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14 de Julho de 2024
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    MPF/GO obtém mais duas condenações contra tráfico de pessoas

    há 14 anos

    O Ministério Público Federal em Goiás (MPF/GO) conseguiu a condenação de mais duas pessoas envolvidas no tráfico internacional de pessoas: as irmãs Angélica Fassini de Andrade e Adriana Fassini de Andrade. Com isso, sobe para sete o número de pessoas condenadas com base na chamada Operação Fassini, que está entre as principais atuações do MPF/GO, junto com os casos denominados pela Polícia Federal de Operações Penélope, Cacique, Santana, Castalhola e Castela.

    As condenadas foram enquadradas nos artigos 231 e 288 do Código Penal, que tratam de tráfico internacional de seres humanos e formação de quadrilha, respectivamente. Angélica Fassini pegou seis anos e três anos de prisão em regime fechado. Adriana Fassini pegou cinco anos e seis meses de prisão em regime semi-aberto.

    As irmãs Fassini (juntamente com Ericson Fassini, Pietro Chielsa e Robert Alfred Suter) promoveram e facilitaram a saída de diversas vítimas, inclusive menores de 18 anos, para o exercício da prostituição na Suíça. O esquema foi mantido durante três anos e as vítimas eram principalmente mulheres goianas de origem humilde das cidades de Anápolis, Goiânia e Trindade. Pelo menos 19 pessoas foram aliciadas pela quadrilha para trabalharem em um bar na cidade de Zurique, na Suíça.

    Em depoimento no processo, uma das vítimas relata como foi ludibriada pelos bandidos. Em Zurique, me levaram diretamente para o quarto (do Help Bar). No carro, Angélica (Fassini, uma das condenadas) não me disse uma palavra, a não ser que ela era irmã do gerente (do Help Bar), Ericson (Fassini). Perguntada sobre a sua situação no quarto, a testemunha respondeu: Angélica só me deixou lá. Ericson veio até mim e mostrou o quarto. Ele me falou que era para eu arrumar minhas coisas e ele falaria comigo mais tarde. Quando Elisama (trabalhava no bar) entrou no quarto, ela então me falou qual seria o meu trabalho de verdade. Ela partiu do princípio de que eu já estivesse informada. Eu desabei quando soube o que realmente deveria fazer, declarou a vítima.

    A rotina de prostituição mantida no Help Bar, em Zurique, era de segunda a sexta-feira, das 17 às 2h, e nos fins de semana, das 17 às 4h. A dívida da viagem era só o começo de um endividamento sem fim para as vítimas. Elas precisavam pagar pelo aluguel dos quartos e ainda eram multadas como forma de punição, em caso de desobediência.

    Na sentença, Angélica é apontada por culpabilidade acentuada, porque além de participar integralmente da prática criminosa, agia ainda com frieza e indiferença com as vítimas levadas para exercerem a prostituição no exterior, incluindo meninas menores de idade. Já Adriana atuou ativamente no recrutamento de mulheres, juntamente com o marido, tratou de todos os detalhes de um aliciamento de uma das vítimas, na presença do filho menor de idade, destaca a decisão da Justiça.

    Esse resultado demonstra, mais uma vez, que os órgãos de persecução estão atuando incisivamente com o objetivo de neutralizar ou, pelo menos, minimizar, o crime de tráfico de pessoas, avalia o procurador da República Daniel de Resende Salgado.

    Assessoria de Comunicação

    Procuradoria da República em Goiás

    62 3243 5454 ou 5266

    ascom@prgo.mpf.gov.br

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