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20 de Outubro de 2021

Peça extraída do processo n°XXXXXXX-XX.2013.5.01.0060

Petição - Ação Despedida / Dispensa Imotivada

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Exmo. Sr. Dr. Juiz do Trabalho da 60a Vara do Trabalho do Rio de Janeiro - RJ

Ref.: Processo nº. 0000000-00.0000.0.00.0000

LIQ CORP S.A. , nos autos do processo acima em referência, em que contende com Nome, vem, pelos advogados abaixo firmados, apresentar

EMBARGOS À EXECUÇÃO ,

na forma do art. 884 da CLT, pelos seguintes motivos de fato e de direito:

DA GARANTIA DO JUÍZO

O valor bruto homologado é de R$ 00.000,00.

Esclarece a embargante que em 08.11.2019, o TRT da 1a Região deferiu à LIQ o Plano Especial de Execução através do ATO nº 214/2019.

RIO DE JANEIRO RIO DE JANEIRO MACAÉ

Endereço

Centro | Rio de Janeiro Centro | Rio de Janeiro Centro | Macaé - RJ

CEP: 00000-000CEP: 00000-000CEP: 00000-000

Tel.: (00)00000-0000Tel.: + (00)00000-0000Tel.: (00)00000-0000

Fax: (00)00000-0000Fax: + (00)00000-0000Fax: (00)00000-0000

Nos termos do referido ATO, a Presidência do TRT determinou a suspensão dos mandados de penhora e as ordens de bloqueio de crédito expedidas em face da embargante, conforme abaixo transcrito:

Artigo 2º - Suspender o cumprimento dos mandados de penhora e das ordens de bloqueio de crédito expedidas em face de LIQ CORP S/A - CNPJ n. 00.000.000/0000-00).

(grifos nossos e no original)

Tal determinação deve-se ao fato de que, a partir do deferimento do Plano Especial de Execução, as execuções dos processos das ações distribuídas até a data da publicação do referido ATO, com cálculos homologados em valores superiores ao teto do depósito recursal do recurso de revista, serão direcionadas ao juízo centralizador - CAEP.

O Provimento nº 01/2018, da Presidência do Egrégio TRT da Primeira Região, alterou o artigo 7º do Provimento conjunto nº 2/2017, que passou a ter a seguinte redação:

"Art. 7º Transitada em julgado a sentença homologatória ou homologada a conciliação no juízo competente em cada uma das demandas trabalhistas, os autos serão remetidos ao juízo centralizador para, depois de verificado, o preenchimento dos requisitos exigidos neste provimento, incluir o valor devido no rol de credores.

§ 1º Para efeito do trânsito em julgado da sentença homologatória e inclusão do crédito no rol de credores

mencionados no caput deste artigo, as partes serão intimadas para concordância, expressa ou tácita, da homologação da liquidação.

§ 2º A impugnação do Exequente e os Embargos à Execução, previstos no artigo 884 da Consolidação das leis do Trabalho, serão processados e julgados no juízo da execução, estando o juízo garantido, nas duas hipóteses, pelos depósitos mensais efetuados no Plano Especial de Execução.

§ 3º Não se submetem à centralização os valores incontroversos da sentença homologatória, que serão pagos juntamente com os valores definitivos de execução."

(grifamos)

Nos termos acima transcritos, a embargante indica o seu PEE como garantia do juízo, que, além de não violar o Provimento nº 01/2018, configura verdadeiro cumprimento do próprio plano, na medida em que imprime eficácia à centralização pretendida.

Destaca a embargante que mensalmente efetua o depósito de R$ 00.000,00, à disposição do TRT-1 para fins de quitação do Plano Especial de Execução (PEE).

Dessa forma, tendo em vista a comprovação de garantia do Juízo, requer seja considerado tempestivo os presentes embargos à execução.

