESSALVA DE CASOS COM OUTROS CONTORNOS FÁTICOS E JURÍDICOS QUANTO À MORA. (...) 3. No cumprimento de sentença de ação civil pública, na qual se tutelaram direitos individuais homogêneos e mediante a qual se buscou o reconhecimento do dever de a empresa de telefonia restituir valores pagos por consumidores a título de participação

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financeira em construção de rede de transmissão, reconhecimento antecedido pela declaração de nulidade de cláusula contratual que previa o inverso, os juros moratórios devem fluir a partir da citação válida levada a efeito na fase de liquidação/execução individual da sentença, mesmo marco constitutivo da mora caso a ação de conhecimento fosse ajuizada individualmente pelo próprio particular. Precedentes. 4. Recurso especial parcialmente provido para que os juros moratórios comecem a incidir a partir da citação válida na fase de cumprimento individual da sentença coletiva. (REsp nº 1.371.462/MS, 4a Turma, rel. Min. Luis Felipe Salomão, j. 7.5.13, DJe. 18.6.13)

Inegavelmente, pois, nas ações de liquidação e execução individual de sentença o termo inicial de incidência de juros moratórios, a teor dos artigos 240 do Novo Código de Processo Civil e 405 do Código Civil, deverá ser a citação nesta ação, e não a citação na ação coletiva.

DOS PEDIDOS E REQUERIMENTOS

Ante o exposto, requer o acolhimento do presente agravo de instrumento, bem como o acolhimento dos pedidos, conforme segue:

a. Requer que seja conhecido e deferido o EFEITO SUSPENSIVO,

uma vez que, ocorre o risco de lesão grave ou difícil reparação na Execução de Título Extrajudicial de acordo com art. 558, § único do Código de Processo Civil;

b. Requer que seja declarada a ilegitimidade ativa da parte agravada,

julgando a presente ação extinta, nos termos do Art. 485, VI do Novo Código de Processo Civil;

c. Requer pelo acolhimento da preliminar de incompetência absoluta,

com a consequente extinção do feito nos termos do art. 485,

d. Requer pelo acolhimento do excesso de execução.

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e. Requer pelo sobrestamento da expedição de guia de levantamento;

f. Protesta provar o alegado por todos os meios em direito admitidos, em especial a juntada de documentos que se fizerem necessários.

Por fim, requer que todas as intimações e/ou notificações sejam endereçadas a Nome, inscrito regularmente na 00.000 OAB/UF, com endereço profissional na EndereçoCEP 00000-000São Paulo/SP e endereço eletrônico email@email.com, no qual receberá qualquer comunicação eletrônica, bem como requer que seu nome conste na contracapa dos autos, sob pena de nulidade.

Nestes Termos,

Pede Deferimento.

São Paulo 18 de janeiro de 2019

NomeRAISSA LUIZA ANTUNES MONTORO YURI MILLER L. DOS SANTOS 00.000 OAB/UF 00.000 OAB/UF 00.000 OAB/UF

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