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14 de Junho de 2024

O testamento

Autor John Grishan

há 7 anos

O testamento


O livro conta a história de um homem bilionário que deixa um testamento, escrito a mão, onde deixa a maior parte da fortuna de 11 bilhões à sua filha ilegítima Raquel a qual é totalmente desligada de dinheiro, de ganância, das coisas do mundo.

Raquel é fruto de um relacionamento do autor com Evelyn, a qual já havia morrido, por suicídio. Raquel está vivendo no Brasil, no Pantanal, como missionária das Tribos do Mundo, longe dos grandes centros urbanos dos EUA cuidando dos índios, evangelizando-os (levando a palavra de Deus). Como era médica vivia curando os índios, e salvando os das terríveis doenças, como dengue, febre amarela, malária, picadas de cobra e outras mais.

O autor da herança, o então bilionário, exclui da maior parte do dinheiro seus filhos, todos gananciosos por mais e mais dinheiro, alguns pródigos, que gastavam sem medidas o dinheiro não poupando ou investindo em nada. Todos eles ganharam 5 milhões ao contemplarem 21 anos de idade, porém, não souberam administrar o dinheiro. Para esses 6 filhos, fruto de relacionamento de três casamentos, deixou por meio do testamento apenas dinheiro necessário para pagamento de suas dívidas, contraídas até o momento da feitura do testamento.

As três ex mulheres não foram beneficiadas, pois já haviam sido contempladas quando do divórcio. Após o suicídio do pai e antes mesmo da leitura do testamento os 6 filhos já começaram a gastar impulsivamente a fortuna do pai. O autor trabalha o relacionamento do pai com os filhos em vida, dos filhos com o pai, um relacionamento desprovido de afeto, desprovido de reconhecimento tanto do pai pelos filhos, quanto destes para com o pai.

Raquel, a filha a qual trabalhava como missionária das Tribos do Mundo, a princípio diz que não quer receber a fortuna, que para viver ali na aldeia não precisaria de dinheiro e que era feliz ali.

Enquanto o advogado Nate viaja para o Brasil a fim de encontrar a herdeira mais rica do mundo, contar do testamento e tentar convencer Raquel a aceitar a herança, os seis filhos de Phelan, procuram advogados para contestar o testamento, o qual julgam ser inválido, pois acreditavam que o pai não estava com discernimento, com sanidade mental para escrever o testamento, visto que logo em seguida pulou de um prédio alto, suicidou.

Raquel no final da história infelizmente é acometida de uma doença horrível, a malária, e assim sabendo da proximidade de sua morte resolveu escrever um testamento hológrafo (escrito de próprio punho), igual seu pai havia feito, no qual anuncia que não rejeita e nem renuncia a herança deixada pelo seu pai, e que também não quer receber a fortuna. Impõe que o dinheiro seja posto num fundo. Pretende que os lucros do fundo sejam usados para os seguintes fins: 1) para continuar o trabalho missionário da Tribos do Mundo, 2) divulgar a palavra de Cristo, 3) proteger os direitos dos povos indígenas no Brasil e na América do Sul, 4) alimentar os que tem fome, 5) curar os doentes e 6) salvar as crianças. Pede que esse Fundo seja administrado pelo advogado que a procurou, Dr. Nate, concedendo a este amplos poderes discricionários na gestão do Fundo. Nomeia o Dr. Nate como executor do testamento.

Para escrever o testamento Raquel havia ido à cidade de Corumbá e procurou um escritório de advocacia para ajuda lá com as formalidades, tendo o advogado e sua secretária afirmado ter visto Raquel Lane assinar o documento no seu escritório, e que esta estava sã e sabia o que estava fazendo. As assinaturas do advogado e sua secretária tinham o reconhecimento do tabelião.

Os filhos de Phelan não foram de todo esquecidos. No final é feito um acordo onde os herdeiros e os advogados gananciosos também levam uma parte considerável da fortuna, 20 milhões para cada um.

Enfim, o livro conta com um pouco de suspense, pois o leitor fica na expectativa se Raquel vai ou não aceitar a herança ou se vai deixar todo o dinheiro nas mãos dos irresponsáveis e gananciosos filhos do autor da herança. Mostra também a beleza das terras brasileiras, a cultura indígena, as doenças contagiosas e a religiosidade dos índios. Mostra como homens, como os índios, conseguem viver com tão pouco, tirando da floresta o sustento de cada dia.

Mostra ainda que a falta de recursos para comprar remédios na cidade bem como a distância da aldeia até a cidade e a falta de bom transporte prejudica a vida dos índios, levando em alguns casos a morte, como de fato ocorreu, com uma criança, picada por cobra, a qual falece, por falta de disponibilidade do remédio ali necessário.

O objetivo desta resenha é instigar as pessoas à leitura.

Atenciosamente

Ana Paula Domingues Garcia

Advogada

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