DA ILEGALIDADE DOS VALORES SOBRE RECONHECIMENTO DE VÍNCULO ORIUNDO DA TERCEIRIZAÇÃO

Não podem prosperar os valores apurados pelo reclamante no que tange as verbas oriundas do reconhecimento de vínculo em decorrência da terceirização.

De acordo com decisão do STF do Recurso Extraordinário com Agravo 00.000 OAB/UFpublicada em 06/03/2019 no Diário Oficial http://www.stf.jus.br/arquivo/cms/noticiaNoticiaStf/anexo/ARE791932.pdf ,tornou-se improcedente a recusa da aplicação do Artigo 94, II, da Lei 9.472/97 que autoriza a terceirização. Segue abaixo o trecho do Acórdão e da Lei sucessivamente:

"...Decisão: O Tribunal, por maioria, apreciando o tema 739 da repercussão geral, conheceu do agravo e deu provimento ao recurso extraordinário, nos termos do voto do Relator, vencidos os Ministros Rosa Weber e Ricardo Lewandowski, que a ele negavam provimento. Acompanharam o Relator com outros fundamentos e sem aderir ao item 1 da sua conclusão os Ministros Edson Fachin e Cármen Nome. Em seguida, por maioria, fixou-se a seguinte tese:"É nula a decisão de órgão fracionário que se recusa a aplicar o art. 94, II, da Lei 9.472/1997, sem observar a cláusula de reserva de Plenário (CF, art. 97), observado o artigo 949 do CPC", vencida a Ministra Rosa Weber. Impedido o Ministro Roberto Barroso. Ausente, justificadamente, o Ministro Celso de Mello. Presidência do Ministro Dias Toffoli. Plenário, 11.10.2018. Presidência do Senhor Ministro Dias Toffoli. Presentes à sessão os Senhores Ministros Marco Aurélio, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Cármen Nome, Luiz Fux, Rosa Weber, Roberto Barroso, Edson Fachin e Nomede

Moraes.Procuradora-Geral da República, Dra. Nome, e Vice-Procurador-Geral da República, Dr. Nome...."

"...II - contratar com terceiros o desenvolvimento de atividades inerentes, acessórias ou complementares ao serviço, bem como a implementação de projetos associados...."

Diante de todo o exposto, todas as verbas decorrentes de reconhecimento de vínculo com a tomadora de serviços são nulas e, por tal motivo, o cálculo deve ser zerado.

Conforme se extrai da leitura do art. 884 § 5 da CLT, verifica- se a possibilidade de alegar a inexigibilidade do título através dos embargos à execução, vejamos:

Art. 884 - Garantida a execução ou penhorados os bens, terá o executado 5 (cinco) dias para apresentar embargos, cabendo igual prazo ao exeqüente para

impugnação.

(...)§ 5oo Considera-se inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo Supremo Tribunal Federal ou em aplicação ou interpretação tidas por incompatíveis com aConstituição Federall. (Incluído pela Medida provisória nº 2.180-35, de 2001).

No presente caso, ratifica-se a possibilidade dos presentes embargos á execução, posto que, os valores ora perseguidos pela exequente são inexigíveis, em face da

declaração da inconstitucionalidade em parte da Súmula 331 pelo Supremo Tribunal Federal, ocorrido antes mesmo do trânsito em julgado da respectiva execução, logo, não podendo prevalecer quaisquer atos executórios em decorrência da ausência de título, senão vejamos:

AGRAVO DE PETIÇÃO. ADPF 324 E RE 958252. INEXIGIBILIDADE DO TÍTULO JUDICIAL. O Excelso STF, em sede de repercussão geral, no julgamento do RE

958252 e da ADPF 324, reconheceu que é lícita a terceirização ou qualquer outra forma de divisão do trabalho entre pessoas jurídicas distintas, independentemente

do objeto social das empresas envolvidas. In casu, tratando-se de sentença que transitou em julgado após as decisões do STF, é de se declarar a

inexigibilidade do título judicial, nos termos do art. 884, § 5º da CLT. (TRT- 3 - AP: 00023288620135030114 0002328-86.2013.5.03.0114, Relator: Paulo

