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27 de Fevereiro de 2024
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    MP abre inquérito para investigar esquema de corrupção em Franco da Rocha

    em Franco da Rocha

    A Promotoria de Justiça de Franco da Rocha instaurou, no último dia 22, inquérito civil para investigar um suposto sistema de corrupção na Prefeitura e na Câmara da cidade, envolvendo o pagamento de propinas para o favorecimento de empresas. O inquérito civil é resultado de uma operação realizada dia 9 de julho nas sedes do Executivo e do Legislativo locais pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) - Núcleo São Paulo – e promotores de Justiça de Franco da Rocha.

    Na operação, diversos mandados judiciais foram cumpridos e os promotores apreenderam, no gabinete do secretário municipal de Assuntos Jurídicos, Março Antônio Donário, R$ 56 mil em dinheiro e cheques de empresas que mantêm contatos com a Prefeitura, guardados na pasta de mão do secretário (R$ 30,5 mil) e nas gavetas da mesa dele (R$ 25,4 mil). Com o secretário também estava uma lista com os nomes de vários vereadores e do vice-prefeito José Antonio Parzi Junior, e valores anotados na frente de cada nome, além de uma lista de despesas e receitas com os nomes de várias empresas, muitas das quais mantêm contratos com a Prefeitura.

    No gabinete do secretário municipal de Governo, Marcelo Tenaglia da Silva, foram encontrados R$ 10,4 mil em dinheiro, guardados em um cofre, além de documentos que indicam o recebimento de valores de empresas e pagamentos a vereadores e outras pessoas.

    De acordo com o promotor de Justiça Daniel Serra Azul Guimarães, também foram encontrados documentos que reforçam a suspeita de direcionamento de parte do dinheiro supostamente desviado pelo sistema de corrupção para a aquisição de imóveis.

    No inquérito civil aparecerem 20 pessoas, entre elas vereadores e secretários municipais, oito empresas e um partido político. Todo o material apreendido na operação, incluindo CPUs de computadores e notebooks, está sendo analisado por peritos do Ministério Público. Além disso, o promotor requisitou à Prefeitura cópias de todos os contratos, procedimentos licitatórios, procedimentos de dispensa de inexigibilidade de licitação e os demais documentos referentes à contratação de nove empresas.

    Os secretários Março Antônio Donário e Marcelo Tenaglia da Silva já foram afastados de seus cargos pelo prefeito Márcio Cecchettini, mas o promotor Daniel Serra Azul Guimarães emitiu, na terça-feira (28), Recomendação ao prefeito para que, no prazo de 10 dias, ele afaste também os secretários municipais Março Antonio Vaz de Góes e Pompilho Gonçalves, além dos diretores Março Antonio Pauletto de Freitas e Mário Francisco Fagá, que aparecem nas listas de supostos pagamentos de propinas encontradas durante a operação na sede da Prefeitura. A Recomendação abrange, ainda, o afastamento de Pompilho Gonçalves da presidência da Comissão de Sindicância aberta pelo prefeito, assim como o afastamento da funcionária Glauce Kelly Ribeiro, cujo nome também aparece na lista dos supostos beneficiados pelo esquema.

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    Porque Franco da Rocha ainda continua sendo uma 'Terra dos poderosos, quem pode mais chora menos, e, quem não pode só chora'.
    Desde à data supracitada, esse Inquérito, que virou "Processo" , mas, até hoje ninguém mais falou nada?
    Mesmo que membros do ministério público tenha feito um excelente trabalho. Os bandidos Corruptos de Franco da Rocha, ainda dizer que quem tem dinheiro tem bons Advogados, e compram tudo... continuar lendo

    Por que a Justiça, o Ministério Público a OAB intervem, ou seja, os operadores do Direito, em quase todo o Brasil. Em Franco da Rocha e região, não!
    Proverbializo: Aqui virou terra sem lei, O supracitado Inquérito, virou Processo 'O MENSALÃO de Franco da Rocha.

    Mando um se me permite, digam alguma coisa a respeito Obrigado pela atenção.

    Agora o link: dentro do pdf tem ou link estã os vídeos: file:///C:/Users/Maquina-Atitude/Desktop/Página%20do%20Youtube/Bíblia%20PORQUE%20A%20JUSTIÇA%20E%20O%20MINISTÉRIO%20PÚBLICO.pdf continuar lendo