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13 de Junho de 2024
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    Psicóloga punida por conselho insiste em continuar oferecendo cura para homossexualismo

    Publicado por Agência Brasil
    há 15 anos

    Valter Campanato/ABr

    Brasília - Psicóloga carioca Rosângela Alves Justino fala sobre a punição que o Conselho Federal de Psicologia lhe aplicou por oferecer terapia para curar o homossexualismo

    Brasília - Após ser condenada hoje (31) à censura pública pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) por oferecer terapia para curar o homossexualismo masculino e feminino, a psicóloga Rozângela Alves Justino prometeu continuar sua atividade normalmente no Rio de Janeiro.

    “Com certeza, vou continuar. Vejo que as pessoas têm direito de procurar esse apoio. É a pessoa que define o quer dentro da psicoterapia. Não sinto vergonha e nunca sentirei de acolher pessoas que querem deixar voluntariamente o estado de homosseuxalidade”, afirmou Rozângela. “Estão me submetendo a uma mordaça. Mas quero dizer às pessoas que estão em estado de sofrimento psíquico e desejam deixar a homossexualidade que procurem profissionais nas suas cidades."

    De óculos escuros e máscara, a psicóloga afirmou temer sofrer represálias nas ruas por movimentos que defendem os direitos dos homossexuais."Não quero amanhã andar em todo o Brasil e ser reconhecida porque os ativistas gays sentem muita raiva de mim. Não quero de alguma forma ser atingida por essa ira e essa raiva.”

    Em contraponto à resolução na qual o CFP diz que a homossexualidade “não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”, a psicóloga citou uma publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS) que traz a definição de transtorno de identidade sexual. "A homossexualidade pode ser primária ou secundária a outros transtornos”, assinalou Rozângela.

    O advogado Paulo Fernando, contratado pela psicóloga, anunciou que vai recorrer na Justiça Federal contra a decisão do CFP, que manteve condenação já imposta anteriormente pelo Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro.

    “[A decisão] fere a liberdade de expressão, fere a liberdade científica e principalmente ofende aquelas pessoas que voluntariamente desejam praticar determinados atos. O resultado foi de uma flagrante injustiça e vamos argui-lo”, ressaltou Fernando.

    Em tom irônico, o advogado argumentou que a superexposição da cliente poderá render a ela mais demanda profissional. “Nesses 28 anos, ela não teve nenhum paciente que reclamasse do tratamento que recebeu. Devido a essa notoriedade, acredito que vai ter fila na porta do seu consultório de tanta gente querendo ser atendida."

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