Chaves Correa Filho, Quarta Turma)

AGRAVO DE PETIÇÃO. INEXIGIBILIDADE DO TÍTULO EXECUTIVO. Em 30/08/18, o Excelso STF, no julgamento da ADPF nº 324 e do RE nº 958.252, firmou o

entendimento de que é lícita toda forma de terceirização, independentemente de seu objeto. Como a nova diretriz é diametralmente oposto à Súmula nº 331 do C.

TST, são inexigíveis os títulos executivos judiciais fundados em tal enunciado, desde que o trânsito em julgado tenha sido posterior à

mencionada decisão do Supremo (arts. 884, § 5º, da CLT e 525, § 1º, III, §§ 12 e 14, do CPC). (TRT-3 - AP: 00108756320155030044 0010875- 63.2015.5.03.0044, Relator: Convocado Paulo Emilio Vilhena da Silva, Decima Turma).

Portanto, cabível a oposição dos embargos à execução no caso em apreço, conforme igualmente restará demonstrado nas razões de fatos e direitos abaixo expostas.

DA DESONERAÇÃO DE FOLHA DE PAGAMENTO

SISTEMA DE TRIBUTAÇÃO

Na remota hipótese de manutenção do vínculo com o banco, o que não se acredita, é importante ressaltar que não podem prosperar os valores homologados no que tange aos valores devidos referentes a contribuição previdenciária, cota empregadora.

Isto porque, de acordo com a Lei 12.546/11, foi inaugurado o projeto do Governo Federal de desoneração da tributação sobre a folha de pagamento, passando a ser essa substituída pela contribuição sobre a receita bruta.

A referida lei trata, entre outras providências, da desoneração da folha de pagamento para determinadas atividades econômicas ou que fabricarem certos tipos de produtos industriais.

Entre as novas determinações, destacaram-se, ainda que:

a) as contribuições previdenciárias incidentes sobre a receita bruta, das empresas abrangidas pela medida, têm caráter impositivo;

b) as empresas que se dedicam exclusivamente às atividades desoneradas, nos meses em que não auferirem receita, não recolherão as contribuições previdenciárias de 20% sobre a folha de pagamento;

Nesse contexto, com o objetivo de suprimir eventuais dúvidas, a Receita Federal publicou as Soluções de Consulta n.º 160 e 161, sendo que a de nº.161, versa especificamente sobre a regra de incidência no pagamento de condenação trabalhista.

Assim, a partir dessa orientação, fixou-se que se a prestação de serviço, a que se refere a condenação trabalhista ocorrer em período anterior a vigência contributiva substituta, o valor do pagamento será tributado pela contribuição previdenciária sobre a remuneração, nos termos do artigo 22 da Lei nº 8.212/91.

Por outro lado, se a prestação laboral, ocorrer em período em que já vigente a regra de contribuição substitutiva, não haverá a tributação sobre a remuneração, apenas da parte patronal, já que a base de cálculo passou a ser a receita bruta.

Ora, considerando que compete a autoridade administrativa constituir o crédito tributário, verificando-se o fato gerador, determinar a matéria tributável, nos termos do artigo 142 do Código Tributário Nacional o qual é regido pela lei vigente na mesma época do Fato Gerador, nos termos do artigo 144 do mesmo código.

E, sabedor de que nas ações judiciais, em virtude da regra do caput do artigo 43 da Lei nº 8.212/91, o lançamento ex officio (incisos I e II artigo 149 CTN) da contribuição previdenciária é feito pela sentença judicial, quando condena o

empregador ao pagamento de parcelas de natureza jurídica salarial ou homologa termo de acordo.

