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14 de Junho de 2024

A ascensão do Multi-Club Ownership (MCO)

há 2 anos

A expressão Multi-Club Ownership (MCO) está cada vez mais frequente no mercado da bola, gradativamente, surge no mundo futebolístico os conglomerados multinacionais do mesmo grupo dono de vários clubes ao redor do mundo. Em outras palavras, tal fenômeno ocorre quando o mesmo grupo possui vários clubes em diversas localidades do mundo sob seu controle, como uma forma de franquia internacional; geralmente envolvidos nas relações jurídicas são: “sheiks”, príncipes, empresários individuais, firmas de investimentos, multinacionais globais, corporações internacionais, academias privadas de futebol ou os próprios clubes que estiverem envolvidos em algum tipo de estratégia de multipropriedade.

Há um estudo feito pelo CIES Sports Intelligence que afirma a existência de ao menos 33 espécies de MCO atualmente no futebol, que abrange cerca de 85 clubes. O cenário somente cresce, cada vez mais os clubes que fazem parte deste fenômeno engrenam e se destacam no esporte, de acordo com o estudo, houve um crescimento de 100% nos últimos 5 anos das 15 principais ligas dos continentes.

Na MCO, usualmente, tem-se um clube como principal, em que o grupo investidor concentra seus investimentos e os demais são chamados de “satélites”, pois mantem a padronização administrativa, é possível haver até o mesmo modelo de jogo de futebol de forma que os jogadores dessas equipes possam suprir as demandas do time matriz.

Atualmente o maior exemplo do cenário atual, é grupo City Football Group, uma empresa que surgiu em 2013 e possui como maior acionista Abu Dhabi United Group (em que o dono é Mansour bin Zayed Al Nahyan), segundo informações, o grupo detém cerca de U$ 4,8 bilhões. O grupo é dono de clubes como o Manchester City (ING), Bolívar (BOL), New York City FC (EUA), entre outros.

Geralmente, os grupos detentores de vários clubes ao redor do mundo buscam comprar clubes menores, “baratos” em mercados populosos, com econômica forte, viáveis existências de torcedores desamparados, e de alto investimento tecnológico. Pois, segundo os grupos, devido a complexidade é muito importante que as empresas de marketing, conteúdo de treinos, intercambio de jogadores, melhoria na captação de atletas, dados de performance em jogos e métodos de recuperações de lesões sejam uniformizados para que todos possuam a mesma qualidade e ajude na interação com os torcedores e parceiros comerciais.

E vocês, acreditam que futuramente será comum vermos clubes brasileiros como membro de um grupo de investidores que possuem outros clubes ao redor do mundo? O primeiro exemplo já surgiu no Brasil e vem se destacando muito, o Red Bull Bragantino.

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Texto produzido em 2 de junho de 2021, para a página do Grupo de Estudos de Direito Desportivo da Faculdade Armando Alvares Penteado.

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