Busca sem resultado
jusbrasil.com.br
16 de Junho de 2024
    Adicione tópicos

    Mantida prisão de diretores de empresa que controla aterro sanitário em Marituba (PA)

    há 6 anos

    A presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministra Laurita Vaz, manteve a prisão preventiva decretada contra dois diretores da empresa que controla o aterro sanitário do município de Marituba (PA).

    Eles foram presos preventivamente no dia 6 de dezembro de 2017 pela prática, em tese, de diversos crimes ambientais, investigados no âmbito da Operação Gramacho.

    A Polícia Civil, após diversas denúncias, teria realizado diligência inicial no aterro e identificado evidências de crimes relacionados a poluição atmosférica, poluição hídrica, construção de obras potencialmente poluidoras sem licença ambiental e danos à unidade de conservação, entre outros.

    A defesa alegou que a prisão preventiva não seria medida necessária, por ausência de gravidade concreta, repercussão social ou periculosidade dos denunciados. Foi requerida a concessão de liminar para que os diretores pudessem aguardar o julgamento em liberdade ou a substituição da prisão por medidas cautelares alternativas.

    Supressão de instância

    Como o pedido liminar já havia sido indeferido pelo Tribunal de Justiça do Pará, Laurita Vaz aplicou o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) e também do STJ que não admite habeas corpus contra decisão do tribunal de origem que indefere liminar ao analisar o mesmo caso, “sob pena de indevida supressão de instância” (Súmula 691/STF).

    A presidente reconheceu que, em situações de flagrante ilegalidade, seria possível a intervenção do STJ, mas que essa excepcionalidade não foi verificada no caso, uma vez que as decisões que entenderam pela custódia preventiva relataram a gravidade concreta dos delitos e o receio de reiteração delitiva, além do relato de ameaças e manipulação de testemunhas.

    “Diante da motivação exposta no decreto prisional, não há como se reconhecer, de plano, ilegalidade patente que autorize a mitigação da Súmula 691 do STF, cuja essência vem sendo reiteradamente ratificada por julgados do Pretório Excelso e do STJ”, concluiu a presidente.

    O mérito do habeas corpus será analisado pelos ministros da Sexta Turma do STJ. A relatoria é do ministro Rogerio Schietti Cruz.
    • Publicações19150
    • Seguidores13391
    Detalhes da publicação
    • Tipo do documentoNotícia
    • Visualizações175
    De onde vêm as informações do Jusbrasil?
    Este conteúdo foi produzido e/ou disponibilizado por pessoas da Comunidade, que são responsáveis pelas respectivas opiniões. O Jusbrasil realiza a moderação do conteúdo de nossa Comunidade. Mesmo assim, caso entenda que o conteúdo deste artigo viole as Regras de Publicação, clique na opção "reportar" que o nosso time irá avaliar o relato e tomar as medidas cabíveis, se necessário. Conheça nossos Termos de uso e Regras de Publicação.
    Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/noticias/mantida-prisao-de-diretores-de-empresa-que-controla-aterro-sanitario-em-marituba-pa/534490849

    0 Comentários

    Faça um comentário construtivo para esse documento.

    Não use muitas letras maiúsculas, isso denota "GRITAR" ;)