E, sobretudo, de que o fator gerador das contribuições sociais decorrentes da sentença, nesta Justiça Especializada é o pagamento do salário-de- contribuição, e que somente a partir daí, é que caberá o recolhimento de qualquer pagamento pertinente desta verba de natureza tributária.

Logo, não há em falar em qualquer cobrança de contribuição previdenciária, parte patronal, pelo fato de que no presente momento, posto que a lei, atualmente em vigor, modificou a forma de tributação, a qual passou desde abril/2012, a ser recolhida com base no faturamento.

Ademais, o pagamento de direito reconhecido em sentença, não importa em "atraso". Este só acontece quando, ao efetuar um pagamento (fato gerador), o tributo devido não é repassado aos cofres públicos no prazo legal. Se não houve pagamento, não houve fato gerador da obrigação tributária.

Para que não pairem quaisquer dúvidas quanto ao enquadramento econômico de que está submetida esta empresa, passa-se a demonstrar abaixo, o código com a descrição seguido da classificação de sua atividade empresarial, bem como o comprovante de recolhimento sobre a receita bruta - código 2985/1:

Esclarecida a questão quanto à base de cálculo de contribuição previdência, e, sabedor de que a empresa reclamada é ligada ao ramo de Tratamento de Dados, a qual está introduzida na nova forma de contribuição substitutiva, a partir da receita bruta de serviços, requer que este MM Juízo, e, sabedor ainda que o fator gerador das contribuições sociais decorrentes da sentença é o pagamento do salário-de-contribuição, que, no presente caso, ocorrerá com o pagamento do crédito do reclamante, sendo que somente caberá a incidência de juros e multa a partir deste prazo legal.

Ante o exposto, requer a embargante a exclusão da cobrança do INSS da parte patronal, sobre os títulos deferidos na presente lide, posto que não condizente com a legislação atual aplicável à espécie. Restando, tão somente a exclusão de tal parcela no título executivo em questão.

DA DECADÊNCIA DO CRÉDITO EXECUTADO

As contribuições previdenciárias, não obstante executadas na Justiça do Trabalho, carregam a natureza jurídica de tributo. A transferência parcial da competência de execução desses tributos para a Justiça do Trabalho não alterou a sua natureza jurídica.

O artigo 156 do Código Tributário Nacional - CTN enuncia que a decadência extingue o crédito tributário. Os artigos 45 e 46 da Lei n. 8.212/91 atribuíam prazo de 10 anos, contados do exercício fiscal seguinte ao do fato imponível, para a autoridade fiscal constituir o crédito previdenciário, decaindo o direito após esse prazo.

O plenário do STF, após inúmeros julgamentos individuais, declarou a inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei n. 8.212/91, atribuindo aos artigos 150 e 173 do CTN a missão de regulamentar a decadência das contribuições previdenciária. Esse julgamento resultou na Súmula Vinculante n. 08:

São inconstitucionais o parágrafo único do artigo do Decreto-Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário.

Os artigos 150 e 173, ambos do CTN conferem prazo de 5 anos, contados do exercício fiscal seguinte ao do fato imponível, para a autoridade fiscal constituir o crédito previdenciário, decaindo o direito após esse prazo.

Art. 150. O lançamento por homologação, que ocorre quanto aos tributos cuja legislação atribua ao sujeito passivo o dever de antecipar o pagamento sem prévio exame da autoridade administrativa, opera-se pelo ato em que a referida autoridade, tomando conhecimento da atividade assim exercida pelo obrigado, expressamente a homologa.

§ 4º Se a lei não fixar prazo a homologação, será ele de cinco anos, a contar da ocorrência do fato gerador; expirado esse prazo sem que a Endereçohomologado o lançamento e definitivamente extinto o crédito, salvo se comprovada a ocorrência de dolo, fraude ou simulação.

Art. 173. O direito de a Endereçoapós 5 (cinco) anos, contados:

I - do primeiro dia do exercício seguinte àquele em que o lançamento poderia ter sido efetuado.

Com a declaração de inconstitucionalidade dos artigos 45 e 46 da Lei n. 8.212/91, portanto, o prazo decadencial das contribuições previdenciárias foi reduzido de 10 para 5 anos. Essa redução não é apenas prospectiva; atinge, também, o passado.

A Medida Provisória n. 449/08, convertida na Lei n. 11.941/09 inseriu novo parágrafo no artigo 43 da Lei n. 8.212/91, interpretando o fato gerador das contribuições previdenciárias executadas na Justiça do Trabalho. O enunciado, de forma clara e precisa, atribuiu à prestação do serviço essa condição, afastando a possibilidade de compreender o efetivo pagamento da remuneração como fato incidente:

Art. 43. Nas ações trabalhistas de que resultar o pagamento de direitos sujeitos à incidência de contribuição previdenciária, o juiz, sob pena de responsabilidade, determinará o imediato recolhimento das importâncias devidas à Seguridade Social.

§ 2º Considera-se ocorrido o fato gerador das contribuições sociais na data da prestação do serviço.

Esse enunciado já foi testado no STF, que confirmou o fato gerador da contribuição previdenciária arrecada pela Justiça do Trabalho na prestação do serviço, e não no efetivo pagamento da remuneração ao Reclamante:

EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. TRIBUTÁRIO. CONTRIBUIÇÃO SOCIAL DESTINADA AO CUSTEIO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. REMUNERAÇÃO. DEFINIÇÃO DO CRITÉRIO TEMPORAL: REGIME DE COMPETÊNCIA OU REGIME DE CAIXA. 1. Falta ao acórdão recorrido o debate acerca das questões específicas invocadas nas razões de recurso extraordinário. 2. Aplica-se à tributação da pessoa jurídica, para as contribuições destinadas ao custeio da seguridade social, calculadas com base na remuneração, o regime de competência. Assim, o tributo incide no momento em que surge a obrigação legal de pagamento, independentemente se este irá ocorrer em oportunidade posterior. Agravo regimental ao qual se nega provimento 1 .

Sendo assim, o prazo para constituir o crédito previdenciário inicia-se, na forma do inciso I do artigo 173 do CTN, no primeiro dia do exercício fiscal seguinte ao da prestação do serviço, encerrando-se após 5 anos dessa data.

O Tribunal Superior do Trabalho - TST, sobretudo após a Súmula Vinculante n. 08 do STF, que reduziu o prazo da decadência das contribuições previdenciárias de 10 para 5 anos, de forma reiterada e pacífica, vem reconhecendo a inexecutabilidade dos créditos previdenciários decorrentes de prestações laborais ocorridas há mais de 5 anos:

RECURSO DE REVISTA DO INSS. CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA. DECADÊNCIA. PRAZO. SÚMULA VINCULANTE Nº 8 DO STF. TERMO INICIAL. NÃO- CONHECIMENTO. O prazo decadencial para a constituição do crédito previdenciário é aquele de cinco anos previsto no Código Tributário Nacional, uma vez que se configura como norma geral de legislação tributária, reservada à lei complementar (artigo 146, inciso III, alínea b, da Constituição Federal) o lapso temporal concernente à prescrição e à decadência. Essa é a exegese do teor da Súmula Vinculante n.º 8 do excelso Supremo Tribunal Federal ao dispor ser inconstitucional os artigos 45 e 46 da Lei n.º 8.213/91 referentes a decadência e prescrição da contribuição social. Uma vez se tratar a sentença de reconhecimento de vínculo empregatício de uma decisão de natureza meramente declaratória, sem cunho constitutivo ou condenatório, não se pode cogitá-la como fato gerador das contribuições previdenciárias relativas aos salários advindos do contrato de emprego, que dever ser considerado como sendo o momento em que estes foram pagos e houve a materialização da hipótese de incidência ao crédito, a partir de quando surgiu a obrigação previdenciária e se iniciou o prazo para o INSS apurar, constituir e cobrar o crédito previdenciário (artigo 173, inciso I, do Código Tributário Nacional). Não há violação dos artigos 173, inciso I, e 150, § 4º, parte final, ambos do Código Tributário Nacional. Recurso de revista não conhecido.

(TST PROCESSO Nº TST-RR-156/2004-022-24-00.9)

RECURSO DE REVISTA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO EM JUÍZO. DECADÊNCIA. PRAZO APLICÁVEL. SÚMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. TERMO INICIAL. A teor da Súmula Vinculante nº 08 da Suprema Corte, "são inconstitucionais o parágrafo único do artigo do Decreto-Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". Decisão regional em conformidade com a jurisprudência atual e reiterada deste Tribunal, no sentido de que aplicável à constituição do crédito previdenciário o prazo decadencial de cinco anos previsto no art. 173 do CTN e de que o termo inicial do lapso decadencial coincide com o primeiro dia do exercício seguinte ao que deveria ter sido feito o lançamento. Óbice do art. 896, § 4º, da CLT e da Súmula 333/TST. Recurso de revista não-conhecido.

(TST - PROC. Nº TST-RR-344/2003-051-24-00.1)

RECURSO DE REVISTA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO EM JUÍZO. DECADÊNCIA. PRAZO APLICÁVEL. SÚMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. TERMO INICIAL. A teor da Súmula Vinculante nº 08 da Suprema Corte, "são inconstitucionais o parágrafo único do artigo do Decreto-Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". Decisão regional em conformidade com a jurisprudência atual e reiterada deste Tribunal, no sentido de que aplicável à constituição do crédito previdenciário o prazo decadencial de cinco anos previsto no art. 173 do CTN e de que o termo inicial do lapso decadencial coincide com o primeiro

dia do exercício seguinte ao que deveria ter sido feito o lançamento. Óbice do art. 896, § 4º, da CLT e da Súmula 333/TST.Recurso de revista não-conhecido.(TST-RR- 384/2003-051-24-00.3)

RECURSO DE REVISTA. CONTRIBUIÇÕES PREVIDENCIÁRIAS. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO EM JUÍZO. DECADÊNCIA. PRAZO APLICÁVEL. SÚMULA VINCULANTE Nº 08 DO STF. TERMO INICIAL. A teor da Súmula Vinculante nº 08 da Suprema Corte, "são inconstitucionais o parágrafo único do artigo do Decreto-Lei nº 1.569/1977 e os artigos 45 e 46 da Lei nº 8.212/1991, que tratam de prescrição e decadência de crédito tributário". Decisão regional em conformidade com a jurisprudência atual e reiterada deste Tribunal, no sentido de que aplicável à constituição do crédito previdenciário o prazo decadencial de cinco anos previsto no art. 173 do CTN e de que o termo inicial do lapso decadencial coincide com o primeiro dia do exercício seguinte ao que deveria ter sido feito o lançamento. Óbice do art. 896, § 4º, da CLT e da Súmula 333/TST. Recurso de revista não-conhecido. (TST-RR- 1454/2003-021-24-00.9 C/J PROC. Nº TST-AIRR-1454/2003- 021-24-40.3)

Assim, conforme determina o artigo 156 do CTN, deve ser reconhecida a decadência do crédito previdenciário decorrente das remunerações devidas no período apurado na presente ação. Ante esse reconhecimento, imprescindível a extinção desta execução no que a eles se refere, determinando-se o recálculo do montante devido.

CONCLUSÃO

Assim, requer a embargante que V.Exa. se digne acolher os presentes embargos à execução, para que na forma da fundamentação acima, seja declarada nula a execução, reformando-se a decisão homologatória de cálculos.

Nesses termos,

Pede deferimento.

Rio de Janeiro, 08 de outubro de 2020.

Nome

Adv. 00.000 OAB/UF